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SESA e BPMOA transportam vacinas contra a COVID-19 e imunizam idosos em locais remotos do Paraná

SESA e BPMOA transportam vacinas contra a COVID-19 e imunizam idosos em locais remotos do Paraná

Paraná – Na tarde de terça-feira (30), o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) foi acionado para apoio logístico à Secretaria de Estado da Saúde (SESA), através da Regional de Saúde do Litoral.

O helicóptero Falcão 08 do BPMOA decolou da Base Leste, no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, com destino ao Município de Guaraqueçaba. No heliponto do Hospital Regional foi realizado o embarque de uma carga de imunizantes contra a COVID-19 e de três profissionais de saúde.

Paranaenses dos grupos prioritários que vivem em locais remotos, como Itaqui e Barra do Ararapira, divisa com o estado de São Paulo, foram atendidos por esses profissionais de saúde que aplicaram as vacinas contra a COVID-19 em 30 moradores do Itaqui e 8 moradores de Ararapira, totalizando 38 idosos imunizados.

Histórias como as do Sr. Rubens e do Sr. Antônio, dois dos moradores mais antigos de Barra do Ararapira, emocionaram as equipes. Esperança de dias melhores e retorno à vida normal foi o assunto do dia entre os moradores.

Trabalho integrado entre SAMU e Corpo de Bombeiros do DF será tema de live no dia 31 de março

Na quarta-feira, dia 31 de março, às 19h30, o médico de voo Nathan Almeida Milward de Azevedo e o enfermeiro de voo Herberth Jessie Martins serão os protagonistas de live sobre “Operações Aeromédicas no Distrito Federal“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Integração, treinamento, requisitos das equipes de saúde e atuação aeromédica nos atendimentos de vítimas de paradas cardiorrespiratórias (PCR), serão assuntos no bate-papo com o médico de voo Nathan e o enfermeiro de voo Herberth.

Nathan é Major do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Possui Curso de Formação de Oficiais e graduação em medicina pela Universidade de Brasília. É médico emergencista há 10 anos. Trabalha no Resgate Aéreo desde 2015. Atualmente é chefe da Seção Aeromédica do Grupamento de Aviação Operacional (GAvOp) do CBMDF.

Herberth é enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) desde 2012. É enfermeiro de voo no GAVOP desde 2014. Atualmente é Coordenador de Enfermagem do serviço. Possui Pós Graduação em enfermagem aeroespacial concluída em 2019.

Inscreva-se no Canal Resgate Aeromédico e acione o lembrete do vídeo, assim você receberá um aviso quando iniciar a live.

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Indígena Karajá desaparecido há três dias na Ilha do Bananal é resgatado por equipe do CIOPAER de TO

Tekuwala Karajá (camisa amarela) foi encontrado três dias depois de se perder em mata na Ilha do Bananal. Buscas contaram com o apoio do cacique Izac Karajá da Aldeia Fontoura. Divulgação SSP-TO

Tocantins – Na manhã de domingo (28), para auxiliar o resgate de um indígena da etnia Karajá, na Ilha do Bananal, a Diretoria do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) foi acionada e permaneceu na região até segunda-feira (29).

Depois de três dias perdido, o índio Tekuwala karajá, de 26 anos, foi encontrado em uma área de mata e entregue a seus familiares na Aldeia Santa Izabel. Em razão do indígena apresentar sinais de cansaço, a equipe sugeriu levá-lo de helicóptero até a unidade de saúde mais próxima, porém, o cacique da Aldeia disse que não era preciso e que a própria família cuidaria do rapaz.

Conforme o diretor do CIOPAER, major Gustavo Bolentini, o resgate foi realizado a partir de informações dos próprios indígenas de que na mata havia um possível abrigo. Enquanto o CIOPAER realizava as buscas pelo ar, em solo, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar também tentava localizar o indígena.

Tekuwala Karajá e um amigo foram a uma festividade na aldeia vizinha. Na volta, a motocicleta em que estavam apresentou problema mecânico. O amigo voltou para arrumar o veículo e disse para Tekuwala que o esperasse no local. O indígena resolveu não esperar e ir caminhando e acabou se perdendo.

Equipes de resgate são acionadas para socorrer vítimas de ataque de abelhas em Araranguá, SC

Equipes de resgate são acionadas para socorrer vítimas de ataque de abelhas em Araranguá, SC

Santa Catarina – No domingo (28), o helicóptero da Polícia Civil, tripulado por policiais do SAER e por profissionais de saúde do Serviço de Atendimento e Resgate Aeromédico do Sul (SARASUL), foi acionado pela regulação do SAMU e do COBOM para dois atendimentos.

O primeiro foi de vítimas picadas por abelhas que estavam em um piquenique na região de Vila Santa Catarina, em Araranguá. Seis pessoas foram atacadas, cinco adultos e uma criança de quatro anos de idade. Uma mulher faleceu no local por choque anafilático, um adulto teve picadas leves e os outros quatro receberam atendimento a tempo.

Equipes do SARASUL, SAMU e do Corpo de Bombeiros prestaram o socorro. As vítimas foram encaminhas para o Hospital Regional de Araranguá pelas viaturas do SAMU e Bombeiros Militares, acompanhadas pela equipe médica do SARASUL.

Na tarde de domingo, foram novamente acionados para realizar remoção aeromédica de uma adolescente de 13 anos de idade que apresentava quadro de intoxicação exógena. A paciente estava com ventilação mecânica e foi transferida de aeronave do Hospital de Praia Grande para o Hospital de Araranguá, em razão da necessidade de UTI.

Força Aérea Real Norueguesa recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento

Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega recebe o décimo AW101 para missões de busca e salvamento. Foto: Divulgação

Noruega – Apesar dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, a fabricante  Leonardo entregou o décimo helicóptero AW101 de Busca e Salvamento (AWSAR) para o Ministério da Justiça e Segurança Pública da Noruega.

As seis aeronaves restantes das 16 adquiridas estão atualmente sendo montadas, integradas e testadas nas instalações da Leonardo, em Yeovil, Reino Unido. O esquadrão 330 da Força Aérea Real Norueguesa completou mais de 200 horas de voo com as novas aeronaves, principalmente em operações SAR, que incluíram missões de salvamento no ambiente inóspito da Noruega, resgate noturno em montanha, resgate offshore e transporte de emergência.

Após a entrada em operação em setembro de 2020, outras bases deverão se tornar operacionais este ano. Na quinta-feira, 4 de março, uma tripulação de voo realizou treinamentos com o AW101 SAR durante a pandemia de COVID-19. A tripulação seguiu protocolos sanitários, que incluiu o uso de equipamento de proteção respiratória (RPE) desenvolvido pela Leonardo.

Esta tecnologia exclusiva usa uma máscara, compatível com os capacetes de voo. Ela possui um microfone embutido para comunicação e filtro que pode ser substituído. Desde abril de 2020 as tripulações de teste e de manutenção da Leonardo vem utilizando esse equipamento, que garante um ar não contaminado e mais segurança para as equipes de voo.

Sete Táxi Aéreo transporta paciente do Rio Grande do Norte para Caiena, capital da Guiana Francesa

@alison_sbpv

A Sete Táxi Aéreo realizou no dia 18 de março transporte aeromédico internacional. Um paciente de 70 anos foi transportado em uma UTI Aérea de São Gonçalo, Rio Grande do Norte, para Cayenne, capital da Guiana Francesa.

Com as barreiras atuais, limitações para o recebimento de passageiros e endurecimento das documentações, além das exigências para entrada em outros países, são poucas as empresas que estão conseguindo operar internacionalmente.

“A preparação de um voo de UTI Aérea internacional em circunstâncias normais já exige um planejamento mais complexo, no momento que estamos vivendo com a pandemia, isso se torna ainda mais desafiador. Possuímos estrutura que auxilia na agilidade das documentações necessárias, permitindo com agilidade as liberações necessárias para execução”, disse Diogo Vilella, Diretor Comercial.

As missões internacionais com UTI Aérea são realizadas quase sempre com aeronave a jato, que voa em média de 850 km/h e possui uma autonomia superior a 04 horas de voo. Isso permite percorrer um longo trecho com agilidade e sem a necessidade de muitas paradas para abastecimento.

“Realizamos sempre um planejamento muito preciso desse tipo de missão, para que não ocorra atrasos. O cuidado que o paciente obteve no decorrer do translado com a presença de um médico e de um enfermeiro tranquiliza a tripulação e todos os envolvidos no voo”, afirmou Edinei de Souza Nunes, piloto em comando.

Sete Táxi Aéreo transporta paciente do Rio Grande do Norte para Caiena, capital da Guiana Francesa

Aeronaves da Polícia Militar do PR e do Corpo de Bombeiros de SC distribuem vacinas contra a COVID-19

No Paraná, para a distribuição das vacinas contra a COVID-19 foi utilizado o helicóptero Falcão 01 do BPMOA.

Neste sábado (27), equipes do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas do Paraná distribuíram vacinas contra a COVID-19 em seus estados.

Os transportes são coordenados pelas Secretarias de Saúde, com apoio das aeronaves. Em Santa Catarina foi utilizado o avião Arcanjo 02. Decolaram de Florianópolis e levaram as doses para as cidades de Lages, Videira, Joaçaba, Concórdia, Xanxerê, Chapecó e São Miguel do Oeste.

As doses fazem parte do lote recebido na sexta-feira (26) pelo Governo de Santa Catarina. A remessa tem ao todo 141.400 doses para distribuição em Santa Catarina. São 25,2 mil imunizantes da AstraZeneca/Fiocruz e 116,2 mil da Sinovac/Butantan.

No Paraná, para a distribuição das vacinas contra a COVID-19 foi utilizado o helicóptero Falcão 01. A equipe decolou de Londrina e levou 3.980 doses para 12 municípios da 17ª Regional de Saúde.

Os municípios de Guaraci, Cafeara, Lupionópolis, Centenário do Sul, Porecatu, Florestópolis, Alvorada do Sul, Primeiro de Maio, Bela Vista do Paraíso, Sertanópolis, Jataizinho e Assai, receberam as vacinas.

Nos municípios de Santa Catarina e do Paraná, as doses foram levadas para os pontos de distribuição em veículos das Secretarias Municipais de Saúde.

Helicóptero da Força Aérea Uruguaia que transportava vacinas contra a COVID-19 sofre acidente

Helicóptero da Força Aérea Uruguaia que transportava vacinas contra a COVID-19 sofre acidente. Foto: Divulgação.

Uruguai – Um helicóptero Bell 212 da Força Aérea Uruguaia (FAU) que levava vacinas da Pfizer contra a COVID-19 caiu na noite de quarta-feira (24). As 186 doses tinham como destino a cidade de Rocha e Chuy, sudeste do Uruguai. Os quatro tripulantes sofreram ferimentos e não correm risco de morte.

Segundo informações preliminares do Ministério da Defesa Nacional, a aeronave sofreu uma pane mecânica e o piloto precisou fazer um pouso de emergência, e no choque com o solo incendiou-se. “O piloto decidiu pousar quando escutou um ruído. Ele pousou em um campo. O helicóptero pegou fogo em seguida”, disse o general. Uma investigação foi iniciada para apurar o que aconteceu.

O General Luis Heber De León, comandante em chefe da Força Aérea Uruguaia, explicou que o FAU 030 é um helicóptero do ano 1980 com 1.640 horas de voo. Apesar do acidente e da perda das vacinas, Rocha e Chuy já estão com as doses necessárias para dar continuidade ao plano de vacinação.

Pesquisa italiana aponta que 40% dos profissionais de saúde tiveram estresse traumático secundário durante a pandemia de COVID-19

Itália – A pandemia provocou reações agudas de estresse em 40% dos profissionais de saúde, agravadas pela proximidade e tempo gasto com os pacientes e suas famílias. O quadro surge de uma pesquisa realizada em uma amostra de 184 participantes de 45 países diferentes, entre 1 de maio e 15 de junho de 2020.

O estudo publicado no Jornal de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública foi conduzido pela Universidade de Pisa (Itália), através do Professor Angelo Gemignani, juntamente com o Dr. Ciro Conversano e a Dra. Graziella Orru, em colaboração com Auxilium Vitae Rehabilitation e Fondazione Volterra Ricerche Onlus.

Pesquisa italiana aponta que 40% dos profissionais de saúde tiveram estresse traumático secundário durante a pandemia de COVID-19. Foto: Divulgação.

“A exposição direta à dor, sofrimento psicológico e morte dos pacientes contribuiu significativamente para o desenvolvimento em médicos e enfermeiras de uma reação aguda semelhante ao transtorno de estresse pós-traumático com um quadro clínico que geralmente inclui humor negativo, sintomas dissociativos e alterações na reatividade”, explicou Ciro Conversano, da Universidade de Pisa.

A pesquisa realizada por meio de questionário online coletou informações sobre dados sociodemográficos e experiência pessoal e profissional durante a disseminação da pandemia. Outros aspectos levados em consideração foram o manejo da pandemia do ponto de vista organizacional do hospital, o nível de emergência percebido, a percepção de estresse, a presença de sintomas típicos de transtorno de estresse traumático secundário, burnout e, por fim, o grau de resiliência e autoeficácia.

“Os resultados obtidos evidenciam uma situação preocupante que nos deve fazer refletir sobre as possíveis implicações do impacto a longo prazo da pandemia”, conclui Conversano.

“Neste contexto, como comunidade científica consideramos fundamental começar a compreender e investigar a saúde física e mental dos trabalhadores da saúde, profissionais que foram os primeiros a enfrentar uma crise global, carecendo de tudo desde o início, desde o conhecimento específico sobre o SARS-CoV-2 e até os materiais necessários para o combate diário à epidemia”, complementou.

Pesquisa italiana aponta que 40% dos profissionais de saúde tiveram estresse traumático secundário durante a pandemia de COVID-19. Foto: Divulgação.

Para entidades médicas é prioridade repensar o sistema de atendimento pré-hospitalar na Itália

Para entidades médicas é prioridade repensar o sistema de atendimento pré-hospitalar na Itália

Itália – Na Itália, a pandemia de COVID-19 levou departamentos de emergência e unidades de tratamento intensivo ao limite e, com eles, todo o serviço de atendimento pré-hospitalar.

Repensar esse sistema de emergência agora é uma prioridade na Itália: as propostas feitas pelo SIAARTI (Società Italiana Anestesia, Analgesia, Rianimazione e Terapia Intensiva), AAROI-EMAC (Association of Hospital Anaesthesiologists and Physicians of Intensive Care – Emergency Critical Area) e CPAR (Collegio dei Professori di Anestesia e Rianimazione) foram expostas em um documento público.

O documento considera que após trinta anos do estabelecimento do número de emergência 118 e o decreto que estabeleceu a resposta territorial, é necessária uma reorganização do sistema, que inclui o 112, número de emergência da União Europeia. Essa proposta considera as mudanças que ocorreram neste período e os avanços registrados no campo científico-profissional.

O serviço 118 na Itália atende a demanda de vários tipos de emergências, em todas as situações que possa haver risco para a vida ou segurança de alguém, como em caso de doença, lesão, trauma, queimadura, envenenamento, afogamento ou acidente (doméstico, rodoviário, agrícola ou industrial).

Segundo a proposta, a realidade italiana é heterogênea no que se refere ao desenvolvimento e implantação de modelos organizacionais que realmente garantam uma resposta “sistêmica” com plena integração com as redes hospitalares de emergência e terapia intensiva.

Essa heterogeneidade estrutural aumenta a dificuldade em dar respostas coordenadas e eficientes no contexto da emergência em todo o território nacional, especialmente em casos de mais graves que requerem uma estreita colaboração entre os vários sistemas territoriais localizados nas diferentes regiões e áreas geográficas.

O documento apresenta algumas propostas:

  • Governança unitária do sistema de urgências e urgências;
  • Envolvimento do pessoal de saúde e técnico no planejamento do modelo organizacional e na sua gestão;
  • Modelo organizacional no qual o corpo médico gerencial empregado no atendimento pré-hospitalar possua aptidões adequadas (técnicas e não técnicas), necessárias para permitir a real antecipação no local, antes da chegada ao hospital, com intervenções necessárias para o suporte de vida aos pacientes;
  • Formação adequada e específica na área da medicina de emergência;
  • Cursos de formação específicos para enfermeiros, dado o seu papel fundamental, tanto no Centro de Operações 118-112 como em viaturas de emergência.
  • Cursos de formação integrados para otimizar o trabalho em equipe, que reúna o pessoal de saúde, bem como o essencial envolvimento de motoristas, socorristas e motoristas-socorristas.

Tentando reconstruir o sistema de emergência 118-112

O documento foca na necessidade de colocar o treinamento contínuo e de qualidade de volta ao centro. “A grande importância atribuída neste documento é a necessidade de uma formação contínua e de qualidade”, frisou Paolo Pelosi (CPAR).

Este processo de formação deve também dar uma atenção crescente ao pessoal de enfermagem e de saúde, bem como ao pessoal técnico envolvido nos vários níveis e funções do sistema de emergência, de forma a permitir a manutenção de um elevado nível de competência.

Para a SIAARTI, CPAR e AAROI-EMAC, o processo de reorganização e desenvolvimento do sistema de atendimento pré-hospitalar tem como elemento fundamental a melhoria da resposta às emergências locais e desenvolvimento profissional, educacional e científico com uma estreita relação interdisciplinar e multiprofissional.

Associação Brasileira de Operadores Aeromédicos elege novo conselho de administração

Mauricio Alberto Goldbaum - Diretor presidente na Uniair Transporte Aeromédico e Táxi Aéreo

Após eleição realizada em fevereiro de 2021, a Associação Brasileira de Operadores Aeromédicos (ABOA) trocou sua direção. Depois de 3 anos à frente da ABOA, Carlos Eduardo Falconi passou a presidência para o médico Mauricio Alberto Goldbaum. Carlos Nogueira assume a vice-presidência.

Criada em 08 de agosto de 2018, a ABOA tem como principal objetivo fomentar setor especializado da Aviação Civil responsável pela remoção, evacuação e transporte aeromédico de pacientes graves, bem como o transporte de órgãos e tecidos humanos para transplantes.

Mauricio Goldbaum, que assume a presidência da ABOA, é médico anestesiologista e diretor presidente na Uniair Transporte Aeromédico e Táxi Aéreo. Carlos Nogueira, atual vice-presidente da associação, é CFO da Heliportugal, sócia da Helibarra Taxi Aéreo no Brasil.

Mauricio Alberto Goldbaum - Diretor presidente na Uniair Transporte Aeromédico e Táxi Aéreo
Mauricio Alberto Goldbaum – Diretor presidente na Uniair Transporte Aeromédico é o novo presidente da ABOA.

Em um cenário muito difícil criado pela pandemia de COVID-19, o novo conselho de administração assume a ABOA no momento em que ocorre aumento significativo da demanda pelo serviço aeromédico no Brasil. Para Maurício Goldbaum, os desafios são enormes. Segundo ele, a intenção é buscar o reconhecimento das autoridades para o serviço aeromédico, colocado em destaque nesse momento triste e duro criado pela pandemia.

“Hoje estamos recebendo um reconhecimento mais significativo, pois até então tínhamos o mesmo tratamento do Táxi Aéreo, conforme o RBAC 135, e sabemos que realizamos uma missão diferente e muito complexa. Queremos que o operador aeromédico, com todas as dificuldades da operação, receba da ANAC tratamento em razão de sua especificidade. O dia-a-dia dos profissionais, das empresas e especialmente do paciente embarcado precisam desse reconhecimento das autoridades. Defendemos a operação com segurança, mas com a devida diferenciação que a operação aeromédica exige”, disse Maurício, novo Presidente da ABOA.

Outro ponto importante para Maurício é a preparação das equipes de saúde e das tripulações que realizam a atividade. A ABOA apoia o Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER) que acontecerá em setembro de 2021 e com isso mantém seu objetivo de fomentar a atividade e incentivar a capacitação dos profissionais do setor.

Um dos debates que acontecerá durante o CONAER será sobre “O futuro da regulamentação do serviço aeromédico no Brasil”. O Conselho Federal de Medicina (CFM) já confirmou presença. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) também foram convidados para a mesa redonda.

“Entendo a importância da realização de congressos, seminários, cursos e especializações para esses profissionais, pois o paciente crítico embarcado em um helicóptero ou avião exige tratamento diferenciado e por isso, o debate, a capacitação e o treinamento do pessoal é fundamental”, complementou.

Para o conselho de administração assumiram os conselheiros, Mauro Ayres, Carlos Malagrino, Carlos Eduardo Falconi, Fabiana Camargo e Flavio Lopes. A nova diretoria executiva da ABOA está sendo definida pela nova gestão.

CIOPAER e SAMU transportaram 48 pacientes de janeiro a março de 2021 no Acre

Paciente com Covid-19 entubado foi transportado por helicóptero do CIOPAER Harpia 04 de Brasileia para UTI em Rio Branco, AC. Foto: Divulgação

Acre – Na tarde de segunda-feira (22), o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que trabalha integrado com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou mais uma remoção aeromédica de paciente com COVID-19.

A pessoa estava intubada e precisou ser transportada da unidade de saúde de Brasiléia para a unidade de tratamento intensivo (UTI) do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco (AC).

De acordo com o policial civil Alexandre Carlos Vasconcelos, piloto helicóptero Harpia 04, o CIOPAER vem realizando essas remoções diariamente. “Geralmente as demandas não são programadas, por isso estamos sempre a postos, prontos para as missões”, explicou Vasconcelos.

Somente este ano, no período de janeiro a março, foram transportados 48 pacientes pelo CIOPAER, em conjunto com o SAMU. 23 pacientes de Cruzeiro do Sul e 25 das regiões do Alto Acre e Baixo Acre. O governo do Acre possui atualmente quatro aeronaves disponíveis para socorrer pacientes em municípios isolados. Marechal Thaumaturgo, Porto Walter (Vale do Juruá) e Jordão (Vale do Purus) estão entre eles.

Paciente com Covid-19 entubado foi transportado por helicóptero do CIOPAER Harpia 04 de Brasileia para UTI em Rio Branco, AC. Foto: Divulgação.

Maranhão realizará curso on-line para médicos e enfermeiros que trabalham no aeromédico

Maranhão realizará curso on-line para médicos e enfermeiros que trabalham no aeromédico. Foto: Divulgação.

Maranhão – A Secretaria de Educação do Maranhão firmou parceria com as Secretárias de Segurança Pública e da Saúde para realizar o 4º Curso de Operador de Suporte Médico. A partir do dia 29 de março, as aulas teóricas estão sendo gravadas nos estúdios da Escola de Cinema do Iema e ficarão disponíveis para os médicos e enfermeiros que trabalham no Centro Tático Aéreo (CTA). As aulas práticas acontecerão nos dias 3 e 4 de abril, no CTA.

O objetivo é capacitar médicos e enfermeiros para realizar transporte aeromédico nas aeronaves, tendo em vista o cenário adverso e o aumento da demanda, em especial do transporte de pacientes com Covid-19. O curso capacitará 60 profissionais do sistema de saúde estadual, que realizarão, após as aulas teóricas, 20 horas de aula prática nas aeronaves do CTA.

Maranhão realizará curso on-line para médicos e enfermeiros que trabalham no aeromédico. Foto: Divulgação.

Após o curso, os profissionais estarão habilitados a desempenharem suas funções a bordo de aeronaves, no transporte aeromédico. O piloto de helicóptero e chefe do Departamento de Instrução do CTA, Major Onildo, destacou a importância do curso e declarou que as bases do CTA do Maranhão estão empenhadas nas ações para ajudar no transporte de pacientes.

“O Curso de Operador de Suporte Aeromédico é um esforço conjunto para qualificar profissionais de saúde para realizar o transporte de pacientes, sobretudo nessa crise da Covid-19. Estamos obedecendo todos os critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Programa de Treinamento Operacional aprovado pelo CTA. Todas as três bases do MA, localizadas em Presidente Dutra, Imperatriz e São Luís estão empenhadas nessa missão”, ressaltou.

O Secretário da Educação, Felipe Camarão, destacou que é muito gratificante fechar parcerias que facilitam a preparação de profissionais extremamente importantes nesse momento de enfrentamento da pandemia. “Queremos contribuir, com o que for possível, com esse trabalho de enfrentamento da pandemia. E agora, com essa parceria, médicos e enfermeiros, poderão realizar o curso de forma online, por meio da plataforma Maranhão Profissionalizado”, reforçou o secretário.

Falta de medicamentos para intubação poderá afetar atendimento pré-hospitalar de pacientes graves

Falta de medicamentos para intubação pode afetar atendimento pré-hospitalar de pacientes graves

Brasil – A falta de medicamentos para a intubação de pacientes graves com COVID-19 poderá trazer efeitos ainda mais sérios. Além da escassez nos hospitais, há também baixos estoques para o atendimento pré-hospitalar, em todo Brasil.

Medicamentos utilizados para sedação, analgesia e bloqueadores neuromusculares, como midazolan, propofol, fentanil, atracúrio, cisatracúrio, brometo de vecuronio, cloreto de suxametônio, brometo de rocurônio, cetamina, estão com baixa disponibilidade em todo o Brasil, especialmente em hospitais.

Todos os dias equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e dos Corpos de Bombeiros Militares são acionadas para realizar atendimentos de pessoas que sofreram algum tipo de trauma ou caso clínico. Além deles, operadores aeromédicos também relatam a falta desses medicamentos. Isso é grave, pois poderá inviabilizar também o transporte de pacientes em aeronaves.

Governo de Rondônia transferiu 120 pacientes com COVID-19 para tratamento em outros Estados.

Estudos apontam que a intervenção médica no local resulta em sobrevida da vítima e uma melhor recuperação. Da mesma forma, remover um paciente de um hospital com menos recursos e levá-lo para um hospital que possua atendimento especializado, apresenta resultados satisfatórios no tratamento e recuperação dessas pessoas.

Nesses atendimentos, vítimas de acidente vascular cerebral, parada cardiorrespiratória, afogamento, acidentes de trânsito, queimaduras, choques, quedas, a intubação pode ser necessária e sem esses medicamentos as equipes médicas terão sérios problemas em dar atendimento adequado ao paciente grave.

Médicos e enfermeiros que trabalham no atendimento pré-hospitalar e nas operações aeromédicas estão preocupados com essa situação. Todos estão em alerta para uma potencial crise de desabastecimento desses remédios, que vão muito além do combate à pandemia de COVID-19.

Segundo o Governo Federal, o Ministério da Saúde monitora semanalmente, desde setembro de 2020, a disponibilidade em todo território nacional e envia informações da indústria e de distribuidores para que estados possam realizar a requisição.

Neste final de semana (20 e 21), realizaram reuniões de avaliação dos números de cada estado e enumeram estratégias para evitar o desabastecimento, como:

  • Requisição dos estoques excedentes das indústrias (não comprometidos em contratos anteriores);
  • Aquisições internacionais (via Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS);
  • Incremento da requisição de informações para harmonização de estoques e distribuição;
  • Pregões eletrônicos nacionais, possibilitando a adesão dos estados;

Para segunda (22) e terça-feira (23) estão previstas reuniões com representantes das indústrias de medicamentos. Enquanto isso, além da preocupação dos hospitais em dar tratamento aos pacientes internados com COVID-19 e outras enfermidades, equipes de atendimento pré-hospitalar e operadores aeromédicos também estão preocupados com essa escassez, pois poderá trazer sérios problemas para o atendimento das vítimas e transporte de pacientes.

Ônibus com 53 passageiros sofre acidente na BR-376 e mobiliza equipes de resgate e quatro helicópteros no Paraná.

Serviço de Busca e Salvamento da Alemanha recebe o sétimo helicóptero Airbus H145 LUH SAR

Serviço de Busca e Salvamento (SAR) alemão recebe seu sétimo e último H145 da Airbus para missões e treinamentos em Holzdorf

Alemanha – Airbus entregou o sétimo e último helicóptero H145 para o serviço de busca e salvamento (SAR) das Forças Armadas da Alemanha. Os seis helicópteros entregues estão disponíveis 24 horas por dia nas bases aéreas de Niederstetten e Nörvenich para operações de resgate. As operações com o sétimo H145 LUH SAR começarão em breve, conforme planejado, na terceira estação SAR em Holzdorf.

Entre outros recursos, os helicópteros são equipados com câmeras de infravermelho de alto desempenho, farol de busca TrakkaBeam, sistemas localizadores de balizas de emergência, conjunto completo de equipamentos médicos, guinchos de resgate e ganchos de carga externa.

O helicópteros possuem identificação internacional e por isso são fáceis de identificar graças à pintura laranja brilhante característica em suas portas, com ‘SAR’ em letras azuis.

Estudo demonstra eficácia no uso de EPI nos transportes aeromédicos de pacientes com COVID-19

Transporte COVID-29. Foto: MarkMennie.À medida que os especialistas médicos aprenderam mais sobre a Covid-19, seus sintomas e como se espalhou, as empresas de ambulâncias aéreas atualizaram os procedimentos para cuidar de pacientes cardiopulmonares críticos. Foto: Mark Mennie.

EUA – A segurança dos profissionais de saúde que usaram equipamento de proteção individual (EPI) durante os transportes aeromédicos de pacientes com COVID-19 foi assunto de publicação recente no Journal of the American College of Emergency Physicians Open (Wiley Online Library).

O estudo foi realizado pela Universidade do Novo México, sudoeste dos Estados Unidos, entre 15 de março e 6 de setembro de 2020 e publicado em março de 2021. Todos os operadores que participam do Comitê de Transporte Aeromédico do Novo México foram convidados para participar do estudo.

O transporte desses pacientes representa uma exposição de alto risco para os membros da tripulação, visto que as cabines das aeronaves são muito pequenas, resultando em um contato pessoal mais próximo.

Durantes os 616 transportes considerados, as equipes usaram EPIs semelhantes, incluindo máscaras N-95 e proteção para os olhos. O tempo total de exposição foi considerado desde o momento do primeiro contato com o paciente até a transferência ao hospital  de destino.

Números avaliados

62% dos transportes ocorreram em aviões e 38% em helicópteros. Entre os pacientes transportados, 407 (66%) estavam com COVID-19 e 209 (34%) estavam com suspeita. O tempo de contato com o paciente variou de 38 a 432 minutos, com média de 140 minutos. O tempo total de exposição da equipe médica foi de 2.924 horas; o tempo de exposição a pacientes COVID-19 confirmados foi de 2008 horas.

Apenas 30% dos pacientes foram intubados; 8% não receberam oxigênio; 42% com cânula nasal de baixo fluxo; 11% com máscara; 4,5% com cânula nasal de alto fluxo e 3,5% com pressão positiva contínua nas vias aéreas ou pressão positiva em dois níveis nas vias aéreas.

Do que foi avaliado, apenas dois membros da tripulação de voo, entre 108, desenvolveram COVID-19, que foi presumidamente relacionado ao trabalho.

Conclusão

Segundo o estudo, é eficaz a proteção da tripulação que utiliza EPI durante o transporte aeromédico de pacientes com COVID‐19, mesmo quando eles não estão intubados. Isso tem implicações para o pessoal de saúde em qualquer ambiente que envolva o cuidado de pacientes com COVID-19, especialmente aqueles espaços considerados confinados.

Esta é uma questão muito importante também em outros países, dado o alto número de infecções e mortes que infelizmente se registraram nesses meses de pandemia. A experiência, portanto, nos EUA, pode ser particularmente interessante aos operadores aeromédicos que realizam essa modalidade de transporte.

Comissão é criada em Blumenau para viabilizar construção de heliponto no Hospital Santo Antônio

Comissão é criada em Blumenau para viabilizar construção de heliponto no Hospital Santo Antônio

Santa Catarina – Uma comissão formada por especialistas e pessoas da comunidade iniciou projeto para a construção de um heliponto nas instalações do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, Região Metropolitana do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

Com o heliponto, o helicóptero Arcanjo 03 do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros poderá levar os pacientes graves diretamente ao hospital, sem precisar pousar em um terreno próximo, que fica a cerca de 900 metros do hospital. Assim, não será mais necessário o traslado da vítima através de uma ambulância, reduzindo cerca de 15 minutos o deslocamento do paciente.

Segundo o Cap BM Manfrin, comandante da 2° Companhia do BOA, o local onde pousam é um terreno particular e por estar distante do hospital precisam do apoio de uma ambulância, ocasionando o excesso de movimentação do paciente. “O local é particular e é gentilmente cedido para nosso pouso, porém ele também é utilizado para estacionamento de veículos e caminhões. Além disso, na área podem ocorrer novas construções o que inviabilizaria o pouso e a condução da vítima ao hospital”, complementou Manfrin.

Nesse momento estão sendo realizados estudos de viabilidade pelo hospital para a implantação do heliponto, através da empresa EASYAGA. O estudo é necessário porque o hospital está localizado entre uma avenida de grande circulação e o rio Itajaí-Açu. Segundo o Corpo de Bombeiros, em Blumenau, existem dois hospitais com capacidade para receber pacientes graves do SUS. O Hospital Santa Isabel já conta com um heliponto, porém o Hospital Santo Antônio, ainda não.

A Fundação Hospitalar de Blumenau é a instituição mantenedora do Hospital Santo Antônio, onde grande parte de seus atendimentos são pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Arcanjo 03 está na região desde outubro de 2015 e de lá para cá já realizou cerca de 2.500 missões. Desses atendimentos, a parada cardiorrespiratória, acidentes de trânsito, casos clínicos, traumas e afogamentos representam juntos 62% do total realizado no período.

No Brasil, são poucos os hospitais preparados com infraestrutura para receber pacientes transportados em helicópteros e para o sistema funcionar bem e o paciente receber o melhor atendimento, no menor tempo possível, a existência dessa infraestrutura é peça fundamental.

“Preparação do paciente para o transporte aeromédico offshore” será tema de live no dia 24 de março

Aeromédico do Brasil – O portal Resgate Aeromédico iniciou uma série de entrevistas com protagonistas do aeromédico brasileiro para conhecer melhor o funcionamento do serviço.

Na quarta-feira, dia 24 de março, às 19h30, o enfermeiro offshore Marcelo da Silva Dehoul será o protagonista de live sobre “Preparação do paciente para o transporte aeromédico offshore“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Dehoul é enfermeiro do trabalho e marítimo, mestre em enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); especialista em urgência e emergência; enfermagem offshore; e em Qualidade, Saúde, e Segurança do Paciente. Pós graduando de Enfermagem Aeroespacial (CENSUPEG). É instrutor naval, homologado pela Marinha do Brasil e instrutor dos cursos BLS e ITLS. Membro fundador da Associação Brasileira de Enfermagem offshore (ABENOF); Membro fundador e conselheiro da Sociedade Brasileira pela qualidade e Segurança do Paciente (SOBRASP) e Diretor executivo da Associação Brasileira de Enfermagem Aeroespacial (ABRAERO).

Inscreva-se no Canal Resgate Aeromédico e acione o lembrete do vídeo, assim você receberá um aviso quando iniciar a live.

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Pandemia de COVID-19 mantém a demanda por UTI aérea privada em alta

Líder Aviação aumentou em 62% as horas voadas no transporte aeromédico em 2021. Foto: Gustavo Andrade.FOTOS GUSTAVO ANDRADE

O novo aumento de casos de COVID-19 no Brasil tem feito a demanda por UTI aérea continuar em alta. As empresas de Táxi Aéreo autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para realizar o serviço de transporte de pacientes em aviões e helicópteros tem apresentado aumento expressivo no número de remoções aeromédicas.

De acordo com a diretora-superintendente de gerenciamento, manutenção e fretamento de aeronaves da Líder Aviação, Bruna Assumpção, a empresa voltou a registrar crescimento na procura pelo serviço aeromédico.

“Tivemos um aumento de 62% de horas voadas em UTI em janeiro e fevereiro em relação ao mesmo período no ano passado, quando ainda não havia pandemia no Brasil. As regiões que mais demandam nesse momento são Norte e Nordeste”, diz.

Ainda segundo Bruna, no primeiro semestre do ano passado, o número de horas voadas em UTI chegou a atingir 400% a mais em relação ao ano anterior. “Lembrando que são voos bed to bed, ou seja, transportamos de um hospital para outro”. Ela pontua ainda que a empresa tem seguido os mais rigorosos protocolos de segurança em suas operações no combate à disseminação do coronavírus.

Sobre a Líder Aviação

A Líder Aviação é considerada uma das maiores empresas de aviação executiva da América Latina, possui mais de 1.000 colaboradores e uma frota de mais de 55 aeronaves. Em sua unidade voltada para operações de helicópteros, a Líder conta com uma frota com 32 helicópteros nos modelos S-92 A, S-76 C+, S76 C++, Bel 212 e H135.

Além disso, possui 19 bases operacionais nos principais aeroportos brasileiros e recentemente completou a marca de um milhão de horas voadas em missões voltadas para a indústria de óleo e gás e energia.

Líder Aviação aumentou em 62% as horas voadas no transporte aeromédico em 2021. Foto: Gustavo Andrade.

Quantidade de remoções aeromédicas dispara nos primeiros meses de 2021 no Pará

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará

Pará – Após um ano do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o cenário da pandemia tem piorado em muitas cidades. A nova fase da pandemia, considerada ainda mais perigosa que a primeira, apresenta um crescimento expressivo nas remoções aeromédicas na região do Oeste do Pará. Um cenário novo tanto para os planos de saúde como para as empresas de transporte aéreo.

A opção de UTI aérea é primordial para cidades menores do interior, que não dispõem de suporte médico adequado. Beneficiários de planos de saúde de cidades do Oeste do Pará são normalmente levados para Santarém, Itaituba ou outras cidades maiores. Assim como pacientes de Santarém, que precisam de atendimento mais especializado, também são transferidos para outros hospitais.

Foto: Bruno Cecim / Ag.Para.

Na Unimed Oeste do Pará, por exemplo, no mês de fevereiro deste ano as remoções aeromédicas apresentaram um aumento maior que 1000%, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No transporte realizado em aeronaves com suporte de UTI, uma equipe médica avalia o estado do paciente e a partir da auditoria, libera para a remoção, que é realizada com todo monitoramento do paciente no percurso entre o hospital de origem até o hospital de destino.

“Este grande aumento deve-se a nossa atual situação da pandemia, o que acarretou também um custo altíssimo para a operadora, pois temos pacientes distribuídos em 19 municípios do Oeste do Pará”, relatou a médica auditora da Unimed, Dra. Maria de Fátima Coelho. Segundo ela, as remoções são necessárias devido principalmente à falta de UTIs e atendimentos mais especializados para o tratamento de Covid-19 no interior.

A médica afirmou ainda que nos primeiros meses de 2021 as cidades de Porto Trombetas e Juruti foram as que mais apresentaram demandas de transporte aeromédico.

Reajuste do serviço

Para as empresas de táxi-aéreo que prestam esse serviço, houve um aumento de 60% nos voos somente esse ano. Apesar do quantitativo, as empresas já estavam preparadas para atender essa demanda. “Nós já tínhamos esse suporte, a empresa estava estruturada, pois a ANAC exige um número mínimo de tripulantes, independente da demanda”, disse o piloto, proprietário e diretor de operações da Opalair Táxi Aéreo, Aldair da Silva. De acordo como ele, as operações foram fragmentadas e cinco empresas de táxi-aéreo estão atuando em Santarém para suprir a demanda de voos aeromédicos.

Com relação ao reajuste de valores do serviço, ele explicou que o aumento no preço de combustível, insumos e medicamentos foi muito expressivo no país todo. “Teve medicamento que aumentou 300%, por exemplo, fora os insumos – luvas, máscara, higienização da aeronave e o risco de contágio, isso faz com que o preço do serviço aumente”, disse o empresário.

Vantagens do serviço no plano de saúde

O custo de contratação de uma UTI aérea é bastante alto quando realizado na modalidade particular e, mesmo com o aumento no valor do serviço por parte das empresas aéreas que prestam o serviço na região, a Unimed Oeste do Pará, único plano de saúde na região que comercializa esse produto, não repassou o aumento aos clientes.

Os beneficiários da Unimed local que tiverem o serviço aeromédico contratado no plano têm o transporte realizado em aeronaves homologadas, remoção disponível para todo território nacional com toda a segurança no trajeto entre os hospitais. Além disso, a Central de Atendimento fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, para solicitação do transporte de urgência.

Transportes realizados pelo Governo do Pará

Entre os dias 18 de janeiro e 16 de março, a Secretaria Estadual de Saúde já transferiu 309 pacientes com COVID-19 para conter o avanço da doença em 14 municípios da região Oeste, a mais afetada nesta segunda onda da pandemia. Desse total de remoções, 295 ocorreram por via aérea e 14 por via fluvial. Todas as transferências foram realizadas exclusivamente pela Central de Regulação da Sespa.

A Secretaria de Saúde utiliza as aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (GRAESP) e de empresas de táxi-aéreo contratadas para o transporte aeromédico.

Foto: Marcelo Seabra / Ag.Pará.

3ª Região Militar do Exército publica licitação para contratação de serviço de transporte aeromédico

Rio Grande do Sul – O Comando do Exército publicou licitação para contratação de serviços de transporte aeromédico em aeronaves de asa fixa e de asa rotativa para atender o Comando da 3ª Região Militar, especialmente as demandas dos beneficiários do Sistema de Saúde do Exército (SAMMED e PASS).

Para atender as demandas regionais, o Exército contrata empresas de táxi-aéreo para realizar o transporte aéreo de pacientes adultos e neonatais. O Pregão Eletrônico Nº 3/2021 prevê a contratação de 9.000 km voados para transporte em aeronave de asa fixa pressurizada, 50 horas de voo em helicóptero e para alguns casos, o suporte de transporte terrestre. O valor estimado do contrato é de R$ 649.000,00.

A sessão de abertura acontecerá no dia 25/03/2021, às 13h30, através do Portal de Compras do Governo Federal.

Atendimento aeromédico no afogamento será tema de oficina no 2º CONAER

O 2º Congresso Aeromédico Brasileiro será um evento on-line e acontecerá nos dias 20, 21, 22 e 23 de Setembro de 2021, das 18h00 às 22h00, através do Doity Play. Poderão participar do evento todos os profissionais que tenham interesse no tema.

Durante a programação do 2º CONAER, os participantes terão a oportunidade de assistir palestra do Dr. João Cláudio Campos Pereira. O tema será Atendimento aeromédico no afogamento.

Com vasto no conhecimento no tema, João Cláudio é médico do SIATE (Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência), Curitiba (PR); médico de voo do BPMOA (Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas); diretor de recomendações da SOBRASA (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático); diretor médico da ABRES (Associação Brasileira de Resgate e Salvamento); diretor médico do SAMU Litoral – Paranaguá e coordenador da Operação Verão Paraná (SIATE e SAMU). É Mestre em Ensino das Ciências da Saúde (afogamento), com especialização em Medicina de Emergência pela ABRAMEDE e em Cirurgia Cardiovascular pela UFPR.

Segundo o médico João Cláudio, o afogamento é uma causa externa e é responsável por ser a 2ª causa de óbitos em crianças de 1 a 4 anos e a 3ª causa entre as crianças, adolescentes e jovens de 5 a 24 anos.

“O afogamento pode ser evitável com prevenção, mas na falha preventiva, o atendimento inicial é fundamental para conseguirmos manter a viabilidade dos pacientes. Diferente de qualquer outra causa, uma parada cardiorrespiratória por afogamento pode ter um prognóstico muito melhor e devemos entender as diferenças de atuação que temos entre os outros casos clínicos e os casos de trauma”, complementou João.

Submissão de trabalhos

A submissão de trabalhos científicos já se encontra disponível na plataforma Doity. Para saber mais acesse a página do evento.

Inscrições

Para mais esclarecimentos acesse a página do CONAER ou entre em contato através dos seguintes canais:

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