Início Blog Página 451

Segurança Pública participa do EGAP – Militar promovido pelo CENIPA

O XXIII Estágio de Gerenciamento Avançado de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (EGAP-MILITAR), que aconteceu nos dias 20 e 21 de março, no CENIPA, atualizou o conceito de segurança de voo junto a militares que assumiram comandos em 2012 nas organizações militares das Forças Armadas e Forças Auxiliares ligadas à atividade aérea.

Entre os 51 militares, participaram comandantes de Bases e Unidades Aéreas da Aeronáutica, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Corpos de Bombeiros e Polícias Militares, com representantes dos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.

O chefe do CENIPA, Brigadeiro do Ar Carlos Alberto da Conceição, ministrou a aula inaugural e abordou a importância do CENIPA no processo de prevenção de acidentes aeronáuticos no país.

O Cel Av Vaz e o Ten Cel Av Volkmer falaram, dentre outras coisas, sobre as ferramentas da prevenção, principalmente sobre a importância do relatório de prevenção, do Relatório Confidencial para Segurança de Voo (RCSV) e da Vistoria de Segurança de Voo. Falou-se também sobre a necessidade e importância da criação de indicadores, do papel do oficial de segurança de voo na organização, do Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (PPAA) ser de conhecimento e do compromisso de todos e da importância da investigação na prevenção de acidentes.

No segundo dia o Ten Cel R1 Reis falou sobre a importância da manutenção de aeronaves na prevenção de acidentes e incidentes aeronáuticos. Na sequência, o Juiz Federal Honorato falou sobre a responsabilidade civil e penal na atividade aérea militar e de segurança pública e, logo após, o Cel Av Lupoli ministrou aula sobre a abordagem organizacional do acidente.

Ao final ocorreu debate entre os participantes e os instrutores do estágio, Brigadeiro do Ar Carlos, Cel Av Lupoli, Cel Av Vaz, Ten Cel Av Volkmer e Ten Cel R1 Reis, momento em que a Segurança Pública pode apresentar suas demandas, muito bem recebidas pela chefia do CENIPA.

A finalidade foi mostrar o funcionamento do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), que além de elevar a percepção dos novos comandantes para os aspectos da segurança de voo, valorizará o papel do elemento credenciado nas unidades militares.

Piloto Policial.

Helibras tem novo vice-presidente Comercial e de Marketing

Crescer junto com o mercado, com ideias novas e diferentes. Este é o objetivo de trabalho do novo vice-presidente Comercial e de Marketing da Helibras, François Arnaud, que acaba de assumir o cargo.

Ele começou a carreira no Grupo Eurocopter como gerente do escritório da Helibras na Argentina, nos anos 90. Depois, voltou à França onde atendeu contratos relacionados à Aviação do Exército brasileiro, seguindo para a Austrália onde foi responsável pelo mercado civil da região.

e volta à França, ocupou a Diretoria Adjunta do programa EC725/EC225, acompanhando de perto o início do maior programa de transferência de tecnologia do mercado aeronáutico brasileiro, que irá transformar a Helibras em um dos pilares de produção do grupo Eurocopter.

“Estes dois contatos com o mercado brasileiro me permitiram acompanhar seu amadurecimento. E, agora, tenho a oportunidade de atuar diretamente no momento mais dinâmico e particularmente mais importante para a Helibras”, avalia François.

Com a recente reestruturação da empresa e a criação de uma vice-presidência de Suporte & Serviços, a área Comercial & Marketing terá ainda mais responsabilidade no desenvolvimento de propostas interessantes para os clientes da Helibras.

“Estamos agregando valor com a nova estrutura de serviços e vamos ainda avançar na oferta de produtos e serviços e na ampliação do atendimento, para acompanhar nossos clientes em todas as regiões do Brasil. Além disso, queremos manter nossa liderança e ampliá-la para todos os mercados, sobretudo o de segurança pública e oléo & gás, que está se desenvolvendo muito rapidamente no país”, conclui.

Expansão das vendas civis

Além do segmento governamental, a Helibras tem forte presença no mercado executivo do qual possui 48% de participação. Para expandir e consolidar sua atuação junto a esses clientes, a vice-presidência Comercial está iniciando um programa para aumentar sua presença regional. A ideia, segundo François Arnaud, é de avançar para além dos grandes centros urbanos, deixando principalmente a faixa sudeste, onde a empresa já concentra boas atuações, para também expandir-se no interior do país e nordeste.

Por conta dessa nova estratégia, a Helibras acaba de instalar mais uma base de atendimento comercial em Fortaleza, atenta à expansão do mercado naquela região. Ela se junta aos demais escritórios comerciais localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.

Foto: Helibras / Convergência Comunicação Estratégica.

A entrada inadvertida em condições meteorológicas de instrumento

Maj EB PAULO ROBERTO DO BONFIM E ARAÚJO

Atualmente, na Aviação do Exército, o voo com óculos de visão noturna (OVN) é uma realidade; com várias tripulações formadas – instrutores, comandantes de bordo, pilotos táticos e mecânicos operacionais. Todavia, com a introdução do voo com OVN, aumentou-se a possibilidade de uma entrada inadvertida em condições meteorológicas de instrumento (IIMC).

A Aviação, há anos atrás, vivenciou uma época na qual poucos pilotos voavam IFR e mantiveram esse conhecimento e essa habilidade restritos a um universo bastante reduzido de militares. No final da década de 90 iniciou-se uma “abertura” do voo IFR e mais pilotos passaram a ser formados anualmente, propiciando para a Aviação um significativo avanço na segurança de voo e na operacionalidade. Todavia, na maneira como hoje é realizado, o Estágio de Voo por Instrumentos (EVI) exige uma quantidade relativamente grande de horas de voo para a formação do piloto e aeronaves que, nem sempre, estão disponíveis para a instrução, uma vez que estão voltadas para o cumprimento das missões operacionais dos seus batalhões.

Dessa forma, existiria outra maneira de preparar os pilotos da Aviação para as condições meteorológicas adversas a que estão sujeitos na atividade aérea?

Nessa análise, uma pergunta deve ser respondida primeiramente – O que vem a ser uma entrada IIMC? Segundo a Operations Navy Instructions of Department of Navy 3710.7 (OPNAVINST 3710.7), a qualquer hora do voo em que o horizonte não puder ser mais distinguido ou se as condições meteorológicas estiverem inferiores às especificadas para o voo VFR, a tripulação está em IMC. Isso significa que não é necessariamente a entrada em uma nuvem que vai caracterizar essa situação. Uma tripulação em um voo visual noturno em campanha, por exemplo, também pode se ver em IMC de forma inesperada – IIMC. A Associação de Helicópteros da Virginia, EUA, diz que IIMC é uma emergência não planejada e inesperada. Sim, mas o que se pode fazer então?

BILL RAMSEY, um ex-piloto de helicópteros do Exército Americano, no seu artigo intitulado Flight Into IIMC, narra que entrou inadvertidamente em IMC em quatro ocasiões durante a guerra, sempre conseguindo retornar em segurança ao voo VMC. Ele diz que isso só ocorreu pelo fato de ser um piloto com cartão IFR e estar com seu treinamento em dia e, porque em cada missão, ele tinha um planejamento para o caso de haver degradação das condições meteorológicas. Acrescente-se a isso o fato desses incidentes terem ocorrido em voos com óculos de visão noturna (OVN).

MICHAEL K. PHILLIPS, Oficial de Segurança de Voo da 57th Medial Company (AA), com 11 anos de experiência na atividade aérea, considera que a entrada inadvertida em IMC é uma “emergência autoinduzida por um erro do piloto”. Todavia ele admite uma possibilidade que foge a essa regra: quando a tripulação está em voo com OVN. Phillips reporta que as tripulações são treinadas para evitar a qualquer custo entrar inadvertidamente em IMC. Segundo ele. “Se o tempo está ruim, não voe”. “Se você decolou e o tempo degradou, dê meia volta e retorne ou pouse e espere o tempo melhorar” ou ainda, “se você é proficiente no voo IFR e entrou nessa situação, solicite passar para regras por instrumento ao órgão ATC”. Para Phillips o desejo de sucesso pode facilmente se tornar uma pressão para cumprir a missão. Essa pressão é, na maioria das vezes, autoinduzida e experimentada por pilotos, até mesmo, quando não possuem o cartão IFR.

O Exército Americano possui o Flight Regulations (Army Regulation 95–1 ou AR 95-1) que trata o procedimento a ser adotado em uma entrada inadvertida em IMC, como um procedimento de emergência – um plano de contingência. Segundo o AR 95-1 o que deve ser feito é a descida por instrumentos baseada em um procedimento IFR padrão, civil ou do Departamento de Defesa Americano (DOD/U.S.). Na falta desses, deve ser utilizado um procedimento GPS de emergência previsto nos Aircrew Training Manuals (ATM) (p38). Os ATM esclarecem cada etapa do procedimento a ser adotado, orientado passo a passo o que deve ser feito pelas tripulações. Na leitura do Aircrew Training Manual OH-58A/C KIOWA (TC 1-228), tarefa de número 1184 (p.4-61), pode ser visto que o padrão consiste, entre outros, em:

– Manter o controle da aeronave e realizar a transição para o voo IFR imediatamente;

– Iniciar a subida, imediatamente; e

– Cumprir as ordens do órgão ATC, a regulamentação local e os procedimentos de operação padrão.

Nas Normas de Voo do Fort Knox (Fort Knox Reg 95-1), no Kentucky, Estados Unidos, existem ordens específicas sobre voos em condições adversas de tempo e sobre entrada inadvertida em IMC (p.2-17). Entre outras, podem ser citadas:

– Quando as condições do tempo estiverem inferiores a 1000 ft de teto e 03 Station Miles (aproximadamente 4,5 km) o comandante da unidade ou da missão não deverá permitir o cumprimento da missão VMC a menos que as aeronaves atendam determinadas exigências, como estar equipada com equipamento de navegação necessário para cumprir um perfil de descida IFR, ter o procedimento de descida IFR a bordo e pilotos com cartão IFR e com HT “em cima”, e

– O comandante da unidade ou da missão deverá realizar um briefing detalhado dos procedimentos a serem adotados em caso de entrada inadvertida em IMC.

Mas é possível um treinamento voltado somente para resolver uma situação de IIMC? RALPH BUTCHER, que voa por instrumentos em aeronave de asa fixa desde a década de 60, explica que há um treinamento para entrada inadvertida em IMC. São cerca de 10 a 15 horas de voo somente voltado para a instrução IFR básica – scan do painel, interpretação dos instrumentos e controle da aeronave. Todavia, BUTCHER considera um treinamento bastante limitado. Ele aponta que esse tipo de treinamento faz com que o piloto se concentre demais nos instrumentos que mostram especificamente números – velocímetro, HSI e altímetro. Isso acaba se tornando um mau hábito uma vez que esses instrumentos, chamados primários, não devem ser prioridade no scan do painel em voo IFR.

Talvez nem somente o treinamento voltado para receber o cartão IFR seja o suficiente em uma situação IIMC. Segundo a Society of Aviation and Flight Educator (SAFE), o treinamento IFR se dá em condições conhecidas. Deparar-se com uma situação de IIMC apresenta ao piloto certos desafios que podem incluir a recuperação de uma atitude anormal, um terreno desconhecido com obstáculos à frente e uma deterioração crescente das condições climáticas para a qual o piloto não está preparado. A vantagem de um piloto com cartão de voo por instrumentos é que este já voou em condições adversas e, sob o ponto de vista da sobrevivência, terá melhores condições de manter o controle da aeronave, possibilitando salvá-la bem como a salvar a tripulação.

De fato, ter o cartão de voo por instrumento não é o suficiente para garantir a saída de uma situação IIMC. Segundo a U. S. National Transportation Safety Board (NTSB) um estudo junto ao serviço médico de emergência apontou que 13 de 15 pilotos envolvidos em acidentes relacionados com mau tempo tinham o cartão de voo por instrumento, todavia não estavam com suas habilitações “em cima”. Possuir o cartão de voo por instrumento, portanto, não assegura a capacidade a um piloto que não está com seu treinamento em dia de controlar a aeronave VFR em IMC.

De acordo com JULIANA GOH e com o Dr. DOUGLAS WIEGMANN, acidentes provocados por entradas inadvertidas IMC em voos VFR corresponderam a 19% dos acidentes da aviação geral nos Estados Unidos, entre 1970 e 1980. Entretanto, 72% desses acidentes foram fatais. Uma explicação para os pilotos continuarem a voar VFR em condições adversas de tempo, culminando com uma IIMC, é o excesso de confiança em suas próprias habilidades aliado ao fato de não considerarem de forma cuidadosa e abrangente os riscos de voar nessas condições. Outra causa a ser considerada é a pressão por trás da missão. A necessidade imposta pela Unidade Aérea ou a necessidade gerada pelo próprio piloto, são pressões, entre outras, que acabam surgindo e que podem levar a tripulação a um voo inesperado.

E quanto a atual situação da Aviação do Exército? Talvez esteja na hora de uma mudança de atitude no que se refere a esse assunto. Nas palavras do Maj JANUÁRIO, piloto com experiência e instrutor de voo por instrumentos, uma “nova sistemática de formação do piloto por instrumentos” seria uma ideia a ser pensada.

Basta verificar que, atualmente, o piloto ao concluir o Estágio de Voo por Instrumento (EVI) é declarado comandante de bordo IFR, ou seja, não existe uma gradação para se atingir essa habilitação. Além disso, o atual EVI é relativamente longo se observadas as oportunidades de voo de instrução existentes, o que traz como consequência um pequeno número de pilotos habilitados por ano. Acrescenta-se o fato de a formação ser exclusivamente nos modelos de emprego geral – Pantera, Cougar e Black Hawk.

Segundo a proposta do Maj JANUÁRIO, os pilotos fariam a Fase Teórica no CIAVEX (completa, com 60 tempos de instrução), em seguida a Fase de Instrumento Básico e a Fase de Instrumento Avançado no simulador ou no treinador sintético, também no CIAVEX, e, depois, fariam a Fase Real na aeronave, VMC, com capota (nos helicópteros de emprego geral, a fase poderia ser IMC). A próxima etapa seria a Fase Prática, constituída dos voos para a obtenção de marcas, com o intuito de tirar o Cartão de Voo por Instrumento (CVI) nível Comandante de Bordo para Voos por Instrumentos (CB IFR). Dessa maneira, a qualificação de piloto básico IFR (PB IFR) permitiria um ganho gradual de experiência para os pilotos desde o término do CPA bem como uma maior segurança para o CB IFR, que, quando em IMC, teria um piloto com HT instrumento ao seu lado.

Em síntese, os pilotos, a partir da formação no CPA, fariam regularmente voos IFR VMC sob capota ou IMC, em um intervalo determinado de tempo. As missões de voo por instrumento passariam a ser habilitações técnicas (HT) que deveriam ser mantidas “em cima” para todos os pilotos. Dessa forma, aumentar-se-ia a consciência situacional sobre a entrada inadvertida em voo por instrumento bem como, caso isso viesse a ocorrer, a tripulação estaria mais apta a lidar com o problema por estar familiarizada com a técnica necessária para esse tipo de voo e com o treinamento em dia.

Por fim, os chefes, em todos os níveis, não podem prever o tempo ou como um determinado indivíduo reagirá em face de uma entrada IIMC, mas esses líderes devem fazer todo o esforço possível para manter seus pilotos proficientes no voo por instrumento. Voar por instrumentos deve se tornar uma segunda natureza para o piloto. Através da formação consistente e da prática regular, o piloto pode desenvolver habilidades e confiança para estar em condições de voar por instrumentos com sucesso.


Referências Bibliográficas:

PHILLIPS, MICHAEL K. – What Do You Mean, They Went Inadvertent IMC? – Instrument Meteorological Conditions

Aircrew Training Manual OH-58A/C KIOWA (TC 1-228)

Aviation – Flight Regulations (Army Regulation 95–1)

Aviation – Fort Knox Flight Rules (Fort Knox Reg 95-1)

BUTCHER, RALPH– The decision to obtain an instrument rating is one you’ll never regret (flighttraining.aopa.org)

GOH, JULIANA e WIGMANN – Dr, DOUGLAS – Visual Flight Rules (VFR) Flight into Instrument Meteorological Conditions (IMC): A review of accident data.

JANUÁRIO – Maj Art, EMERSON ALEXANDRE – A formação do piloto IFR do Exército Brasileiro: proposta de uma nova sistemática.

NPRM Review and Recommendations – Society of Aviation and Flight Educators (SAFE) / [Docket No. FAA–2010–0982; Notice No. 10 – 13] January 10, 2011

OPNAVINST 3710.7

RAMSEY, BILL – Flight Into IIMC / Operations Research Systems Analysis / U.S. Army Combat Readiness Center

Virginia Helicopter Associaton – Inadvertent IMC


Fonte: Artigo publicado na Revista Pégasus Nº 16 do CIAvEx


Águia 14 e SAMU Limeira atendem ocorrência em área rural

São Paulo – Às 08:20 desta segunda-feira, 19 de março, o Águia 14 decolou em apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Limeira/SP (SAMU 03) em um grave acidente na Via Limeira – Cosmópolis, KM 04 da SP 133, área rural de Limeira, envolvendo um menino, de 12 anos.

Segundo o diretor do SAMU, Agnaldo Píspico, o pai do menino estava conduzindo um trator, quando percebeu que o menino havia ficado preso na engrenagem. “Recebemos o chamado pelo 192 do SAMU e a Unidade de Transporte Avançado imediatamente se dirigiu ao local para socorrer a vítima”.

Píspico explica que a criança foi entubada no ato e, por se tratar de área rural, foi solicitado o auxílio do helicóptero da Polícia Militar Águia 14. “No helicóptero, o menino foi transportado rapidamente e obtivemos o ganho de uma hora no atendimento”. A vítima sofreu TCE grave, trauma de tórax e abdominal.

A criança foi transportada pelo helicóptero Águia 14 até o HC (Hospital de Clínicas) Unicamp, onde se encontra na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em estado grave.

Fonte: BRPAe Campinas e Prefeitura de Limeira.

Oficial da Paraíba visita o GRAER/BA

O Grupamento Aéreo da PMBA (Graer) recebeu, nos dias 7 e 8 de março, a visita do tenente coronel João Pontes, da Polícia Militar da Paraíba. O objetivo foi conhecer as rotinas operacionais e administrativas do Grupamento Aéreo baiano, e servir de referência para a estruturação e a instalação de uma unidade similar na Paraíba.

Segundo Pontes, a orientação institucional é elaborar um projeto com base no modelo baiano.

O comandante do GRAER, tenente coronel Lázaro, recepcionou o oficial paraibano na sede do Grupamento e designou oficiais para compartilhar conhecimentos com o visitante.

Entre as atividades realizadas foram ministradas apresentações sobre temas relacionados à seleção de pessoal, manutenção aeronáutica e apoio de solo, operação e segurança de voo, gestão de contratos, além das particularidades sobre a estrutura do hangar, bem como expostos os principais equipamentos utilizados nas operações aeropoliciais.

Ao final da visita, o tenente coronel João Pontes foi agraciado pelo comandante do GRAER com documentos específicos da área de aviação para subsidiar o início do trabalho na Paraíba.

Fonte: PMBA.

Fênix 02 localiza veículos furtados no Distrito Federal

Na manhã do último dia 15 de março, o emprego dos helicópteros da PMDF como plataforma de observação elevada, demonstrou novamente sua enorme vantagem operacional de apoio para equipes em solo. Compunham a tripulação da aeronave o major Valente, capitão PMTO Duarte e soldado Mário.

Durante o RPA (Radio Patrulhamento Aéreo) em Vicente Pires, o tripulante operacional da aeronave Fênix 02 viu dois veículos parados em atitude suspeita na via de ligação entre a EPTG e a Estrutural.

Quando a aeronave aproximou-se dos veículos, a tripulação observou que não havia ocupantes, porém não era possível verificar sinais de arrombamento. Policiais militares integrantes do 4º BPM prestaram rápido apoio em solo para chegar até os veículos, um GM/Chevette e um GM/Kadett. Após consulta à CIADe, foi constatado que os veículos eram produto de furto.

No dia 20 de março foi localizado outro veículo furtado pela equipe do Fênix 02, desta vez um VW/Santana, de cor branca, encontrado próximo à área da ADE da Ceilândia (P/Sul). Participaram da ocorrência : major Valente, tenente Victor Viana, cabo Eucimar e soldado Wooley.

Fonte: PMDF.

Exílio Profissional

DENNYS GOMES DALLA

Algumas pessoas gostam de pensar em voz alta, outras caminhar de um lado para o outro em busca da concatenação de suas idéias. Gostaria, pretensiosamente, usar o recurso dos poetas exilados para bradar o que passa por minha mente. E assim, fazer uma indagação que por dever tem sido a razão de meu viver dos últimos anos: “O que faz um grupamento aéreo ser uma referência”.

A partir desse questionamento, surge outro, o que é uma referência. Nós seres sociais observamos os outros como sendo espelho de nossa imagem, daquilo que fazemos ou não.

Portanto, o comportamento dos outros são nossas referências. Nossos pais são exemplo de tudo, e após algum tempo, aprendemos a analisar o que queremos seguir. Nossos ídolos são guias dos valores que adotamos, seja do UFC, futebol, novela, queira ou não “BBB”, e quero usar como escopo o policial técnico.

Profissionais dos quais admiramos por seus títulos (cursos), resultados, comportamento, postura, abnegação e pelo pouco que vivi, alguns se tornam, em minha opinião, e com certo exagero, uma Lenda. Aquelas pessoas que por saber que estão vivas, nos faz indagar se não estamos mortos.

Mas voltando a proposição inicial, o que faz um grupamento aéreo ser uma referência, a qual é minha obrigação legal descobrir, haja vista a cooperação técnica do Estado do Tocantins com o Mato Grosso, do qual nos propomos adquirir horas de vôo e absorver a cultura organizacional da unidade aérea deste Estado.

Será a quantidade de aeronaves que possui? E conseqüentemente a capacidade de resposta que a população necessita e paga por isso. Será a quantidade de horas voadas por uma freqüência de tempo? Ou ainda, a quantidade de homens, recursos, tecnologia disponível na unidade?

Tenho certeza que haverá várias respostas, e quero pedir, modestamente, para manifestar a minha.

Como qualquer família, o grupamento aéreo, tem seus “leões” para ser vencidos diariamente. Eles são as demandas de seguro, combustível, manutenção de aeronaves, além das ordinárias de viaturas, EPIs, armamento, munições, e principalmente de operacionalizar tudo isso visando o resultado que justifique seu gasto.

Como exposto, as variáveis são diversas e exige planejamento com foco naquilo que se pretende atingir, além de controlar freqüentemente a execução das ações. Mas quero destacar o que de mais importante percebi no grupamento aéreo: policiais profissionalmente imbuídos de sua causa.

Isso provoca o comprometimento desses servidores com as atribuições que lhes são inerentes ao cargo ou função e, por conseguinte o esmero de suas ações faz com que a Instituição obtenha o resultado proposto.

Assim, quando digo imbuído, não pensemos em ações super fantásticas ou que se busque atingir algo acima de tudo e nem por meio do improviso. Mas vejo oficiais e praças, delegados e agentes, aprimoradores da doutrina aérea.

Aquele conjunto de ações praticadas por todos operadores desta sublime atividade. Ramo ao qual escolhemos atuar, e potencialmente não teremos o direito de nos arrepender de um erro cometido, contradizendo o paradoxo humano, em que o deslize é pedagógico.

Contudo, digo a gloriosa policia militar, do meu amado Tocantins, são esses os pilares daquele que sonha tornar-se grande neste esplendor azul, mesmo que não seja em quantidade, mas na qualidade de seus atendimentos e na capacidade de servir aquele que carece.

E o presente monólogo não tem a pretensão de ser a imposição de um manual perfeito, mas uma sementinha obtida em um grupamento aéreo plenamente respeitado perante aos órgãos de Segurança Pública e que detém a confiança da população mato-grossense.

Autor: Dennys Dalla é Major da Polícia Militar de Tocantins e comandante de helicóptero no CIOPAER de Tocantins.

Helicóptero da PRF realiza remoção aeromédica de recém-nascido

Um recém-nascido foi transportado de helicóptero de Patos, no Sertão paraibano, para um hospital de João Pessoa no domingo (18). De acordo com a direção da Maternidade Peregrino Filho, a remoção foi necessária devido a complicações respiratórias sofridas pelo bebê ainda na sala de parto. A operação de transferência foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Secretária Estadual de Saúde e a Força Nacional.

O menino deu entrada às 17h30 no Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa. Segundo a médica Ádila Sampaio, ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e seu estado de saúde ainda é grave, porém estável. O recém-nascido foi diagnosticado com pneumonia, está entubado e recebe acompanhamento clínico.

Apesar do transporte ter sido rápido, ela questionou a demora do processo de transferência, uma vez que já havia vaga disponível no hospital desde sexta-feira para receber o menino. “Ele só chegou no domingo, mas estávamos esperando há dois dias. A gente chegou a pensar que haviam desistido de transferi-lo. Mesmo assim, foi plausível toda a mobilização para o transporte aéreo”, comentou.

De acordo com a PRF, a viagem de helicóptero durou uma hora e 16 minutos, quando o percurso terrestre poderia demorar até quatro horas. A PRF foi acionada pelo Samu para dar apoio ao socorro. O helicóptero, que fica no hangar da PRF em Pernambuco, gastou 30 minutos de voo de Recife a João Pessoa.

Fonte: G1.

GRAER/AM participa de exercício simulado visando a COPA 2014

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas realizou no dia 14/03, no Centro de Convenções (Sambódromo), o primeiro treinamento simulado do esquema de segurança para os jogos da Copa do Mundo de 2014 em Manaus. Da operação participaram todas as instituições da SSP e outras envolvidas com a segurança do evento, como Polícia Federal, órgãos da esfera municipal, e através do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo, a Seção de Aviação Aeropolicial (SAP) do Depaertamento da Força Nacional de Segurança Pública, atuando no monitoramento e evacuação aeromédica.

O simulado, considerado pioneiro para a construção de procedimentos operacionais integrados das forças de segurança do Estado, foi estrategicamente planejado visando o Fan Fest, que antecede os eventos principais da Copa do Mundo 2014, a qual impõe ao país sede a condição de alvo potencial de ocorrências críticas.

Seu histórico norteou-se pela seguinte forma: durante realização do Fan Fest no Sambódromo, em Manaus, um cidadão infrator invade um camarote VIP, armado com um revólver calibre .38, dizendo portar um artefato explosivo em sua mochila.

Segundo levantamentos preliminares, o perpetrador da crise é funcionário de empresa que presta serviços de manutenção, aparentando desequilíbrio mental, exigindo o pagamento de seus vencimentos atrasados. Mantendo reféns dentro do recinto, após tentativas de ser retirado do local por agentes de segurança privados, efetua um disparo atingindo um dos reféns.

A partir daí, inicia-se a negociação para remoção deste ferido grave pelo Corpo de Bombeiros e SAMU, para em seguida sua remoção para hospital da rede pública através da aeronave Águia 01, mobilizando agentes de trânsito para o pouso em via pública e entrada no serviço de urgência médica.

Para o GRAER, o evento revestiu-se de importância singular, considerando-se a integração operacional entre todos os entes públicos participantes e o reconhecimento (por parte da coordenação e sociedade) da flexibilidade e rapidez do vetor aéreo.

Fonte: Graer/AM.

Águia auxilia em curso de mergulho autônomo do Corpo de Bombeiros, em Panorama/SP

Oito tenentes e quatro soldados do 10º Grupamento do Corpo de Bombeiros, situado em Marília/SP, participaram de mais uma etapa do curso de formação de especialistas em mergulho autônomo. O treinamento, iniciado há três semanas, tem como objetivo habilitar oficiais e praças a realizar o procedimento a profundidade de até 39 metros.

Na primeira etapa, realizada em uma piscina, eles recebem instruções acerca do uso dos equipamentos, contato com a água, métodos de busca, execução e montagem de operação de mergulho, além de sinalização e comunicação subaquática.

Já na segunda parte do curso, as mesmas tarefas foram executadas no Rio Paraná, em Panorama. Ontem (18/03), na fazenda São Francisco, os bombeiros encerraram mais uma fase do curso, com o treinamento de salto para mergulho. Para a ação, foi usado o helicóptero Águia da Polícia Militar de Bauru.

“É raro utilizarmos esta técnica, já que nossos rios e represas são muito rasos, com uma profundidade média de 15 metros. Ainda assim é importante esse treinamento, pois esses bombeiros em algum momento podem dar apoio em outra região do Estado e estarão preparados para saltar da aeronave”, afirma o capitão Renato Carbonari.

Ainda de acordo com Carbonari, o curso será encerrado nos próximos dias. Hoje, eles receberão instruções sobre como reflutuar um veículo. Amanhã, atividade será em Chavantes, onde os bombeiros vão mergulhar a 39 metros. Na sexta-feira, o treinamento será para buscas com uso de bússola e GPS.

Fonte: Diário de Marília.

Foto: Ricardo Prado.

Robinson Helicopters anuncia versão R66 Police

A Robinson Helicopters lançou em seu site as especificações da nova versão “Police” de sua aeronave R66 Turbine. O R66, o primeiro helicóptero do fabricante equipado com uma turbina, tem atualmente uma carteira de 380 pedidos, sendo que já foram entregues mais de 100 aeronaves a diversos clientes no mundo.

A aeronave demonstradora na versão Police, registrada como N660PD, é a 101º fabricada. Ele demonstra a possibilidade de integração com diversos acessórios e aviônicos essenciais a operação policial, como sistema de imageamento térmico FLIR Ultra 8000 em um suporte no nariz da aeronave, farol de busca, monitor interno de LCD, entre outros opcionais.

A Robinson Helicopter destaca as características de desempenho da nova aeronave, equipada com uma turbina Rolls Royce RR300, como três horas de autonomia e velocidade de cruzeiro acima de 125 kt e peso máximo de decolagem de 1.225 kg.

Outra estratégia de propaganda do fabricante e inovador é tornar público seus custos de aquisição da aeronave e acessórios individualizados, bem como o custo estimado de operação da aeronave, tudo em seu site.

Veja aqui o folder de especificações do R66 Police

Veja aqui o custo de aquisição da aeronave R66  e acessórios

Veja aqui o custo estimado de operação do R66 Turbine

Bombeiro 05 faz pouso na Av Brasil (RJ) para resgate de vítima de capotamento

Na última quinta-feira, dia 15 de março , a tripulação da aeronave “Bombeiro 05” do Grupamento de Operações Aéreas do CBMERJ realizou resgate aeromédica na Avenida Brasil.

O motorista que ficou em estado grave após ter colidido e capotado na principal via de acesso entre a zona oeste e o centro do Rio de Janeiro, necessitou ser removido para o hospital municipal Miguel Couto na zona sul da cidade.

Confira a reportagem do R7:

Por Maj BM Ricardo-GOA.

GRAESP em Altamira – Núcleo Operacional é realidade!

Pará – Com a implantação da base multimissão do GRAESP em Altamira, desde o início do mês de março, pilotos, tripulantes, mecânicos e todo o apoio solo já se encontram em caráter permanente nas missões em toda a região do maior município do mundo.

Essas equipes não atuarão somente no município de Altamira, pois tem a missão de cobrir toda a região do baixo Xingú e municípios circunvizinhos dessa região, confirmando os investimentos do Governo do Estado na capilarização das ações de segurança pública para todo o Estado do Pará.

O Grupamento Aéreo de Segurança Pública está se consolidando nos quatro cantos de nosso Estado, fazendo uma segurança pública de pronta-resposta. Muito em breve estarão também atuando em outros núcleos do interior do Pará, desconcentrando suas operações.

Fonte: GRAESP/PA.

Fênix 02 da PMDF resgata vítimas perdidas

No final da tarde de quarta (14/3), após serem vítimas de uma tentativa de roubo por dois suspeitos armados, três jovens empreenderam fuga para dentro de uma vegetação próxima ao Setor de Chácaras do Condomínio Sol Nascente na cidade de Ceilândia no Distrito Federal e se viram perdidos sob o íngreme capão.

Segundo as vítimas, Alessandro de Oliveira, Gabriel Ribeiro e Bruno Lopes Vieira, enquanto eles conversavam junto ao veículo de um deles, dois criminosos se aproximaram e anunciaram o roubo. Em virtude de o local ser ermo, os jovens temendo uma possível execução, iniciaram uma corrida para dentro da vegetação do local, embrenhando-se pelos morros da região enquanto, segundo eles, ouviam disparos feitos pelos criminosos.

Os jovens só pararam quando não restavam mais forças, quando então perceberam que estavam perdidos sobre um morro aberto. Então, decidiram ligar para a Polícia Militar na tentativa de um resgate cominado com a proteção aos criminosos.

De pronto, o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIADE) acionou o helicóptero policial que rapidamente chegou ao local e resgatou as vítimas com sucesso, após um pouso restrito e dificultado pelo relevo acidentado do local.

Participaram da ocorrência a guarnição do Fênix 02, composta pelo TC Gonçalves, 1º TEN Victor Viana, CB Godoy e SD Aender, a guarnição de prefixo 1926, comandada pelo SGT Fontinelle e os prefixos do GTOP 28 ambos do 8º BPM.

Fonte: PMDF.

GRAer/AM e IPAAM realizam fiscalização ambiental no interior do Estado

Nesta quinta-feira, 15 de março a aeronave Águia 01 do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar do Amazonas (GRAER) realizou voo de fiscalização ambiental juntamente com o IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).

Foram verificados mais de 40 pontos no município de Manacapuru, afastado cerca 40 NM de Manaus, onde estariam acontecendo extração e transporte ilegal de madeira e areia.

Os Fiscais Ricardo Lacerda e Lúcia Handa participaram da missão plotando os pontos sensíveis e os fotografando. “Após a construção da ponte do Rio Negro aumentou-se a especulação imobiliária, assim como facilitou-se o acesso a áreas onde antes só se chegava de balsa”, reforçou o Fiscal Ricardo.

“Mais uma vez podemos aferir a importância deste tipo de equipamento em nossa região, fizemos a cobertura de uma grande extensão de terra, em curto espaço de tempo e com eficácia”, complementou o Maj BM Carlos Tupinambá.

Fonte: GRAer/PMAM.

Corpo de Bombeiros de Santa Catarina e SAMU recebem novo helicóptero

No dia 09 de março, aconteceu a entrega do novo helicóptero do CBMSC e SAMU SC: o novo ARCANJO 01 é equipado com câmera de margeador térmico para apoio a operações de busca; farol de busca controlável para operações noturnas; sirene e megafone para orientação a banhistas; bambi bucket para operações de combate a incêndio florestal; corta cabos; sistema anticolisão; além de modernos equipamentos de navegação.

A aeronave teve um valor total de investimento de R$ 4.250.00,00; sendo R$ 2.500.000,00 oriundos da Secretaria de Estado da Saúde e R$ 1.750.000,00 do Fundo de Melhoria do Corpo de Bombeiros Militar, o qual também arcará com o custeio (combustível, manutenção e seguro) totalizando o mesmo valor disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde.

Além do helicóptero, foram entregues um caminhão de transporte de combustível (ATC), que transporta 3.000L de querosene de aviação; e uma viatura caminhonete 4×4 ao Batalhão de Operações Aéreas – BOA.

No dia 14 de março de 2012 as equipes do ARCANJO 01 e 02 atingiram a marca de 1.500 missões, conforme gráfico abaixo, com 1361 pessoas diretamente atendidas, e 1057 horas de vôo operacionais, desde a criação da OBM.

Dentre as autoridades presentes, encontravam-se o Exmº Governador do Estado, Sr Raimundo Colombo; o Secretário de Estado de Segurança Pública em exercício, Cel PM Fernando Rodrigues de Menezes; o Secretário de Estado da Saúde, Dr Dalmo Claro de Oliveira; o Secretário de Estado de Defesa Civil; Dr Geraldo César Althoff e o ex-Secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Sr César Souza Júnior; sendo que os três últimos receberam o Título Honorífico de Amigos do Corpo de Bombeiros Militar entregues pelo Cel BM José Luiz Masnik, Comandante Geral, pelo apoio e relevantes serviços prestados ao CBMSC.

Foram também entregues novos equipamentos, viaturas e embarcações ao CBMSC, que compõem a Força Tarefa do Bombeiros Militares Catarinenses.

Twitter: http://twitter.com/#!/ARCANJO_01

Facebook: arcanjo01_sc

Fonte: BOA e CCS do Cmdo Geral.

Ensaio sobre Aviação de Bombeiros e outras considerações

Com o objetivo de perpetuar ainda mais a memória do Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa, piloto de helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, publicamos três excelentes artigos que escreveu em junho de 2007 no seu Blog, denominado Resgate Aéreo.

Os artigos são, além desse, “E o fio estava lá” e “Como Montar uma Unidade Aérea de Bombeiros“. O seu Blog era voltado aos temas relacionados a aviação de Bombeiros no Brasil e no mundo e hoje encontra-se inativo.

O Comandante faleceu em um acidente aeronáutico em 09 de agosto de 2007, por volta de 14:00h, no Setor P-Sul da cidade de Ceilândia – DF, envolvendo um helicóptero do Corpo de Bombeiros (AS350BA, PT-HLZ). Estavam a bordo, além dele, o Cap BM José Frederico Assunção Magalhães e do 1.º Sgt Lélio Antônio da Rocha.

Esse ensaio é intrigante, desafiador e corajoso. Merece ser lido.

Luiz Henrique Andrade Barbosa (em memória)

Há algum tempo venho tentando escrever a respeito da aquisição da nova aeronave EC 135T2 feita pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal no final de 2004 e entregue no início desse ano (2007). Esse tema em especial, nos leva a discutir também outros assuntos inter-relacionados e que eu sempre quis explorar na forma de texto, mas nunca tive tempo nem coragem de abordar.

A vontade de discutir esse assunto vem da grande quantidade de questionamentos de toda a ordem feitos a mim e a outros pilotos da Corporação, sobre os “porquês” dessa compra. Muito desses questionamentos foram feitos por pessoas ligadas a aviação para-pública. Para ser sincero, fico preocupado quando pessoas com algum conhecimento na área levantam esse tipo de questionamento. Não sei se perguntam por desconhecimento ou por despeito. Aposto nas duas hipóteses.

Na verdade, sinto que ocorre no Brasil, especificamente na aviação de segurança pública, uma “miopia” sobre as missões de bombeiros. Não sei se o termo correto seria miopia, mas vou manter assim. Todos enxergam a missão, mas para alguns, essa imagem é um pouco embaçada e distorcida, nem tanto por despeito, mas por puro desconhecimento de causa.

Na prática, todas as unidades aéreo-policiais realizam tanto missões policiais quanto missões de bombeiros. Em tese, portanto, alguma experiência e vivência nessa atividade eles possuem. Esse fato decorre em parte, pela história dessas Corporações que sempre possuíram em suas estruturas organizacionais a presença do Corpo de Bombeiros.

Nas décadas de 80 e 90, muitos Corpos de Bombeiros se desvencilharam das Policias Militares, tornando-se independentes tanto operacionalmente como administrativamente. As exceções são os Corpos de Bombeiros do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, que desde a suas criações são independentes, não havendo nenhuma inter-relação histórica com a Policia Militar. De lá pra cá, pouquíssimos foram os Corpos de Bombeiros, que alcançaram uma plenitude operacional a ponto de se aventurar no mundo da aviação. Infelizmente essa é uma dura realidade.

Nesse mesmo período, ao contrário dos Bombeiros, um bom número de Corporações policiais introduziram ou ampliaram a atividade aérea em sua doutrina operacional, especialmente com o emprego de helicópteros. Consequentemente, elas não só realizavam missões policiais como também missões típicas de bombeiro. Cabe ressaltar, que as atividades de salvamento e resgate, sempre renderam uma boa imagem as Policias Militares, justificando a existência desse investimento e impulsionando o crescimento de todas as unidades aéreas no Brasil.

Nessa época, legitimamente as Corporações policiais realizavam tais operações, pois os bombeiros faziam parte da mesma organização. A questão que se levanta atualmente, antes de retornarmos ao assunto da compra de uma aeronave biturbina para o Corpo de Bombeiros, é que, na maioria dos Estados onde já existem Corpos de Bombeiros independentes, as operações aéreas realizadas hoje pelas Policias Militares, ocorrem à revelia dos Bombeiros.

Quanto à miopia geral que se abateu sobre as unidades aéreas policiais, eu entendo que o foco principal dessas unidades sempre foi e sempre será a missão policial, e com o passar dos anos e o natural afastamento da vivência das atividades dos Bombeiros, esse foco ficou ainda mais forte. Essa miopia ocorre por serem, antes de tudo, unidades policiais puras. Constituídas em sua totalidade por policiais, formados e doutrinados para essa atividade.

Por mais que se diga, “eles também realizam missões de bombeiro”, eles não são bombeiros. Na verdade, durante um momento, eles estão bombeiros. Eu também, em minha unidade, esporadicamente realizo missões aeropoliciais. Mas eu não sou policial! Por mais que eu me esforce e, com toda a minha bagagem operacional em aviação, sempre faltará algo para que eu possa potencializar em toda a plenitude o que uma missão policial requer.

Missões de bombeiro são mais bem executadas por bombeiros, missões policiais são mais bem executadas por policiais! Isso é óbvio. Só não enxerga que não quer.

Há exceções!

Em São Paulo, por exemplo, o Corpo de Bombeiros ainda é parte integrante da Policia Militar, e no Grupamento aéreo daquela Corporação, existem bombeiros em seus quadros, o que dá aquela unidade o espírito e a vivência de que falei anteriormente. Motivo pelos quais tantos são os avanços em nossa atividade oriundos daquele grupamento.

Dessa forma, unidades policiais puras, jamais se esforçarão para alcançar a excelência na missão que não lhe compete. E jamais compreenderão as necessidades da atividade realizada pelos Bombeiros.

Certo dia, conversando com um piloto policial – “Puro sangue”, começamos a conversar a respeito de alguns equipamentos essenciais para as nossas missões e a necessidade urgente que tínhamos de adquirir tais materiais. Ao longo da conversa, percebemos que divergíamos cada vez mais, cada um defendendo o seu ponto de vista a respeito de qual equipamento era mais imprescindível do que o outro.

Depois de muito tempo de discussão, percebemos que defendíamos corretamente o nosso ponto de vista, com o foco em nossas necessidades. Porém, as necessidades de uma unidade aérea de Bombeiro são bem diferentes das necessidades de uma unidade aérea policial. Desde a utilização de equipamentos e de treinamento de pessoal até das características de suas aeronaves!

Nós, Bombeiros, jamais compraremos equipamentos tipicamente policiais para melhorar nossa eficiência quando esporadicamente realizamos missões em apoio às polícias civil ou militar. Se tivermos que utilizar nossos recursos, utilizaremos em equipamentos que tornarão as nossas missões mais efetivas.

Seguindo esse raciocínio, qual Corporação policial investirá na compra de um helicóptero ideal para missões de Bombeiro se tal missão não lhe compete?

Em Brasília, a história da aviação de segurança pública remonta de meados dos anos 80, quando foi adquirido pelo governo do Distrito Federal o seu primeiro helicóptero. Esse por sinal, foi destinado ao Corpo de Bombeiros que a época, repassou a Secretaria de Segurança Pública para utilização conjunta com todos os demais órgãos integrantes daquela secretaria.

Durante mais de 10 anos, Brasília operou sua aviação de maneira “integrada”. A partir de 1996, ocorreu a divisão das aeronaves e o inicio das operações independentes. Nessa época, o Governo do DF já possuía 03 helicópteros modelo esquilo. Cada um destes foi destinado a um segmento.

Desse período, ficaram vários ensinamentos importantes. Um deles é que todos nós da área da aviação de segurança pública ocupamos a mesma “grande árvore”, mas cada macaco no seu galho! Policia é policia, bombeiro é bombeiro.

Durante esses mais de 10 anos operando “integrado”, todos os pilotos atuaram nos diversos tipos de missão, tanto missões policiais quanto de bombeiro. Desse período, restou a confirmação de que não basta ter uma boa tripulação, se essa não conhece profundamente a missão a ser executada, se não veste a camisa da Corporação apoiada e se não tem a vivência e a experiência necessária daquela profissão. A operacionalidade de uma tripulação se faz muito mais com o conhecimento da profissão do que propriamente com a proficiência de vôo.

Devemos lembrar que o helicóptero é apenas mais um recurso disponível entre tantos outros para que a Corporação execute a sua missão. Portanto, um experiente piloto de helicóptero, que não é policial ou bombeiro, até irá executar uma atividade operacional, mas certamente, o aproveitamento não será igual à de um profissional da área. O mesmo exemplo se aplica a um Piloto Policial ou Bombeiro atuando pela primeira vez em uma missão offshore.

O que ocorre, portanto, é que existem muitas unidades policiais realizando missões de bombeiro, mas, sem o compromisso real de desenvolver essa atividade. Soma-se a isso, o desconhecimento profundo sobre as minúcias de nossa profissão.

Em unidades aéreas “integradas”, a teoria e a prática caminham em lados opostos. Na teoria, a integração existe e todas as Corporações estão felizes e satisfeitas em trabalharem juntas em prol da sociedade. Na prática, uma verdadeira guerra de vaidades e disputas sobre de quem é a missão mais importante.

O poder político junto à secretaria e ao governo do Estado, dita a regra de quem dá as cartas. Nesse jogo, a missão do bombeiro é a menina dos olhos, mas os bombeiros estão no fim da fila das prioridades. Isso aconteceu em Brasília durante quase 11 anos. Eu sei o que estou falando.

Vamos voltar ao nosso assunto inicial.

Recentemente, um piloto policial, em tom bastante soberbo, disse a mim que não entendia o porquê da utilização pelo CBMDF de uma aeronave no padrão do EC 135? Iniciei minha resposta, voltando a ele outra pergunta. Porque você acha isso? Ele me respondeu apenas o seguinte:

O Distrito Federal é muito pequeno para a utilização de uma aeronave biturbina. Uma aeronave do tipo esquilo é mais do que suficiente para as “nossas” missões.

Respondi mais ou menos assim:

Nossas missões? Mas as nossas missões são diferentes!

Concordo que o esquilo é realmente uma plataforma ideal para as missões policiais e até cumpre, em parte e com ressalvas, uma boa parcela das missões dos Corpos de Bombeiros. Devemos todos entender, que na verdade não existe helicóptero ruim, todos os helicópteros são muito bons. Existem sim, helicópteros sendo utilizados em missões para as quais ele não foi projetado. Erradamente, passamos a condenar um helicóptero porque ele não faz o que queremos ou da maneira que queremos.

Nós forçamos a barra. O errado somos nós.

O esquilo foi durante muito tempo para o CBMDF a sua tábua da salvação, a sua coluna mestra. Era o que tínhamos e não tivemos escolha nesse caso.

Ao longo de mais de 20 anos de operação, nossa aeronave realizou de tudo um pouco. De resgates espetaculares a transporte de papai Noel. Somando mais de 6000 horas de vôo e de bons serviços prestados a comunidade do Distrito Federal. Nenhum acidente ou incidente grave registrado.

No inicio de nossas atividades independentes, lá em 1996, tínhamos a necessidade de justificar a nossa existência. O que importava acima de todas as outras coisas era a quantidade de operações e a visibilidade resultante dessas. Tínhamos que solidificar a atividade. A qualidade do atendimento pouco importava no inicio, motivo pelo qual, para nós, o esquilo continuava a ser o ideal. Tínhamos um helicóptero! Acreditávamos cegamente que ele por si só já era um recurso que agregava qualidade ao atendimento.

Com o passar dos anos, conseguimos solidificar a existência de nossa unidade aérea. A Corporação começava a se acostumar com a presença do helicóptero e se ambientar com a atividade. Com o conhecimento, veio logicamente uma visão mais crítica e analítica sobre o que estávamos fazendo. Quando começamos a nos acostumar com a atividade, começamos também a percebê-la com outros olhos. Ela era boa, facilitava as coisas, ganhávamos tempo, reduzíamos as distâncias, mas, e a vítima? A qualidade do atendimento em relação à vítima e aos procedimentos de emergência não estava adequada.

A missão sempre era realizada, mas tínhamos a impressão que algo não estava certo, faltava principalmente espaço. Espaço pra vítima, espaço pros tripulantes, espaço para os equipamentos. Esses aspectos levavam a eficiência do socorro lá pra baixo. Muitas vezes uma das portas traseiras tinha que ir aberta. Isso agravava o quadro clínico do paciente por conta da queda da temperatura. Pouquíssimos eram os médicos se sentiam a vontade e confortáveis com o ambiente de cabine. Eles passaram a questionar a viabilidade do transporte aéreo naquelas condições. A segurança de vôo também ficava comprometida.

Sempre tivemos também, um volume muito grande de missões no período noturno, e nessas missões, ficava sempre a impressão que também faltava-nos algo, a aeronave não transmitia a segurança necessária para a execução dessas operações.

Passamos a questionar a nossa eficiência e a buscar um culpado. O helicóptero era sempre o culpado.

Quando então consolidamos realmente a atividade, nossa preocupação passou a ser a qualidade do nosso atendimento. A quantidade já pouco importava. Não queríamos voar nem mais nem menos do que voávamos. Queríamos voar o necessário quando necessário. Mas com qualidade.

Nesse período já registrávamos uma demanda de atendimentos que já justificaria a aquisição de mais uma aeronave. Voávamos bem e com uma constância que garantia uma média de mais de 60 ocorrências ao mês. E um detalhe, esse número não é de vôos realizados, e sim de ocorrências atendidas. Com o nome da vítima transportada, local da ocorrência, hospital conduzido, hora de início e término da operação, etc. Para nós, cada hora voada representa pelo menos duas ocorrências atendidas.

Falo isso, porque é muito fácil acharmos unidades aéreas policiais que festejam recordes de horas voadas ao ano. Quando vamos aos registros desses vôos, todas essas horas produziram números pífios em relação à produtividade desejada. E quando são questionados a respeito, sempre apresentam resultados subjetivos e pouco convincentes.

“Realizamos um trabalho ostensivo e preventivo, que resultou na redução dos números da criminalidade e no aumento da sensação de segurança da população”. Pergunto então: Todas essas horas resultaram em quantos criminosos presos pela ação objetiva e direta da aeronave? Quantos veículos deixaram de ser roubados pela ação ostensiva do helicóptero? Essa unidade tem como provar a relação de causa e efeito entre ação da aeronave e a melhoria dos números da criminalidade?

Pessoalmente acredito na importância do helicóptero para as polícias. Mas somente tenho a “sensação” de que efetivamente o helicóptero produz melhorias técnicas objetivas e subjetivas na qualidade do policiamento.

Na verdade, já ouvi de muitas pessoas que quando vêm o helicóptero da Policia voando baixo e em círculos sobre algum local, com os tripulantes à porta com seus fuzis à mostra, a sensação real é de completa insegurança. Passa-se a impressão de que algo está errado, aconteceu algo ruim e perigoso, o problema está aqui bem perto da minha casa! A criminalidade já chegou até aqui!?

Essas ações ao contrário do esperado, produzem mais medo. O leigo, o cidadão comum não vê nessas ações, o poder dissuasor do estado, a pro-atividade da polícia no emprego de uma tecnologia de ponta. Só enxergam a reatividade tardia do estado e a confirmação de que a segurança está falha.

Por outro lado, as operações dos Bombeiros são vistas como “obra de heróis”. O fato de pousar aquele helicóptero “tão grande” no meio da via pública para resgatar uma pessoa ferida é quase a providência divina. Nesse caso, o Estado se apresenta positivamente, pois mesmo sendo reativo ao acontecimento trágico, ele demonstra eficiência técnica e disponibilidade de meios em prol da comunidade. Todo mundo gosta de saber que se tiver a infelicidade de se envolver em um grave acidente, poderá contar até com um helicóptero para o seu resgate.

A grande diferença em relação às operações de Bombeiros e as missões policiais, é que o emprego do helicóptero em qualquer missão de bombeiro, produz efeitos objetivos, visíveis e mensuráveis. A ação pode ser rapidamente catalogada e rende números positivos às estatísticas operacionais. Motivo pelos quais as unidades aéreas policiais não querem deixar de realizar as missões típicas de bombeiro.

Felizmente ou infelizmente, essa é a realidade entre essas duas atividades.

Voltando ao assunto, passamos a entender então, que a melhoria da qualidade não viria se não buscássemos uma solução ideal. Nada paliativo resolveria.

Comprar mais um esquilo ou outra aeronave similar seria apenas comprar mais do mesmo. E pior, o que já era um problema passaria a ser dois problemas. Teríamos dois helicópteros, mais as dificuldades permaneceriam. Na verdade as dificuldades dobrariam.

De todo esse longo processo de aprendizagem, vi que, na fase inicial de aquisição de uma aeronave, nunca podemos nos ater ao modelo. Hoje, a grande falha nas compras de aeronaves no segmento da segurança pública está no fato das pessoas olharem primeiro para as aeronaves e só depois para a missão.

– É isso que você está fazendo agora. Você questiona a aeronave sem olhar para a nossa missão. Disse ao companheiro policial.

Todo vez que surge a possibilidade de alguma Corporação adquirir um helicóptero, somos todos forçados, quase que obrigados a acreditar e a aceitar dos representantes, que o seu produto é o ideal para as nossas missões. Quando surge alguma limitação no helicóptero, eles não buscam solucionar os problemas de seu produto, ao contrário, a empresa passa a questionar os nossos métodos operacionais e a nossa doutrina. Nós é que estamos fazendo a coisa errada.

Desse modo, e sem perceber, passamos a ajustar nossas operações às limitações das aeronaves oferecidas no processo licitatório. O que é completamente errado e inverte a lógica da compra. “Agora não vamos mais operar guincho como recurso de resgate, pois nossa nova aeronave não pode operar esse equipamento”. “O Bambi Bucket ideal para as nossas missões é o de 545 litros, pois o guincho de nossa aeronave só pode suportar essa carga”. “Não podemos mais voar de portas abertas, pois essa aeronave não possui portas corrediças”.

Quando surgiu a possibilidade de adquirimos mais um helicóptero, foi nos dada à missão e a liberdade para escolhermos uma aeronave que atendesse plenamente às nossas necessidades operacionais. Essa é a lógica que devemos seguir e foi á lógica que seguimos.

Primeiro, devemos definir claramente nossas missões:

– O que fazemos?
– Como fazemos?
– Quais as nossas necessidades e limitações atuais?

Considere tudo que possa influenciar negativa e positivamente a sua operação.

Respondida essas perguntas iniciais, podemos então desenhar o perfil da aeronave ideal para as nossas atividades. Veja que o foco da escolha está na missão e não na aeronave. Primeiro devemos definir a missão pra depois escolhermos as ferramentas! Muitos escolhem as ferramentas pra depois definir a missão. É um grande erro.

Vale ressaltar que quando nos referimos as ferramentas, ainda não estamos falando do modelo da aeronave, do fabricante, etc. Estamos falando das características técnicas que essa aeronave deverá possuir para que possa atender aos requisitos técnicos de nossa Corporação.

Antes de iniciarmos o nosso processo, definimos que uma aeronave para as missões do Corpo de Bombeiros deve possuir de um modo geral, no mínimo, as seguintes características: Grande versatilidade operacional; dimensões externas e internas compatíveis com as características de operação da Corporação sejam em áreas urbanas como florestais; disposição interna das macas que facilite o trabalho das equipes médicas e dos Tripulantes Operacionais; capacidade de transporte de até 02 pacientes mais tripulação com pelo menos 01 tripulante operacional e 02 pilotos, capacidade de realizar partidas rápidas e consecutivas; grande reserva de potência; grande capacidade de carga interna, assim como, no gancho e no guincho; boa velocidade de cruzeiro; bom alcance operacional; boa autonomia; baixo nível de vibração; baixo nível de ruído; manutenção fácil e custo compatível; presença de tecnologias que reduzam a carga de trabalho e elevem a segurança de voo; grande segurança nas operações com baixa altura e baixa velocidade fora do efeito solo.

Encima desses requisitos, montamos o nosso processo. Logicamente, outros aspectos muito importantes foram lembrados. Sendo esses tão importantes quanto aos citados anteriormente.

Lembro ainda, que os Corpos de bombeiros de um modo geral sempre tiveram grandes dificuldades para adquirir suas viaturas. As viaturas de Bombeiro são caríssimas, grandes e na maioria dos casos são importadas. Isso sempre foi um grande empecilho para as Corporações. Enquanto as policias compram centenas de viaturas de uma só vez, nós Bombeiros, compramos dois carros de combate a incêndios a cada década! Passando para a atividade aérea, essa realidade se repete. Tudo é mais complexo, tudo é mais caro.

Em 2005 tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o serviço aéreo do Corpo de Bombeiros da Cidade de Los Angeles, do Condado de Los Angeles e da Guarda Costeira Americana. Foi uma experiência incrível, pois pude perceber as semelhanças e diferenças entre aqueles serviços aéreos e o nosso.

Em relação às aeronaves, percebi que os helicópteros de todos esses serviços eram de porte médio pra cima. Perguntei ao Piloto Chefe do serviço aéreo do Corpo de Bombeiros da Cidade de Los Angeles, Capt. Paul Chester, porque eles não utilizavam aeronaves menores? Porque não nos serve! Respondeu ele diretamente.

A única aeronave de porte pequeno que é utilizada naquele serviço é um BELL LONG RANGER III, utilizado como plataforma de observação e comando, dotada de imageador térmico e transmissão de TV. As demais aeronaves são BELL 412 (04 helicópteros). Já os Bombeiros do Condado de Los Angeles utilizam 03 FIREHAWK e 01 BELL 412. A base de Los Angeles da Guarda Costeira é dotada por 04 DAUPHINS.

Veja que em todos os serviços aéreos citados, a missão principal é o resgate. E em todos eles, a plataforma é uma aeronave de porte elevado. Essa é a realidade e o padrão ideal para as missões de resgate.

Na Europa, tive a oportunidade de conhecer o serviço alemão de Resgate, o ADAC, e verifiquei que a aeronave padrão daquele serviço, considerado o melhor da Europa e um dos melhores do mundo, é o EC 135. Eles ainda utilizam o modelo BK 117, o MD 902 e o moderno EC 145. São mais de 30 helicópteros espalhados por toda a Alemanha.

Você pode dizer: Mais você citou exemplos de primeiro mundo. Lá a realidade é outra. Mas essa é a questão! É essa realidade que temos que perseguir.

Temos que olhar para o primeiro mundo se quisermos alcançar a excelência de que tanto procuramos. Quando começamos a nos preocupar com a qualidade de nosso serviço, tínhamos que observar o que existia de melhor no mundo. E achamos nos estados unidos e em vários países da Europa as respostas que procurávamos. É possível chegar lá e estamos já bem próximos disso.

Só pra exemplificar, qual foi a minha surpresa, durante um seminário de resgate aeromédico em Barcelona, quando constatei que existem serviços aéreos de resgate na Europa muito menos estruturados e equipados do que o serviço aéreo do Corpo de Bombeiros de Brasília. Parece exagero mais é a pura realidade.

Na Espanha, por exemplo, a grande maioria dos serviços sofrem com a falta de estrutura em suas bases operacionais. Faltam centrais de comunicação e alojamentos adequados para as tripulações, falta coordenação entre as equipes de socorro em terra e as aeronaves. Eles não se comunicam na mesma frequência!

Quando mostrei as fotos de nossa base em Brasília e de algumas missões reais, os espanhóis não acreditaram que em Brasília tínhamos essa capacidade, esse nível de organização e coordenação. Portanto, não estamos longe da excelência desejada. Alcançá-la é difícil, mas não impossível. A compra dessa aeronave e a sua entrada em operação inaugura a fase final que almejamos na melhoria da qualidade de nosso atendimento.

Estamos operando o EC 135T2 desde o começo desse ano (2007). E operacionalmente desde maio. A diferença entre o ESQUILO BA e o EC 135T2 é brutal. Tivemos que remodelar nossa Doutrina operacional em quase 80%. Muitas das dificuldades que tínhamos foram sanadas e os problemas que hoje encontramos estão relacionados muito mais com a adaptação ao novo equipamento do que com a existência de alguma limitação da aeronave.

Hoje é possível transportarmos até dois pacientes, mais os nossos 02 tripulantes e os 02 pilotos. Voamos sempre com as portas fechadas. A aeronave é toda configurada para o transporte aeromédico, o que mantém todos os equipamentos necessários em seus devidos lugares, sem ocupar espaços que prejudicam os trabalhos junto ao paciente.

A disponibilidade de potencia é confortável mesmo operando a 4500’ de altitude. A velocidade é outro aspecto importantíssimo para nós. O ESQUILO BA era muito limitado nesse aspecto. Já o EC, cruza muito mais rápido, o que amplia em muito as chances do paciente.

Nas operações noturnas, o EC 135 é realmente incomparável. A estabilidade em voo fornecida pelo Sistema de Estabilização Automática – SAS é uma tranquilidade para a tripulação que aliada ao potente NIGHTSUN, fazem do voo noturno apenas mais um voo. Por fim, a segurança de ter dois motores ao seu comando, torna tudo mais fácil e tranquilo.

Estamos convencidos que o caminho para a excelência está traçado. É uma questão de tempo e ajustes normais. Temos uma boa base, bons profissionais e bons equipamentos. Temos uma Doutrina de operações e de segurança de vôo sólidas. Temos recursos orçamentários para mantermos nossa atividade. Então, Nos resta voar, pairar, salvar!!!!

Bom companheiro. Espero que eu tenha respondido o seu questionamento.

O policial meio sem jeito e com um sorriso um pouco amarelo, respondeu que estava bem explicado. Mas, sinceramente, acho que ele não gostou muito da explicação. Na verdade, acho que ele descobriu que não conhece nada de missão de bombeiro. E eu, descobri que ele sofre de uma forte dor de cotovelo por não possuir uma segunda aeronave do porte do Corpo de Bombeiros.

A vida é assim.

Por fim, acredito firmemente no futuro da aviação de segurança pública. Seja policial ou de Bombeiros. Ambas possuem potencial para crescer independentemente uma da outra. Para isso, problemas estruturais graves devem ser resolvidos.

Precisamos corrigir as falhas existentes na legislação que nos regula. Precisamos acabar com as disputas e guerras de vaidades entre as Corporações para que possamos juntos, alcançar objetivos comuns.

Para os Bombeiros do Brasil fica o meu recado:

Só uma coisa torna um sonho impossível. O medo de realizá-lo.

O Autor: Esse artigo foi publicado em 04 de junho de 2007 pelo Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em seu Blog. Ele era Oficial de Segurança de Voo e voava EC135 e AS350BA do CBMDF.

E o fio estava lá!!!!

Com o objetivo de perpetuar ainda mais a memória do Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa, piloto de helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, publicamos três excelentes artigos que escreveu em junho de 2007 no seu Blog, denominado Resgate Aéreo.

Os artigos são, além desse, “Ensaio sobre aviação de Bombeiros e outras considerações” e “Como Montar uma Unidade Aérea de Bombeiros“. O seu Blog era voltado aos temas relacionados a aviação de Bombeiros no Brasil e no mundo e hoje encontra-se inativo.

O Comandante faleceu em um acidente aeronáutico em 09 de agosto de 2007, por volta de 14:00h, no Setor P-Sul da cidade de Ceilândia – DF, envolvendo um helicóptero do Corpo de Bombeiros (AS350BA, PT-HLZ). Estavam a bordo, além dele, o Cap BM José Frederico Assunção Magalhães e o 1.º Sgt Lélio Antônio da Rocha.

Essa rica experiência certamente aumentará o nível de alerta de todos os aeronavegantes.

Luiz Henrique Andrade Barbosa (em memória)

No ano passado (2006), por muito pouco o helicóptero em que eu pilotava não colidiu com uma fiação que cruzava a BR 060, rodovia que liga o Distrito Federal a cidade de Goiânia – GO. Foi por muito pouco mesmo. O interessante é que todo o procedimento operacional e de segurança adotado por minha unidade aérea foi cumprido.

Ao bloquear o local, circulei o ponto do lado do Co-piloto para que ele e o tripulante da esquerda “clareassem” a área identificando os obstáculos significativos como fiação, torres, antenas, veículos, pessoas, áreas e ou situações de perigo em potencial para a nossa operação.

Terminada essa primeira passagem, circulamos na direção oposta para que todos os tripulantes posicionados do outro lado, incluindo eu, tivessem também o conhecimento sobre a área sobrevoada, confirmando a presença de todos os obstáculos anteriormente observados. Feito isso, confirmei se toda a tripulação tinha identificado à área de pouso, se todos tinham visto os obstáculos e se havia alguma outra observação a mais a ser feita.

Imagens: Utilities Aviation Specialists, INC - USA.
Imagens: Utilities Aviation Specialists, INC – USA.

– Então podemos pousar? Sempre faço esse questionamento.

Por último, informei qual seria a entrada para o pouso baseado no vento predominante, nas condições do terreno e na situação do acidente lá embaixo.

Como nada mais foi dito ou perguntado, então informei que ingressaria na final para o ponto definido. Eu costumo fazer minha final pra pouso e minha posterior decolagem, mantendo-me sempre sobre a rodovia. Geralmente não costumam “plantar” postes no meio da pista. Aproximo para um ponto imaginário na vertical da área escolhida sempre em uma altura superior a uma possível fiação que esteja cruzando a via. Na curta final, se já for possível garantir que realmente não há fiação cruzando, prossigo direto até o toque no solo.

Tudo isso parece um processo longo e demorado, mas não é. Com o tempo ele passa a ser executado de forma natural e bastante dinâmica.

O mais importante de todo esse procedimento, e de qualquer outro envolvendo missões operacionais, é não nos envolvermos demais com os acontecimentos lá de baixo, para que não deixemos de executar algo necessário a segurança do vôo.

Isso realmente pode acontecer e influencia demais as atitudes a serem tomadas pela tripulação como um todo. O envolvimento emocional com a situação em terra pode nos levar a cometer falhas durante uma operação. O fato da vítima está em estado crítico ou por se tratar de uma criança, por exemplo, pode gerar no piloto e na tripulação, uma ansiedade de pousar logo para resolver a situação, o que acaba fazendo com que ele negligencie a segurança, pulando etapas importantes ou passando rapidamente por outras. Isso é uma verdadeira armadilha!

No meu caso, a presença do fio só foi notada na decolagem. Apesar de todos os cuidados relatados acima. Ninguém durante o reconhecimento visualizou a fiação que cruzava a rodovia. A bem da verdade, ela era quase invisível, “imperceptível a olho nu”.

Após o embarque das vítimas, iniciamos os procedimentos para a decolagem. O Piloto, durante esse momento, deve se manter muito atento à presença de fios, e foi isso que o nosso Co-Piloto fez (Graças a Deus!). Mas o que chamou a sua atenção foi um poste ao lado da rodovia. Quando ele percebeu a sua presença, ele buscou visualizar se havia alguma fiação que partia ou chegava nesse poste. Não tem aquele ditado, onde há fumaça há fogo. Então, onde há poste há fio. Ele acabou notando a presença de uma fiação e tentou ver pra que lado ela ia.
A aeronave já estava na decolagem!

Quando ele viu que essa fiação não seguia paralela à via, e sim, que ela cruzava a pista, só deu tempo de dizer:

Olha o Fiiiioooo….oooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A fiação já estava bem a nossa frente.

Instintivamente dei uma cabrada na aeronave e um “gás” de coletivo. Foi o suficiente para ultrapassarmos o maldito fio.

Fomos salvos pelo poste!!!!!

Cada vôo que eu faço e cada missão que eu cumpro, aprendo algo novo. Nesse, descobri que temos que acreditar desconfiando. Jamais acredite nos seus sentidos. Nem sempre conseguiremos ver tudo. Nesse caso, todos nós achávamos que não havia fiação, pois fizemos tudo que tinha de ser feito, mas ela estava lá e por pouco não causou um grande problema.

Imagine se fosse à noite? Certamente não iríamos perceber a fiação.

Portanto, nós que atendemos a centenas de ocorrências todos os anos, de dia e de noite, pousando nos lugares mais improváveis que existem, vamos atentar para o fato que nem sempre vemos o que queremos ver. E o fato de não vermos alguma fiação, não quer dizer que ela não esteja lá. Acredite desacreditando, confie desconfiando. Pois “seguro morreu de velho”.

Sempre acredite na existência de um obstáculo nas proximidades de seu ponto de pouso, se pensar assim, você certamente não vai tomar um susto como eu tomei.

Bons vôos, bons reconhecimentos e pousos e felizes decolagens.

O Autor: Este artigo foi publicado em 04 de junho de 2007 pelo Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em seu Blog. Ele era Oficial de Segurança de Voo e voava EC135 e AS350BA do CBMDF.

Como montar uma Unidade Aérea de Bombeiros

Com o objetivo de perpetuar ainda mais a memória do Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa, piloto de helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, publicamos três excelentes artigos que ele escreveu em junho de 2007 no seu Blog, denominado Resgate Aéreo.

Os artigos são, além desse, “Ensaio sobre aviação de Bombeiros e outras considerações” e “E o fio estava lá!”. O seu Blog era voltado aos temas relacionados a aviação de Bombeiros no Brasil e no mundo e hoje encontra-se inativo.

O Comandante faleceu em um acidente aeronáutico em 09 de agosto de 2007, por volta de 14:00h, no Setor P-Sul da cidade de Ceilândia – DF, envolvendo um helicóptero do Corpo de Bombeiros (AS350BA, PT-HLZ). Estavam a bordo, além dele, o Cap BM José Frederico Assunção Magalhães e o 1.º Sgt Lélio Antônio da Rocha.

Luiz Henrique Andrade Barbosa (em memória)

Desde o ano passado (2006) tenho recebido muitos questionamentos sobre como montar uma unidade aérea de Bombeiro? que aeronave comprar? como estabelecer uma doutrina de operação? etc.

Hoje, a vontade de se adquirir uma aeronave e começar a voar é muito grande em todas as Corporações. Estamos passando por um grande momento de nossa aviação após a criação do Conselho Aeropolicial e da efetiva participação dele nas operações de segurança do Pan do Rio de Janeiro.

Porém, não se tira uma aeronave da cartola. Não se monta uma unidade aérea em “toque de caixa” e nem se consegue administrar essa atividade sem um mínimo de estrutura e experiência. Como estrutura, entenda um quadro de pilotos com experiência, mecânicos, hangar, seguro aeronáutico e um bom contrato de manutenção, peças e serviços.

Foto: Eduardo Alexandre Beni.
Foto: Eduardo Alexandre Beni.

Senhores, não dá para se aventurar na aviação da mesma forma que os “antigos” fizeram lá na década de 80. Eram outros tempos, outras visões e oportunidades. Hoje as coisas estão muito mais complexas e os investimentos devem ser feitos com base em argumentos sólidos e em um planejamento correto.

Algumas Corporações estão buscando suas próprias aeronaves, mas não sabem bem ao certo nem por onde começar a errar. Sabem que e é importante esse tipo de atividade, mas não sabem como demonstrar isso. Hoje as Polícias Militares compartilham muito desse processo sempre que uma Corporação busca criar a sua atividade.

Os Corpos de Bombeiros ao contrário, se cercam de precauções e de uma auto suficiência inacreditável (coisa de bombeiro sabe tudo e faz tudo) que acaba levando todo o projeto para o buraco. Recentemente um Oficial que está muito empenhado em adquirir uma aeronave para o seu Estado se espantou com o orçamento necessário para se manter uma unidade aérea.

Isso depois de terem garantido a ida de alguns pilotos para a formação básica em São Paulo. Entraram numa festa sem saber o quanto vão pagar na saída. E agora? Isso é um grande erro e um grande perigo para o sucesso dessa empreitada. Um bom exemplo da nova metodologia para implantação de uma unidade aérea se deu na Bahia onde foi realizado um trabalho longo de planejamento e um processo sem atropelos de implantação e desenvolvimento da unidade.

Hoje já estão operando conforme o previsto. Em todo processo de mudança organizacional como é o caso da implantação de uma unidade aérea, o maior risco é a pressa na execução dessa mudança. Em grande parte das vezes, a velocidade da mudança é a chave para o insucesso do projeto.

Deve-se lembrar ainda, que em nossas Corporações, existem muitas resistências sobre a utilização de aeronaves tendo em vista os custos que elas envolvem. Somos unidades terrestres, não temos em nossas raízes a cultura da aviação. Não pensamos como aeronautas. Pensamos como Bombeiros! Então, não se deve deixar de lado um trabalho muito difícil que é o do convencimento e esclarecimento sobre a importância da atividade para a Corporação.

Por último, não inicie a criação de sua unidade olhando para um determinado modelo de aeronave. Olhe para a sua missão, foque nas suas necessidades atuais e futuras, observe as características de sua região e a cultura de sua Corporação.

Busque uma aeronave tendo com base a sua operação e a sua capacidade de gestão de pessoal e de recursos. Lembre-se também das parcerias, elas podem ajudar e muito. Antes de voar, ponha os pés no chão e a cabeça no lugar. Não se aventure olhando simplesmente o que está acontecendo em Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais e copie os nossos modelos.

São realidades diferentes, Corporações diferentes, regiões diferentes, missões diferentes, orçamentos diferentes. Não se pode copiar e colar simplesmente. O que funciona em Brasília pode não funcionar no Rio de Janeiro e vise e versa. Muita coisa se aproveita, mas nem tudo.

Podemos sim ajudar e muito, especialmente na identificação dessas necessidades, no perfil, mas adequado de aeronaves segundo suas operações, na elaboração de um projeto de implantação e no treinamento e qualificação de pessoal. Quem quer crescer não pode se fechar.

Estamos à disposição e torcendo pelo sucesso dos nossos Bombeiros em todo o Brasil.

Boa sorte.

O Autor: Este artigo foi publicado em 04 de junho de 2007 pelo Comandante Luiz Henrique Andrade Barbosa do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em seu Blog. Ele era Oficial de Segurança de Voo e voava EC135 e AS350BA do CBMDF.

Queda de helicóptero mata chefe de polícia na Nigéria

Um helicóptero da polícia caiu no centro da Nigéria na quarta-feira (14/3), matando um chefe de polícia do país e três outros policiais. O trágico acidente ocorreu por volta da 11:30h em Jos, Estado de Plateau. Os policiais estavam em patrulha aérea de rotina antes do acidente.

A Polícia da Nigéria anunciou a morte do DIG (deputy director general – vice-inspetor geral da polícia) Haruna John, encarregado das operações e dos outros três policiais que estavam a bordo da aeronave e que também morreram, o piloto – ACP Garba Yalwa, o copiloto – CSP Alexander Pwol-Ja e o sargento Sonatian Shirunam.

Um repórter da Reuters na cidade central de Jos viu o helicóptero “mergulhar” em chamas antes de cair entre dois edifícios em Rukuba, área de Jos.

“Eu vi uma bola de fogo enorme que desceu do céu e pensei: “o que é isso'”, disse testemunha Oluchi Direita, 26, estudante de pós-graduação. “Ele bateu no chão.” Todos foram carbonizados.

A Nigéria, como muitos países africanos, tem um registro de segurança de voo muito precária, embora tenham sido feitos esforços para melhorá-la desde uma série de desastres aéreos ocorridos em 2005.

Fonte: Reuters, Nigeria Police Force e Nigerian Tribune.

Águia 11 auxilia bombeiros em acidente de trânsito e na sequência prende procurado pela justiça

Apoio ao Corpo de Bombeiros – Em 14Mar12, por volta das 09h10, um veículo Gol colidiu frontalmente com um ônibus para transporte de trabalhadores rurais, em uma estrada de terra, próximo a Usina Colombo no município de Palestina-SP.

O Águia 11 da Base de Radiopatrulha Aérea de São Jose do Rio Preto decolou com destino ao local do acidente com a tripulação, embarcando também 2 Bombeiros Militares e equipamento Hidráulico para retirada de vítima presa nas ferragens. Pelo local a vítima foi encontrada com Pulsação e foi realizado auxílio ventilatório e encaminhado ao PS local pela equipe do Corpo de Bombeiros.

Apoio ao policiamento – No mesmo dia, por volta das 12h00, a mesma tripulação realizou a prisão de um indíviduo que se evadiu das viaturas adentrando em mata fechada, o que dificultou o trabalho dos policiais em solo, sendo necessário o apoio do Águia.

O indíviduo era procurado pela justiça e havia fugido na madrugada, mas só foi localizado pela aeronave durante o dia. Por não haver Policiais próximos e o local ser de difícil acesso, houve a necessidade do desembarque da tripulação. Os tripulantes do Águia desembarcaram e realizaram a prisão.

Piloto Policial.

Fotos: Divulgação.

 

Do bem helicóptero da PM de Brasília

Pousado no Parque da Cidade, o helicóptero da Polícia Militar do Distrito Federal fez sucesso neste domingo (11/03/12) com a garotada. Todos queriam se sentir um policial em ação. Os tripulantes prestaram informações técnicas, falaram sobre o dia a dia nas ruas (e sobrevoando elas) e fotografaram muito.

Colocar a aeronave como uma atração é uma forma da PM se aproximar do cidadão e fazer com que seu efetivo (em terra ou no ar) seja valorizado. Como em outros contatos com o público, a missão a ser cumprida é assegurar que a PM é simpática e do bem com quem está com a lei.

Fonte e fotos: Mauro Sampaio – Acessepiauí.

Receba notícias por e-mail