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Atendimento aeromédico ao queimado será tema de oficina no 2º CONAER

O 2º Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER) será um evento on-line e acontecerá nos dias 20, 21, 22 e 23 de Setembro de 2021, das 18h00 às 22h00, através do Doity Play. Poderão participar do evento todos os profissionais que tenham interesse no tema.

Durante a programação do 2º CONAER, os participantes terão a oportunidade de assistir palestra do Enfermeiro Adriano Bison. O tema será Atendimento aeromédico ao queimado.

Adriano é CEO da empresa Euromarket, responsável pela importação e distribuição de produtos para a saúde, como curativos para o atendimento pré-hospitalar às vítimas de queimaduras (WATER-JEL®) e a incubadora BabyPod® – saiba mais sobre o equipamento.

O palestrante é pós-graduado em enfermagem nas áreas de Urgência, Emergência e UTI. Possui experiência como Socorrista em Atendimento Pré-Hospitalar (APH), Instrumentação Cirúrgica e Bombeiro Profissional Civil, tendo ainda exercido posto de Oficial Militar. Instrutor Técnico credenciado pela WaterJel Technologies, Inc no Brasil. Certificou-se Instrutor do Curso Nacional de Normatização de Atendimento ao Queimado – CNNAQ, pela Sociedade Brasileira de Queimaduras.

​Submissão de trabalhos

A submissão de trabalhos científicos encontra-se disponível na plataforma Doity. Para saber mais acesse a página do evento.

Inscrições

Para mais esclarecimentos acesse a página do CONAER ou entre em contato através dos seguintes canais:

ANAC publica diretriz interpretativa que possibilita empresas de Táxi Aéreo realizarem resgate em rodovia

North West Air Ambulance Charity

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), através da Superintendência de Padrões Operacionais (SPO) emitiu diretriz interpretativa (DI-SPO 0013 | IS Nº 00-004, Revisão H) no dia 05 de abril, sobre “resgate de enfermos de locais onde não existem condições ativas de risco” (Item 2.4 da IAC 3134/99).

A ANAC recebeu questionamento, solicitando análise e interpretação do item 2.4 da Instrução de Aviação Civil 3134 (IAC 3134). Segundo a norma “o transporte de enfermos de locais onde existem condições ativas de risco (incêndios, tumulto, tiroteio, etc.), com a ameaça à segurança da aeronave e da tripulação, não pode ser conduzido por empresas de transporte aéreo. Tais operações são reguladas pela subparte K do RBHA 91 Operações Aéreas Policiais e de Defesa Civil”. (A subparte K do RBHA 91 foi substituída pelo RBAC 90 – Requisitos para Operações Especiais de Aviação Pública)

Diante dessa restrição, foi ponderado no questionamento, que as empresas cumprem o parágrafo 135.229(d) do RBAC nº 135, o qual estabelece requisitos para pouso e decolagem de áreas não cadastradas, sob certas condições de operações.

Diante disso, questionou-se se uma empresa de transporte aéreo poderia realizar resgate de enfermos. Foi perguntado se “pode um operador regido pelo RBAC nº 135 realizar operações de resgate de enfermos, com helicóptero, de locais onde não existem condições ativas de risco (incêndios, tumulto, tiroteio, etc.)“.

Em resposta ao questionamento, a ANAC respondeu que é possível, considerando que apesar do requisito contido no item 2.4 da IAC 3134, tal vedação não impede que seja realizado o resgate de enfermos segundo as condições regidas pelo RBAC nº 135, a partir de uma estrada ou rodovia, desde que se cumpra com o parágrafo 135.229(d) do RBAC nº 135.

Para a ANAC, conforme fundamentação apresentada, “a norma foi delineada para uma realidade operacional de empresas que tenham interesse nesse tipo de mercado e que pretendam prestar tal serviço de total interesse público. Logo, a princípio, não há vedação do serviço aeromédico em si. Portanto, não há nesses requisitos nenhum limitador a que empresas que operem segundo o RBAC n° 135 e aprovadas para a realização de transporte aeromédico possam realizar o resgate de enfermo dentro de um contexto de risco controlado“.

Apesar do RBAC 90, parágrafo 90.5 (4) estabelecer que as operações aéreas de urgência e emergência médica, destinadas ao atendimento à saúde, compreendendo o resgate, salvamento e atendimento pré-hospitalar móvel, seja realizado, conforme preceitos constitucionais e legislações específicas, por órgãos ou entes da Administração Pública, essa diretriz interpretativa possibilitou que empresas de Táxi Aéreo, reguladas pelo RBAC 135, também possam fazer resgate em rodovia de vítima grave.

Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina publica pregão para contratação de UTI Aérea

Sete Táxi Aéreo | Uti Aérea | Transporte Aeromédico

Santa Catarina – A Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina (EAMSC), subordinada à Diretoria de Ensino da Marinha do Brasil, publicou Pregão Eletrônico Nº 7/2021 para eventual contratação de empresa especializada na prestação de serviços de remoção aeromédica em UTI Aérea.

O serviço será destinado às necessidades do Ambulatório Naval da EAMSC, responsável pela Assistência Médico-Hospitalar de um público aproximado de 5.500 pessoas das diversas Organizações Militares (OM) da Marinha do estado de Santa Catarina, entre militares da ativa e da reserva remunerada, e seus dependentes e pensionistas.

A data de abertura da sessão está prevista para acontecer no dia 23/04/2021, às 09h30, horário de Brasília. Segundo o edital, a empresa contratada deverá dispor de aeronave de asa fixa, turboélice, com cabine pressurizada, para transporte de pacientes adulto, neonatal e criança, bem como uma ambulância tipo D para transporte terrestres dos pacientes na origem e no destino, em todo o território nacional.

Ainda estabelece que o avião deverá possuir capacidade para transporte de um piloto, um copiloto, um médico, um enfermeiro, um paciente e um acompanhante, para voos IFR noturno e diurno.

A justificativa apresentada pelo edital projetou uma necessidade máxima de duas remoções mensais, perfazendo um total de 38.400km anuais. O valor pago será conforme o km voado e a estimativa global do contrato é de R$ 1.119.360,00, com valor unitário do km de R$ 29,15.

BAR Aviation de Uganda será a primeira empresa a utilizar o Bell 505 em operações aeromédicas na África

BAR Aviation de Uganda será a primeira empresa a utilizar o Bell 505 em operações aeromédicas no Continente Africano

Uganda – A Bell Textron anunciou recentemente a entrega de um helicóptero Bell 505 aeromédico para a operadora BAR Aviation. A aeronave foi equipada com kit da Med-Pac Inc. e marca o primeiro Bell 505 em Uganda e o primeiro Bell 505 projetado para realizar missões de evacuação médica (MEDEVAC) no Continente Africano.

Dentre os serviços que a empresa BAR Aviation oferece, a evacuação aeromédica é um deles. A operadora possui em sua frota aviões (King Air, B1900, Pilatus PC-12, Caravan 208B, Cessna 172) e helicópteros (H130 e Bell206) para fretamentos. Com essa aquisição, o Bell 505 apoiará o trabalho do Ministério da Saúde, do Ministério do Turismo e da polícia.

O kit Med-Pac Inc. Emergency Medical Services Lite Interior oferece um deck de fibra de carbono, rack de equipamentos instalados na cabine, cilindro de oxigênio e bolsa de suprimentos médicos. O sistema de maca pode ser instalado em menos de 15 minutos, com um suporte de travamento manual e liberação ágil. Atualmente, o Bell505 é o único helicóptero monomotor leve capaz de receber a instalação de um sistema de maca. Os assentos são facilmente removíveis e a aeronave possui do piso plano.

Com uma velocidade de 125 nós (232 quilômetros por hora) e uma carga útil de 1.500 libras (680 quilogramas), o Bell 505 foi projetado para ser seguro e fácil de voar, ao mesmo tempo que fornece custo operacional reduzido.

BAR Aviation de Uganda será a primeira empresa a utilizar o Bell 505 em operações aeromédicas no Continente Africano

“Operações Aeromédicas no Continente Africano” será tema de live no dia 14 de abril, às 19h30

Na quarta-feira, dia 14 de abril, às 19h30, Marco Guerreiro será o protagonista de live sobre “Operações Aeromédicas no Continente Africano“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Marco foi Bombeiro em Portugal durante 25 anos. Atualmente é Coordenador de Transporte Aeromédico em Angola. Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, Técnico de Resgate na maior barragem de Angola (Odebrecht). Possui Curso de PHTLS, ITLS, PEEP, Curso de Transporte Aeromédico (IESSP), Curso de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas, Curso Avançado de Desencarceramento, Curso de Gestão de Emergência e Curso Escape de Aeronaves Submersas (HUET).

SORTEIO

Durante a live será sorteado um torniquete T-APH Tático da DESMODUS (Envios somente no Brasil). Para participar do sorteio, a pessoa precisará:

Inscreva-se no Canal Resgate Aeromédico e acione o lembrete do vídeo, assim você receberá um aviso quando iniciar a live.

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CIOPAER do MT aumentou em 150% a demanda na área da saúde e incluirá mais três aeronaves na frota

Novo Jato Cessna Citation Bravo

Mato Grosso – O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) do Mato Grosso aumentou em 150% as demandas na área da saúde, entre os anos de 2019 e 2021. Esse crescimento está relacionado a prestação de serviços de envio de vacinas contra a COVID-19 para o interior do estado e no transporte de pacientes por meio de UTI Aérea.

O coordenador do CIOPAER, coronel Juliano Chiroli, destacou que esse trabalho realizado pelas Operações Aéreas tem repercutido diretamente no dia-a-dia da população, com uma resposta rápida às demandas.

“Na área de transporte aeromédico, que coincidentemente iniciou-se antes da pandemia com a aquisição de duas aeronaves, além de uma destinada pela Justiça, trouxe muita celeridade neste momento de dificuldade”, destacou o coordenador.

De acordo com o coronel Chiroli, essa resposta rápida só está sendo possível, porque o Governo vem realizando uma revolução no setor. Atualmente a frota conta com 3 helicópteros, 6 aviões, sendo duas UTIs aéreas, e está conseguindo manter uma logística que permite a distribuição em tempo recorde das vacinas no interior do estado, além do transporte de pacientes. Os investimentos realizados nos últimos dois anos pelo Governo propiciaram, inclusive, economia para Mato Grosso.

Somente no transporte de pacientes e da entrega da vacina, Chiroli estima “uma economia para o estado de aproximadamente 40% no custo de horas voadas”, ao se comparar com o transporte realizado por empresas particulares de táxi aéreo.

Se de um lado o CIOPAER tem gerado economia aos cofres públicos na área da saúde, de outro, tem aumentado os resultados positivos nas estatísticas no combate à criminalidade. O CIOPAER conta com 101 servidores pertencentes aos quadros da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil e tem duas bases operacionais, uma em Várzea Grande e outra em Sorriso.

Ampliação da Frota

A frota ainda será ampliada com a aquisição de mais um avião (Jato Cessna Citation Bravo), que está sendo comprado com recursos provenientes de ações penais que tramitaram na justiça. Para a compra desse jato foi firmado um Protocolo de Intenções em 2020. Para se chegar até a destinação desse recurso foram dois anos de diálogo entre Judiciário e a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

O Estado também está adquirindo mais um helicóptero (H125), com recursos destinados as ações de combate a incêndios florestais e um avião bimotor turboélice, para fortalecer as ações das Forças de Segurança.

Equipe integrada do SAER e SARASUL transporta recém-nascido de Tubarão para Joinville, SC

Equipe integrada do SAER e SARASUL transporta recém-nascido de Tubarão para Joinville, SC

Santa Catarina – Na manhã de sexta-feira (09), equipe integrada do SAER da Polícia Civil e do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL), foi acionada pela regulação do SAMU 192 para realizar a transferência de um recém-nascido de 14 dias.

O paciente estava internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Tubarão e precisou ser levado de helicóptero para o Hospital Infantil Jesser Amarante Faria na cidade de Joinville. Portador de cardiopatia congênita grave, o bebê de 14 dias precisava de avaliação e tratamento definitivo no único hospital de referencia cardiológica infantil do estado.

Outro atendimento aconteceu na manhã de quarta-feira (07). Um homem de 59 anos sofreu queda de aproximadamente 3 metros de altura em Jaguaruna. Foi medicado e estabilizado pela equipe do SARASUL e transportado com a aeronave até o Hospital Nossa Senhora da Conceição de Tubarão, referência em trauma.

Estudo brasileiro publicado no Air Medical Journal analisa dados dos transportes aeromédicos realizados em Maringá, PR

Equipes de operadores de suporte médico da Unidade Aérea Pública da Secretaria de Saúde do Paraná, Base Maringá (UAP SESA-PR/SAMU).

No dia 06 de abril foi publicado no Air Medical Journal (AMJ) o artigo “Transporte por helicóptero de pacientes brasileiros com trauma: uma comparação de tempos de atendimento“. AMJ é o jornal oficial das cinco principais associações de transporte aeromédico dos Estados Unidos (AAMS, AMPA, ASTNA, NEMSPA e IAFCCP), além de ser um dos principais periódicos científicos do mundo que fornece informações para a indústria aeromédica.

O trabalho é de autoria do médico, Marcos Rogério Bitencourt, doutorando do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Maringá (UEM), PR, que possui nota 5 da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Marcos também é operador de suporte médico da Unidade Aérea Pública da Secretaria de Saúde do Paraná, Base Maringá (UAP SESA-PR/SAMU).

O artigo contou com o apoio dos profissionais de saúde da UAP SESA-PR/SAMU e teve a participação de colaboradores e pesquisadores da UEM e de profissionais de saúde da Divisão de Medicina de Emergência do Departamento de Cirurgia da Universidade de Duke, Carolina do Norte, EUA.

O trabalho analisou dados dos transportes aeromédicos de pacientes com trauma entre 2016 e 2018 realizados pelo serviço de operações aéreas da UAP SESA-PR/SAMU, Base Maringá. Os pacientes foram atendidos pelas equipes de operadores de suporte médico no local do trauma ou estabilizados em hospitais próximos e posteriormente encaminhados para centros de trauma.

O objetivo foi analisar o transporte aeromédico com transferência secundária de ambulância terrestre, comparando pousos realizados dentro e fora do complexo hospitalar com o pronto-socorro.

Nesta região, nenhum centro de traumatologia possui heliponto próprio, então helicópteros pousam em áreas remotas próximas ao hospital, que podem ser dentro ou fora do complexo hospitalar. Ambos os desembarques requerem transporte terrestre por vias de acesso público para chegar ao hospital.

Dos 176 transportes, 28,5% resultaram em desembarques no local, enquanto 71,5% ocorreram fora do local. O tempo de transporte terrestre quando a zona de pouso estava fora do local era 5 minutos a mais do que no local ( P <0,001), assim, segundo conclusão do trabalho os pousos fora do local resultam em transportes mais longos para a sala de emergência.

Para o autor e colaboradores, a construção de helipontos em centros de trauma pode reduzir o tempo de transporte, além de diminuir os custos e sequelas do trauma.

Secretaria de Saúde do Pará publica pregão para contratação de UTI Aérea

Paciente com graves sintomas do COVID-19 é transportado pelo helicóptero do Governo do Pará para o Hospital de Campanha em Belém. Foto: Carlos Tavares.

Pará – A Secretaria de Saúde do Pará (SESPA) publicou o Pregão Eletrônico Nº 35/2021 para contratação de empresa especializada em serviços aeromédicos com emprego de helicópteros para as cidades de Belém, Santarém e Marabá. A sessão de abertura das propostas ocorrerá no dia 20/04/2021, às 08h00.

Os três helicópteros deverão possuir configuração de UTI Aérea, com piloto, médico, enfermeiro e paciente acomodado em maca ou incubadora, em disposição longitudinal da aeronave. Além disso, a empresa deverá fornecer equipe técnica completa para operação da aeronave, incluindo mecânicos e equipe de solo.

O atendimento por helicóptero deverá ser prestado ininterrupta e rotineiramente até a distância de 250 km da sua base operacional, e excepcionalmente em distâncias maiores conforme demanda exclusiva da Central Estadual de Regulação da SESPA.

Cada aeronave terá garantia mínima de 30 horas mensais, com limite máximo semestral de 600 horas de voo. Os helicópteros deverão utilizar identificação visual padrão definida pela SESPA e a contratada será responsável pelo fornecimento do querosene de aviação para as suas operações.

Guarda Costeira da Noruega resgata 12 tripulantes de navio holandês que ficou à deriva no Mar do Norte

Guarda Costeira da Noruega resgata 12 tripulantes de navio holandês que ficou à deriva no Mar do Norte

Noruega – Equipes dos serviços de emergência noruegueses se empenharam nesta terça-feira (06), para resgatar 12 tripulantes do navio cargueiro holandês Eemslift Hendrika que ficou à deriva no agitado Mar do Norte, na costa da Noruega.

Os tripulantes foram salvos em duas operações diferentes na noite de segunda-feira. Os oito primeiros foram içados do convés através de guincho elétrico do helicóptero da Guarda Costeira e os outros quatro foram retirados do mar, conforme mostram imagens divulgadas pelo Centro de Coordenação de Resgate da Noruega.

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Mesmo com ondas de 15 metros (49 pés) e ventos fortes, em condições climáticas extrema, os tripulantes foram resgatados com segurança pela Guarda Costeira. O navio de 111 metros (366 pés) registrado na Holanda transporta iates, bem como 350 toneladas métricas de óleo pesado e 50 toneladas de diesel em seus tanques.

Segundo informações preliminares, a carga mudou de posição e fez com que o navio começasse a adernar e, posteriormente, seus motores falharam.

Apesar do mar agitado, o Norwegian Coastal Administration (NCA) informou na quinta-feira (08) que conseguiram conectar o navio aos dois rebocadores, um na proa e outro na popa, e depois de muito trabalho das equipes chegaram com o navio no porto norueguês de Ålesund no final do dia.

Corpo de Bombeiros do MS receberá repasse anual de R$ 1,3 milhão da Secretaria de Saúde para serviço de resgate aéreo

Resgate Aéreo do Corpo de Bombeiros receberá repasse anual de R$ 1,3 milhão da Secretaria de Saúde do MS. Foto: Divulgação/ GOA.

Mato Grosso do Sul – O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul receberá, por ano, um investimento de R$ 1.320.000,00 que será destinado ao serviço de resgate aéreo, em atendimentos de urgência e emergência no Estado.

O Termo de Cooperação Técnica nº 003/2021 entre Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi publicado na segunda-feira (05) no Diário Oficial. O valor de repasse, que será feito pela SES, vai custear o pleno funcionamento da aeronave e o suporte às atividades de resgate.

Resgate Aéreo do Corpo de Bombeiros receberá repasse anual de R$ 1,3 milhão da Secretaria de Saúde do MS. Foto: Divulgação/ GOA.

Para o diretor de Saúde e Assessor Técnico do Corpo de Bombeiros, Marcelo Fraiha, o investimento vai possibilitar melhores condições de assistência no nível primário e secundário de atenção. “O recurso financeiro específico para essa atividade de resgate aéreo vai possibilitar mais atendimentos à população de maneira geral”, afirmou.

O avião bimotor, modelo Baron, já é utilizado em transportes de pacientes. O repasse, no entanto, formaliza o trabalho e garante melhoria na execução de suporte à vida. “Esse Termo de Cooperação vem para formalizar e possibilitar condições melhores de oferecer o suporte avançado”, explicou Fraiha.

Conforme o Termo de Cooperação, a aeronave será utilizada também para transporte de órgãos e tecidos humanos (transplantes), transportes de pacientes que precisem receber “Tratamento Fora Domicílio” (TFD), além do deslocamento de materiais. O serviço aéreo também poderá ser utilizado em apoio às missões do Corpo de Bombeiros e da SEJUSP.

Com a intervenção precoce, em casos onde o resgate aéreo é de fato necessário, é possível reduzir o índice de mortalidade, minimizar sequelas e aumentar as chances de sobrevida, como cita o Termo de Cooperação. De acordo com o protocolo de atendimento, a aeronave terá, além de piloto e copiloto, um médico e um enfermeiro, ambos bombeiros.

Resgate Aéreo do Corpo de Bombeiros receberá repasse anual de R$ 1,3 milhão da Secretaria de Saúde do MS. Foto: Divulgação/ GOA.

Para que o avião possa ser acionado, a distância de deslocamento precisa ser, no mínimo, de 500 quilômetros, conforme explicou o comandante do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), coronel Luidson Borges Tenório Noleto.

“Entre ida e volta, a distância mínima para que a aeronave seja deslocada é de 500 quilômetros. Desta forma conseguimos viabilizar o serviço. Mas é claro que existem exceções que serão reguladas pelas equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Saúde”, afirmou o coronel Noleto.

O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul foi criado em 2016 e intensificou suas ações em 2020, com a implantação do Serviço Aeromédico. Neste período o grupo também trabalhou no apoio às operações de combate a incêndios e ações de segurança pública. Transporte de tropas e materiais também estão entre os serviços desenvolvidos.

Atualmente, o GOA possui uma aeronave Baron B58 Beechcraft e Airtractor A802 fire. “Há possibilidade de aquisição de um Cessna 206 que poderá ser usado também no resgate aéreo”, ressaltou coronel Noleto.

Oferecendo continuamente preparação técnica para suas equipes, o GOA está qualificando pilotos que irão atuar em combate à incêndios florestais e que, futuramente, irão pilotar helicópteros da corporação.

Nova Lei de Licitações permite indicação de marca ou modelo na aquisição de bens

Nova lei de licitações

Denis Cardoso Firmino
Advogado

Depois da aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.253/2020 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, a nova Lei das Licitações (Lei 14.133/2021) foi sancionada no dia 1° de abril pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, e entrou imediatamente em vigor, podendo ser aplicada desde logo pela Administração Pública.

Pelo período de 2 anos, a nova lei de licitações coexistirá e produzirá efeitos concomitantemente aos estatutos existentes: Lei 8.666/93 (Antiga Lei de Licitações), Lei 10.520/02 (Lei do Pregão) e os artigos da Lei 12.462/2011 que estabelecem o Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

Assim, pelos próximos 2 anos, a Administração Pública poderá escolher qual dos diplomas legais regerá seus processos de licitação e contratação. Mas é importante observar a previsão expressa da parte final do art. 191 da nova lei, segundo o qual “a opção escolhida deverá ser indicada expressamente no edital ou no aviso ou instrumento de contratação direta, vedada a aplicação combinada desta Lei com as citadas no referido inciso”.

Entre outras medidas, o substitutivo normativo cria modalidades de contratação, tipifica crimes relacionados a licitações e disciplina itens do assunto em relação às três esferas de governo: União, Estados e Municípios, substituindo normas legais já defasadas por uma legislação mais avançada e moderna.

Dentre as inúmeras novidades trazidas pelo novo marco licitatório, está a previsão, agora clara e expressa, quanto à possiblidade de a Administração, ainda que de forma excepcional, indicar expressamente marca ou modelo do bem pretendido, desde que acompanhada da devida justificativa.

Na vigência da Lei 8.666/93, muito embora a previsão do art. 15 tenha buscado estabelecer o princípio da padronização, tanto o art. 7º, § 5º, quanto o Art. 15, § 7º, inciso I, vedavam a indicação de marca no Edital ou Termo de Referência, o que se traduzia em grande dificuldade no momento da elaboração do termo convocatório.

O Tribunal de Contas da União relativizou a proibição, pacificando em sua jurisprudência o entendimento de que a indicação de marca como parâmetro de qualidade para facilitar a descrição do objeto a ser licitado é admitido, desde que e obrigatoriamente seja procedido das expressões “ou equivalente”, “ou similar” ou “ou de melhor qualidade”. Na prática, embora se tenha permitido citar a marca, ela acabava servindo como mera referência.

Havia, assim, certa dificuldade em se conciliar tal entendimento com o interesse da Administração na aquisição de bem determinado, sem abrir mão da lisura e correção do procedimento e atender aos princípios norteadores do processo licitatório, insculpidos na Constituição Federal e no próprio art. 3º da Lei 8.666/93. Até porque, muitas vezes determinadas necessidades não podem ser supridas completamente com “equivalentes” ou “similares”.

A partir de agora, a Administração poderá contar com o permissivo legal inserto no art. 41, inciso I, da Lei 14.133/21, que ao menos em tese busca solucionar o impasse, permitindo, ainda que de forma excepcional a indicação mais especifica do produto que efetivamente se pretenda comprar e que melhor atenda às suas necessidades.

De acordo com o novo ordenamento, nas licitação para fornecimento de bens, excluindo-se, portanto, a prestação de serviços, a Administração está autorizada expressamente a indicar marca ou modelo de bem a ser fornecido pelo particular, em determinadas situações, quais sejam:

  • em decorrência da necessidade de padronização do objeto;
  • em decorrência da necessidade de manter a compatibilidade com plataformas e padrões já adotados pela Administração;
  • quando determinada marca ou modelo comercializados por mais de um fornecedor forem os únicos capazes de atender às necessidades do contratante;
  • quando a descrição do objeto a ser licitado puder ser mais bem compreendida pela identificação de determinada marca ou determinado modelo aptos a servir apenas como referência;

É certo, compreensível e louvável, em prol da lisura do procedimento, que o art. 43 da Lei 14.133/21 estabeleça critérios justificadores para a indicação de marca ou modelo. Mas o § 1º do mesmo dispositivo também inovou ao permitir que o processo de padronização tenha base em processo de outro órgão ou entidade de nível federativo igual ou superior ao do órgão adquirente.

Vê-se claramente que as hipóteses de indicação de marca, e agora, também, de modelo, além de virem no texto legal de forma pretensamente mais clara, também foram ampliadas, incluindo o atendimento de necessidade especifica da Administração.

É provável que por se tratar de uma regra recém estabelecida, dúvidas e confusões surjam ao longo dos próximos meses, mas é certo de que o Administrador passa a contar com uma importante ferramenta legal para fazer as melhores escolhas frente às necessidades típicas, crescentes e, por vezes, imprevisíveis, da administração pública.

Tome-se, por exemplo, o momento atual em que a cada dia surgem no mercado novos equipamentos ou versões mais avançadas de produtos já existentes, voltados ao atendimento de vítimas da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

Em que pese o fato de que a antiga Lei 8.666/93 já dispusesse de ferramentas de contratação direta, que em tese poderiam amparar uma aquisição de bem determinado, na prática os procedimentos de compra por dispensa ou inexigibilidade de licitação eram vistos com ressalvas por grande parte dos gestores públicos, seja pela enorme carga burocrática que os revestem, seja pelos possíveis questionamentos posteriores do ainda mais rígido controle externo, de forma que muitas vezes as aquisições, mesmo necessárias, acabavam não sendo levadas a efeito.

Espera-se, portanto, a partir de agora, uma maior facilidade para a Administração Pública na aquisição de bens específicos, seja para manter a padronização em relação aos equipamentos já existentes ou a compatibilidade com plataformas já utilizadas pelo Órgão contratante, ou para adquirir um equipamento que melhor atenda à sua necessidade, trazendo mais agilidade às aquisições públicas.

ANAC cria Comitê Técnico de Serviço de Transporte Aeromédico para estudar e propor mudanças no setor

O paciente foi transferido de Almeirim para o Hospital de Campanha de Santarém. Foto: Marcelo Seabra / Ag. Pará

A Agência Nacional de Aviação Cvil (ANAC), através da Superintendência de Padrões Operacionais (SPO) publicou na terça-feira (06), em Diário Oficial da União, a Portaria Nº 4.696, criando Comitê Técnico de Serviço de Transporte Aeromédico (CT-STA).

O objetivo é prover estudo, informações e recomendações para a SPO a respeito da estrutura regulatória da ANAC para o transporte aeromédico realizado por operadores brasileiros de serviço de transporte aéreo público. Um dos objetivos é modernizar a IAC 3134 de 1999 que ainda regula o setor.

Participarão do CT-STA representantes da Associação Brasileira de Aviação Geral – ABAG; Associação Brasileira das Empresas de Taxi Aéreo e Manutenção de Produtos Aeronáuticos – ABTAER; Associação Brasileira de Operadores Aeromédicos – ABOA; Conselho Federal de Medicina – CFM; Conselho Federal de Enfermagem – COFEN; Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo – SNETA; e Sindicato Nacional dos Aeronautas – SNA.

A SPO indicará o coordenador do CT-STA dentre os representantes indicados pelas entidades participantes. Um servidor será designado pela SPO para atuar no secretariado do comitê e segundo a portaria, as reuniões não serão abertas ao público.

O relatório elaborado pelo CT-STA, bem como as minutas de normativos deverão ser entregues pelo coordenador do grupo de trabalho ao Superintendente de Padrões Operacionais da ANAC até o dia 30 de setembro de 2021.

ECMO no transporte aeromédico será tema de oficina no 2º CONAER

O 2º Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER) será um evento on-line e acontecerá nos dias 20, 21, 22 e 23 de Setembro de 2021, das 18h00 às 22h00, através do Doity Play. Poderão participar do evento todos os profissionais que tenham interesse no tema.

Durante a programação do 2º CONAER, os participantes terão a oportunidade de assistir palestra do Dr. Rômulo Ribeiro do Amaral. O tema será Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO) no Transporte Aeromédico.

A operadora aeromédica ALLJET Táxi Aéreo é especializada nesse tipo de transporte. No Brasil, algumas empresas de táxi aéreo realizam essa modalidade de serviço aéreo. A ALLJET é uma delas e realiza em parceria com a ECMO Brasil.

Com experiência no transporte realizado pela ALLJET e com vasto conhecimento no tema, Rômulo é Diretor Técnico responsável pela ECMO Brasil e médico responsável pelo Serviço de Cirurgia Torácica na Santa Casa de Alfenas e Hospital Bom Pastor, em Varginha. Graduado em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1994), possui especialidade em cirurgia torácica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e ECMO Specialist pela Extracorporeal Life Support Organization – ELSO (Chile-2016).

ECMO (Extracorporeal Membrane Oxygenation) é uma técnica que utiliza dispositivos mecânicos para fornecer suporte respiratório e/ou cardíaco ao paciente. Através de um cateter chamado cânula, o sangue é drenado para o sistema, onde é impulsionado por meio de uma bomba para uma membrana, local em que acontecem as trocas gasosas e onde o sangue é aquecido, retornando ao paciente. (Leia o artigo publicado em The Lancet)

Geralmente, este suporte se inicia de forma total e, progressivamente, se reduz a uma forma parcial, enquanto o órgão afetado recupera a sua função por meio do tratamento adequado que é administrado concomitantemente.

Submissão de trabalhos

A submissão de trabalhos científicos já se encontra disponível na plataforma Doity. Para saber mais acesse a página do evento.

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Em parceria com o SAMU, CIOPAER do Acre transfere dois recém-nascidos de Brasileia para Rio Branco

Transferência dos bebês ocorreu em parceria entre Samu e Ciopaer Foto: Divulgação

Acre – Na manhã de sexta-feira (03), equipe integrada do CIOPAER e do SAMU foi acionada para mais uma missão de remoção aeromédica. Dessa vez, duas crianças recém-nascidas foram transferidas no helicóptero Harpia 04 de Brasileia para serem atendidas no Pronto-Socorro de Rio Branco.

A recém-nascida do sexo feminino deu entrada com peso de 1.600 gramas, ventilação espontânea, ativa e mantendo dados vitais dentro da normalidade. O recém-nascido do sexo masculino, com peso de 1.550 gramas, evoluiu com angústia respiratória. A criança foi intubada e mantida em ventilação mecânica. Seu estado é grave, porém, segue estável.

Para a enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), Solange Souza, a parceria com o CIOPAER (Centro Integrado de Operações Aéreas) beneficia os pacientes que precisam de atendimento rápido e especializado. “A agilidade com que as vítimas são transportadas para o centro especializado, bem como o resgate das vítimas em locais remotos e ou de difícil acesso, são de grande importância, pois sem essa parceria seria inviável ou pelo menos muito demorado o atendimento”, relatou a enfermeira do SAMU, Solange Souza.

“COVID-19: Operações aeromédicas em Rondônia” será tema de live no dia 07 de abril, às 19h30, no YouTube

Na quarta-feira, dia 07 de abril, às 19h30, o médico de voo Marcos Berti Cavalcanti e o piloto de resgate Tadeu Sanchez serão os protagonistas de live sobre “COVID-19: Operações Aeromédicas em Rondônia“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Berti é médico Cirurgião Geral e Pediátrico. Coordenador Médico do Grupo de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar e da Secretaria de Saúde de Rondônia. Professor de Cirurgia Pediátrica, Delegado Fiscal do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), Diretor ANJOS BR 364 – Resgate Aéreo Rodoviário e pós-graduado em Medicina Aeroespacial.

Sanchez é Tenente Coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia. Instrutor de mergulho, piloto comercial de avião e piloto privado de helicóptero. Possui Curso de Formação de Socorristas em Atendimento Pré-Hospitalar e MBA em Gestão Pública. Atualmente é o coordenador da Central de Abastecimento de Insumos da Secretaria de Saúde de Rondônia.

Inscreva-se no Canal Resgate Aeromédico e acione o lembrete do vídeo, assim você receberá um aviso quando iniciar a live.

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Bombeiros, BPMOA e SAMU resgatam homem que se feriu quando cortava árvore em Ponta do Ubá, Paranaguá

Bombeiros, BPMOA e SAMU resgatam homem que se feriu quando cortava árvore em Ponta do Ubá, Paranaguá

Paraná – No domingo de Páscoa (04), um homem de 40 anos realizava corte de árvore em Prainha Ponta do Ubá, Paranaguá, quando acabou ficando preso a uma altura de 10 metros. Como a área é remota foi preciso o acionamento do helicóptero Falcão 08 do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e do Corpo de Bombeiros.

No local, operadores aerotáticos do BPMOA e bombeiros do 8° GB precisaram escalar a árvore para acessar a vítima. Em uma operação de resgate complexa, a vítima foi retirada da copa da árvore através da técnica de rapel (oito fixo).

Em solo, o homem foi atendido pelos operadores de suporte médico do Falcão 08 e depois de estabilizado foi encaminhado de helicóptero ao Aeroparque, em Paranaguá, de onde seguiu para o Hospital Regional do Litoral em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).

Governo de SC distribui 207 mil doses de vacinas contra a COVID-19, 7.210 foram transportadas no Arcanjo 01

Governo de SC distribui 200 mil doses de vacinas contra a COVID-19, 8.770 foram transportadas no Arcanjo 01

Santa Catarina – Pela primeira vez durante a pandemia de COVID-19, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) transportou 7.210 doses da vacina para o Oeste Catarinense, empregando o helicóptero Arcanjo 01.

No sábado (03), o helicóptero do BOA entregou as vacinas para as centrais de Chapecó (3.900), São Miguel do Oeste (1.890) e Xanxerê (1.420). A equipe decolou às 08h00 e por volta das 11h30min todas as doses da vacina contra a COVID-19 já tinham sido recebidas pelas equipes. Todos os veículos foram escoltados pela Polícia Militar.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) coordenou a distribuição das vacinas em todas as regiões catarinenses, com o envio de 60 mil imunizantes da Sinovac/Butantan para aplicação da primeira dose à população com idade entre 65 a 69 anos (21,5%) e 147,4 mil para aplicação da segunda dose. Os lotes foram encaminhados às 17 unidades descentralizadas das Regionais de Saúde de Santa Catarina.

Estudo compara os efeitos da ventilação com capacete e oxigenoterapia de alto fluxo em pacientes com COVID-19

Itália – Um estudo financiado pela Sociedade Italiana de Anestesia, Analgesia, Reanimação e Terapia Intensiva (SIAARTI) foi publicado no Journal of the American Medical Association – JAMA. O ensaio coordenado por Domenico Luca Grieco, com participação de diversos especialistas, analisou os efeitos da ventilação não invasiva com capacetes especiais versus oxigenoterapia de alto fluxo, denominado Helmet Noninvasive Ventilation Versus High-Flow Oxygen Therapy in Acute Hypoxemic Respiratory Failure (HENIVOT), e apresentou resultados interessantes e promissores.

O ensaio clínico multicêntrico randomizado envolveu 109 pacientes e aconteceu em 4 unidades de terapia intensiva (UTI) na Itália entre outubro e dezembro de 2020, com o final do acompanhamento em 11 de fevereiro de 2021.

O estudo concluiu que entre os pacientes com COVID-19 e hipoxemia moderada a grave, o tratamento com ventilação não invasiva com capacete, em comparação com oxigênio nasal de alto fluxo, considerando em 28 o número de dias sem suporte respiratório, a media foi de 20 dias no grupo de capacete e 18 dias no grupo de oxigênio nasal de alto fluxo.

Além disso, a pesquisa apontou serem necessários mais estudos para determinar os efeitos em outros resultados, incluindo a necessidade de intubação endotraqueal, embora o estudo tenha apresentado um taxa de intubação significativamente menor no grupo de capacete do que no grupo de oxigênio nasal de alto fluxo: 30% vs 51%, com uma redução de risco absoluto de 21%.

Esquadrão Falcão da Força Aérea Brasileira resgata tripulante filipino em navio maltês na costa pernambucana

Força Aérea Brasileira resgata tripulante filipino em navio maltês na costa pernambucana

Pernambuco – Na quinta-feira (01), o Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão, sediado na Ala 10, em Parnamirim (RN), resgatou um tripulante filipino de 42 anos que caiu de uma altura de oito metros no porão de cargas do navio MV Kiran África.

A equipe SAR da aeronave H-36 Caracal foi acionada pelo Centro de Coordenação de Salvamento Aéreo (SALVAERO) de Recife para realizar o resgate. O navio, originário do País de Malta, havia saído da Argentina, com destino ao Marrocos e foi localizado a aproximadamente 30 quilômetros da costa brasileira, próximo ao Porto de Suape, na cidade do Recife (PE).

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O helicóptero manteve o voo pairado enquanto os homens de resgate SAR desceram até o convés, imobilizaram o tripulante do navio e o içaram. O paciente foi levado até a Base Aérea de Recife (BARN), onde foi transferido de ambulância para um hospital da capital pernambucana. O estado de saúde do filipino foi considerado estável. Toda a operação teve duração de três horas e meia de voo.

De acordo com um dos homens de resgate do FAB 8512, Tenente Aviador Johnata Tavares Soares, o primeiro militar a descer até o convés do navio, os treinamentos que realizou foram fundamentais para a missão.

“Enquanto era içado em meio ao mar imenso com a vítima na maca, me veio à cabeça cada dificuldade que tive que enfrentar para estar ali, desde a minha formação na Escola de Especialistas de Aeronáutica e na Academia da Força Aérea até os desafios no Curso SAR. O sentimento já dentro da aeronave é que cada gota da suor, cada percalço valeu a pena. Já tinha tido essa oportunidade como piloto, mas como H-SAR essa sensação é ainda mais intensa”, relatou.

Prefeitura de Oriximiná, oeste do Pará, publica licitação para contratação de transporte aeromédico

Primeira transferência de paciente via aeromédico noturno. A aeronave fez o resgaste de um homem de 62 anos. Foto: VEJO IN ORIXI

Pará – O Município de Oriximiná, oeste do Pará, através do Fundo Municipal de Saúde realizará no dia 19/04/2021, às 09h30, licitação na modalidade de Pregão Eletrônico para a contratação de empresa especializada em transporte aeromédico, em aeronave bimotora (avião), homologada para voos diurnos e noturnos.

A prestação do serviço será destinada ao transporte de pacientes em UTI aérea (adulto e neonatal), em caráter de urgência e/ou emergência, incluindo transportes de pacientes com COVID-19, com equipe técnica especializada. Além disso, deverá incluir transporte terrestre do paciente até a unidade hospitalar de destino, em ambulância de suporte avançado – tipo “D”.

O contrato terá vigência de 12 meses, com prestação de serviço por demanda, a pedido da Secretaria de Municipal de Saúde, conforme os trechos especificados e quantificados no Termo de Referência. O Edital completo está à disposição dos interessados no site da Prefeitura Municipal de Oriximiná, PA:

Helicópteros aeromédicos de última geração preparados para salvar vidas

AW169 EMS cabin interior - BabyPod.

Os sistemas de emergência em saúde dos países mais avançados têm se alinhado progressivamente a um princípio formulado em 1938, que estabelece que mais importante do que levar o paciente ao médico, é levar o médico ao paciente, tão rápido quanto for possível.

Num sistema moderno e eficaz de resposta às urgências e emergências médicas, a intervenção do helicóptero é, de fato, um dos meios mais eficientes, pois permite que a equipe de saúde acesse o paciente com todo o equipamento necessário, ainda no local dos fatos, antes que a situação se agrave.

Hoje, esses helicópteros são verdadeiros “hospitais voadores”. Suas tripulações podem iniciar o tratamento médico dos pacientes com os equipamentos a bordo, estabilizar as condições clínicas em voo e enviar parâmetros em tempo real, via datalink, para o hospital de destino, que pode não ser necessariamente o mais próximo.

Dessa forma, a equipe de saúde em solo que aguarda terá todas as informações para agir imediatamente após o pouso, economizando tempo e garantindo aos pacientes uma maior chance de sobrevivência ou evitando danos permanentes.

Ao longo dos anos, os helicópteros, cada vez maiores, foram modernizadas para atender as necessidades de equipes de saúde e dos pacientes. As capacidades dessas aeronaves também mudaram: elas devem ser capazes de voar e realizar missões em todas as condições climáticas, em qualquer ambiente, no mar ou em altas montanhas, sete dias por semana, 24 horas por dia.

As cabines foram projetadas com a ajuda de profissionais que trabalham a bordo de helicópteros aeromédicos. Esses desenvolvimentos incluem mudanças nos requisitos dos interiores das cabines devido à tendência global de aumento de peso e altura da população. Além disso, os avanços tecnológicos que impactam nosso dia-a-dia também mudaram. A fabricante Leonardo, por exemplo, possui uma posição muito competitiva neste setor.

As cabines dos helicópteros Leonardo têm um perfil regular e com espaço para equipamentos médicos. Bons exemplos são o AW139 e o AW169, que apresentam cabines amplas e regulares onde o paciente é colocado no centro, permitindo às equipes de saúde acesso 360 graus, além da possibilidade de utilizar o espaço disponível para equipes e equipamentos.

Essas aeronaves também permitem uma reconfiguração rápida, de acordo com a missão. Por exemplo, é possível instalar a tecnologia de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), necessária em alguns pacientes com insuficiência cardíaca ou respiratória grave, ou a bomba de balão intra-aórtico (BIA), que permite ao coração bombear mais sangue e oxigênio aos tecidos do corpo.

O transporte e resgate de recém-nascidos também é facilitado pela possibilidade de instalação de incubadoras neonatais a bordo, como a Babypod. Está em andamento o desenvolvimento, para um futuro não muito distante, de um tomógrafo portátil que possa ser usado para dar um quadro clínico mais completo do paciente antes de sua chegada ao hospital. Esses helicópteros também contribuíram recentemente para o transporte de pacientes com COVID-19.

Além disso, o treinamento é fundamental para as atividades de resgate com helicópteros. A Leonardo está desenvolvendo um simulador para treinar todo o pessoal engajado nas missões: médicos, tripulantes e pilotos. É chamado de Simulador de Operações de Resgate de Helicóptero (HeROS), que ocupa um hangar inteiro e é dividido em três seções.

A primeira representa a cabine de um helicóptero aeromédico para exercícios de familiarização e interação entre médicos, pilotos e atividades de coordenação durante as operações reais de voo. A segunda seção é uma cabine suspensa em um guindaste, para a simulação segura das atividades de voo. A terceira simula missões de resgate com uso de guincho elétrico em montanha.

Diante dessas atualizações, o AW109 Trekker merece uma menção separada. Seu interior aeromédico foi recentemente certificado pela Federal Aviation Administration (FAA) e pela European Aviation Safety Agency (EASA). O Trekker é usado principalmente em mercados onde a necessidade de helicópteros maiores não é tão grande, como nos Estados Unidos, onde a prioridade é atender o paciente no local e transportá-lo ao hospital mais próximo. Nesse helicóptero também é possível a realização de procedimentos como ECMO, BIA ou massagem cardíaca.

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