- Anúncio -
Início Tags Airbus Helicopters

Airbus Helicopters

Grupo SAF encomenda mais três helicópteros H145 para operações aeromédicas na França

França – O Grupo SAF (Secours Aérien Français) vai operar mais três H145 de cinco pás nas operações aeromédicas na França. Elas ficarão baseadas em Grenoble, Valence e Montpellier e irão complementar os três H145 já encomendados pela SAF em 2018 e 2020. O primeiro foi entregue recentemente e será utilizado na Bélgica.

O CEO da SAF, Tristan Serretta, afirmou que “o lançamento de seis novos H145 na França e na Bélgica em apenas doze meses está de acordo com a estratégia da empresa em aumentar sua capacidade devido ao número crescente de serviços aeromédicos.”

Esta empresa de resgate aéreo francesa opera 55 helicópteros Airbus. A frota da SAF inclui um Super Puma, H135 e H125.

Atualmente, a Airbus tem mais de 1.470 helicópteros da Família H145 em serviço em todo o mundo, registrando um total de mais de seis milhões de horas de voo. Somente para o serviço de resgate aéreo em todo o mundo, existem mais de 470 helicópteros da família H145.

Óculos de Visão Noturna

A SAF Helicopters foi a primeira operadora francesa a possuir a licença Night Vision Goggles (NVIS) para operar helicópteros em voos noturnos (VFR). Esta autorização foi dada em 2019 e é válida para voos homologados pelo SAMU da França.

Para obter esta autorização, o Ministério do Interior, a Prefeitura de Sabóia, a Aviação Civil, a Direção Geral de Alfândegas e Direitos Indiretos foram todos solicitados para as autorizações necessárias.

Primeiro helicóptero de resgate H145 voa com combustível de aviação sustentável na Alemanha

Alemanha – Um helicóptero de resgate voou com combustível de aviação sustentável (SAF) pela primeira vez, alcançando um novo marco na aviação internacional. Operado pela organização sem fins lucrativos alemã ADAC Luftrettung, o helicóptero de resgate Airbus H145 teve seus motores Arriel 2E da SAFRAN reabastecidos com biocombustível, um tipo de SAF (Sustainable Aviation Fuel).

O voo aconteceu a partir da base de resgate aéreo da Clínica Harlaching de Munique. ADAC, SAFRAN, Airbus Helicopters e a empresa de energia TotalEnergies uniram forças para a descarbonização do voo de helicópteros, desenvolvendo alternativas aos combustíveis convencionais para aviação.

O primeiro helicóptero de resgate voa com combustível de aviação sustentável. Foto: Theo klein – ADAC

O H145 usou biocombustível de segunda geração, que reduz as emissões de CO2 em até 90% em relação ao seu equivalente fóssil, pois é produzido a partir de materiais residuais e de resíduos da economia circular, como óleos e gorduras já utilizados. Como resultado, o combustível não tem impacto na produção de alimentos agrícolas.

O combustível usado para o primeiro voo de helicóptero de resgate em Munique foi produzido pela TotalEnergies em suas instalações na França a partir de óleo de cozinha usado, sem usar nenhum óleo vegetal virgem.

Com este SAF, a frota da operadora de Resgate Aéreo ADAC poderia atingir uma redução de 33% nas emissões de CO2, o que, com mais de 50.000 missões de resgate e mais de 3,3 milhões de quilômetros voados por ano, equivale a uma redução de cerca de 6.000 toneladas de CO2.

A ADAC e a fabricante dos motores SAFRAN lançaram projeto em Colônia que estudará todos os aspectos do uso de biocombustíveis no H145, com uma campanha operacional para começar no verão de 2021. Após a estreia do biocombustível, as empresas assinaram um acordo de longo prazo que prevê aumentar a proporção de mistura de biocombustível para até 100% nos próximos anos.

Além disso, também promoverão o uso de e-combustível sintético, também conhecido como Power-to-Liquid (PTL), outra alternativa drop-in aos combustíveis fósseis. PTL refere-se à geração de combustíveis líquidos produzidos a partir de energia elétrica de fontes renováveis, que, juntamente com o uso de biocombustíveis, permitirá que a aviação se aproxime da aviação neutra para o clima.

O biocombustível (bioquerosene) está atualmente certificado e aprovado para uso na aviação em uma mistura máxima de 50% com querosene convencional do tipo JET-A1. O helicóptero de resgate ADAC voou com uma mistura de 40%.

Helibras disponibiliza palestras de webinar sobre transporte aeromédico realizado em maio

A Helibras (Airbus) realizou no mês de maio webinar sobre o Serviço de Emergência Médica por Helicóptero (HEMS), também conhecido como Transporte Aeromédico. Os vídeos das três sessões foram disponibilizados na íntegra, por meio do YouTube, e podem ser acessados clicando abaixo:

O objetivo foi trazer para a comunidade aeromédica brasileira e autoridades do setor, dados atualizados sobre esse mercado no mundo, incluindo estatísticas de frota, modelos de financiamento, procedimentos operacionais e equipamentos utilizados, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento desse serviço que tem se mostrado absolutamente essencial para um país com as dimensões do Brasil.

As três sessões contaram com a moderação de Carlos Malagrino, gerente de marketing da Helibras, e apresentações de Ralph Setz e Stefan Bestle. “Após as três sessões ao vivo, sempre com muitos participantes e muita interação, fica claro que precisamos de mais eventos como esse, que proponham modelos e soluções para o desenvolvimento sustentável do transporte aeromédico em nosso país”, comentou Carlos Malagrino.

3 Sessões (CLIQUE AQUI):

  • 04 de maio: “Nossa missão é mantê-lo seguro” – Comandante Marcelo Graciotti (Air Jet)
  • 11 de maio: “Como nós salvamos vidas?” – Médico Mauricio Goldbaum (Uniair/ABOA)
  • 18 de maio: “O que é necessário para salvar vidas?” – Maj Nathan Almeida (GAVOP/CBMDF)

CONAER – Congresso Aeromédico Brasileiro

Nos dias 20, 21, 22 e 23 de Setembro de 2021, das 18h00 às 22h00, acontecerá o 2º Congresso Aeromédico Brasileiro (CONAER). As palestras, oficinas, estandes virtuais e as apresentações dos trabalhos científicos acontecerão no formato virtual e serão realizados através da plataforma Doity Play.

O evento é destinado a todas as pessoas com interesse no tema.

Marinha Francesa encomenda mais dois helicópteros H160M para operações de busca e salvamento

França – A Direção Geral de Armamento (DGA) da França confirmou a aquisição de mais dois H160M para a Marinha Francesa. Essas aeronaves vão se juntar à frota de quatro H160M já adquiridos em 2020. O primeiro deles está sendo montado pela Airbus Helicopters em Marignane, no sul da França.

Os seis H160M serão entregues em uma configuração de Busca e Salvamento (SAR – Search and rescue) e começarão a operar gradualmente a partir de maio de 2022 nas bases navais de Lanveoc-Poulmic (Bretanha), Cherbourg (Normandia) e Hyères (Provença).

Os H160M, chamados de “Guépard”, assumirão as missões SAR, atualmente conduzidas pelos NH90 e Panther. Eles foram encomendados pela Babcock em 2018 e serão mantidos e equipados em parceria com a Airbus Helicopters e Safran Helicopters Engines, garantindo disponibilidade para a Marinha Francesa e a continuidade das operações SAR nas costas do Atlântico e Mediterrâneo.

Os seis H160 serão equipados com guincho e cabine modular que pode ser otimizada para cada missão. Eles serão certificados para uso de óculos de visão noturna, que são necessários para operações de guincho à noite.

Além disso, serão modificados para uma configuração militar leve pela Babcock, um provedor de serviços de engenharia para atender as necessidades da Marinha francesa. Babcock integrará o sistema eletro-óptico da Safran Electronics & Defense, Euroflir 410.

O H160 possui motores Arrano, que atende missões que vão desde transporte offshore, aviação privada e executiva, serviços aeromédicos e serviços públicos.

Programa French Joint Light Helicopter

O programa Joint Light Helicopter (hélicoptère interarmées léger – HIL) para o H160 foi aprovado pelo Estado francês para cumprir dois objetivos: substituir as cinco frotas de helicópteros que estão em serviço nos três ramos das Forças Armadas francesas; e implementar melhorias gerais para manter a frota em condições operacionais (maintien en condition opérationnelle – MCO).

Marinha Francesa encomenda mais dois helicópteros H160M para operações de busca e salvamento

O primeiro simulador de voo completo do helicóptero H145 da América do Norte é inaugurado no Texas, EUA

Estados Unidos – O Helisim Simulation Center, localizado dentro das instalações da Airbus Helicopters, em Grand Prairie, Texas, inaugurou um novo simulador de voo da Thales. É o primeiro simulador do H145 desse tipo na América do Norte.

Desenvolvido pela Thales, o simulador de voo nível D do H145 é um dos simuladores mais avançados do mercado, graças à integração da aviônica e conjunto de software da Airbus Helicopters, um campo de visão maior, tecnologia de projeção 4K, sistema de movimento elétrico Hexaline e nova estação para o instrutor com tela de toque intuitiva.

Este simulador fornece experiência mais realista, ao mesmo tempo que permite treinar com segurança uma variedade de situações do mundo real. Esse é o segundo simulador de voo completo H145 da Airbus Helicopters. O primeiro encontra-se na Alemanha.

A Helisim já investiu US$ 22 milhões em seu novo centro de simulação. O simulador H145 oferecerá aos pilotos a possibilidade de realizar o treinamento inicial e recorrente do helicóptero nas Américas, com clientes já agendados para iniciar o treinamento ainda este mês. O Centro de Simulação Helisim também opera um simulador de voo completo H125/AS350 e um dispositivo de treinamento de voo EC135/EC145.

HELISIM é uma joint venture entre a Airbus Helicopters, Thales e DCI que fornece serviços de treinamento de simulação de ponta para pilotos. É um dos 18 centros administrados pela Airbus Helicopters em todo o mundo.

Polícia Militar de São Paulo adquire dois helicópteros H125 e aumenta sua frota operacional para 24 Esquilos

São Paulo – O Comando de Aviação da Polícia Militar de São Paulo (CAvPM) publicou no Diário Oficial de quinta-feira (13), extrato de contrato referente a aquisição de dois helicópteros monoturbinas novos, multimissão, modelo AS350 B3e – Esquilo (H125).

A aquisição foi mediante processo de inexigibilidade com a empresa Helicópteros do Brasil S/A – Helibras/Airbus. O valor total das aeronaves ficou em R$ 57.250.203,31, correspondente a U$ 10.961.802,00. O contrato foi assinado no dia 11 de maio e a Helibras/Airbus tem prazo de 12 meses para entregar os helicópteros.

Com essa aquisição, a Polícia Militar passará a ter uma frota operacional de 24 Esquilos (AS350), além de três aviões (King Air B200GT, Grand Caravan e Baron) e dois helicópteros bimotores, um AW109 Grand New e um EC135. Além desse aquisição, também está em andamento uma licitação para aquisição de um helicóptero bimotor para operações aeromédicas. Esse processo licitatório aguarda análise de recurso.

Segundo o Comandante do CAvPM, Cel Paulo Luiz Scachetti Junior, “a compra é muito importante para a renovação e atualização da frota, favorecendo a disponibilidade de máquinas, considerando-se o revezamento necessário para suprir as Bases de Aviação do estado, e assim continuarmos prestando serviço à comunidade de forma eficiente e segura e cumprir o lema de ‘Voar para Servir’. Essa aquisição demonstra o reconhecimento pelo serviço, buscando melhorar o atendimento às pessoas”.

Serviço de Busca e Salvamento da Alemanha recebe o sétimo helicóptero Airbus H145 LUH SAR

Alemanha – Airbus entregou o sétimo e último helicóptero H145 para o serviço de busca e salvamento (SAR) das Forças Armadas da Alemanha. Os seis helicópteros entregues estão disponíveis 24 horas por dia nas bases aéreas de Niederstetten e Nörvenich para operações de resgate. As operações com o sétimo H145 LUH SAR começarão em breve, conforme planejado, na terceira estação SAR em Holzdorf.

Entre outros recursos, os helicópteros são equipados com câmeras de infravermelho de alto desempenho, farol de busca TrakkaBeam, sistemas localizadores de balizas de emergência, conjunto completo de equipamentos médicos, guinchos de resgate e ganchos de carga externa.

O helicópteros possuem identificação internacional e por isso são fáceis de identificar graças à pintura laranja brilhante característica em suas portas, com ‘SAR’ em letras azuis.

Helibras e Helisul Aviação firmam parceria e reforçam presença regional de suporte e serviços no Brasil

A Helibras anunciou a parceria na prestação de serviços de manutenção com a Helisul Aviação, a maior operadora civil de helicópteros Airbus no Brasil, especializada em manutenção e fretamento de helicópteros, serviço aéreo especializado e transporte aeromédico.

Com foco na proximidade, qualidade, segurança e satisfação do cliente, a parceria com a Helisul tem como objetivo expandir a rede de atendimento através de centros de serviços autorizados, ampliando a presença regional da companhia e mantendo os altos padrões de qualidade, capacitação técnica e transparência. É a primeira parceria dessa dimensão no Brasil.

No primeiro momento, serão cinco novas localizações no Brasil onde o cliente poderá contar com os serviços: Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

Helibras e Helisul Aviação firmam parceria e reforçam presença regional de suporte e serviços no Brasil

“Queremos nos aproximar ainda mais de nossos clientes e operadores e, em um país de dimensões continentais como é o Brasil, a presença local se faz importante. O acordo com a Helisul, empresa parceira a qual temos plena confiança, nos possibilitará uma melhor interação com nossos operadores, que poderão contar com a praticidade e facilidade em ter uma estrutura ampla e de qualidade regionalizada de atendimento em MRO”, afirma Alessandro Branco, Diretor de Programas, Suporte e Serviços da Helibras.

Com quase 50 anos atuando no mercado, a Helisul é o maior cliente civil da Helibras, com 30 aeronaves da companhia em operação no país atualmente. Atuando desde 1972 e com uma estrutura completa de hangares, centros administrativos, equipes de manutenção e pilotos altamente capacitados, a Helisul oferece ainda seus serviços aéreos especializados, manutenção e gerenciamento de aeronaves para todos os seus clientes.

“Para a Helisul essa parceria é motivo de orgulho, pois confirma o trabalho sério e de alta qualificação técnica que temos feito. Com a certificação, somada a nossa ampla presença no Brasil, nos unimos à Airbus para atendermos ao mercado com excelência e equipamentos de ponta, sempre visando qualidade e segurança operacional. Nosso compromisso de apoiar a frota brasileira deste grande parceiro se ampliará em breve com a oferta de simuladores de voo e acréscimo dos serviços de manutenção de motores”. Humberto Biesuz, Superintendente Executivo da Helisul Aviação.

Foco na expansão de Suporte e Serviços

A Helibras tem investido na área de Suporte & Serviços ao longo de 2020, apesar da situação econômica gerada pela pandemia da COVID-19. Em complemento aos estoques de peças e capacidades atuais de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul), a companhia continua ampliando seus estoques de peças e ferramentais para a crescente frota de biturbinas leves como o H135 e H145 (incluindo o mais novo modelo 5 pás).

Além disso, a Helibras vem preparando sua estrutura de suporte e serviços com foco nos modelos H160 e H175, equipados com o novo sistema Helionix e uma série de inovações em ferramentas, estruturas e aerodinâmica.

Nos anos anteriores, a companhia investiu na ampliação de capacidades locais, principalmente, em sua reconhecida oficina de conjuntos dinâmicos e caixas de transmissão. A partir dessas ações estratégicas, a Helibras reitera sua forte presença no Brasil e reforça seu compromisso com os clientes civis, públicos e militares, que operam aeronaves para as mais diversas missões pelo Brasil afora.

Helibras e Helisul Aviação firmam parceria e reforçam presença regional de suporte e serviços no Brasil

111 helicópteros da operadora aeromédica Air Methods terão suporte HCare da Airbus

EUA – A Air Methods Corporation assinou mais um contrato de suporte HCare com a Airbus Helicopters. Desta vez para cobrir frota de 80 helicópteros aeromédicos EC135. Segundo a Airbus, trata-se do maior contrato HCare assinado com qualquer cliente civil até o momento.

Como esse pedido, o número de aeronaves da Air Methods cobertas pelo suporte e serviços da Airbus passa para 111, tornando a empresa a maior frota de helicópteros civis de um único operador coberto pela HCare do mundo.

A Air Methods é a maior operadora civil de helicópteros Airbus em todo o mundo e a provedora líder de serviços aeromédicos, prestando cuidados de saúde a mais de 70.000 pessoas anualmente. Com quase 40 anos de experiência, a Air Methods possui mais de 5.000 funcionários, opera uma frota de aproximadamente 450 helicópteros e aviões, em mais de 300 bases de operações, atendendo 49 estados dos EUA.

“Segurança e estar pronto e disponível são as chaves para o sucesso de nossa missão de cuidados críticos”, disse Leo Morrissette, EVP de Operações. “Para apoiar nossa operação de alta demanda, valorizamos fortes parcerias de trabalho e este contrato formaliza e otimiza o processo entre a Air Methods e a Airbus para focar na entrega, resultados e um caminho para a melhoria contínua.”

111 helicópteros da operadora aeromédica Air Methods terão suporte HCare da Airbus

Suporte HCare

HCare é o pacote de suporte e serviço da Airbus, que permite aos clientes escolher um plano flexível e altamente personalizável para atender às suas necessidades, desde manutenção e suporte técnico, até o fornecimento de peças de reposição, ferramentas, consumíveis e até mesmo operações de voo e treinamento. Ao ingressar na HCare, os clientes podem planejar e orçar melhor os custos operacionais.

Segundo a Airbus, há um crescimento do HCare no segmento aeromédico, pois as operadoras procuram cada vez mais se beneficiar de custos previsíveis, segurança de orçamento e facilidade de gerenciamento.

Nos Estados Unidos, a Airbus Helicopters apoia uma frota regional de mais de 3.100 helicópteros, com presença local de 50 anos.

111 helicópteros da operadora aeromédica Air Methods terão suporte HCare da Airbus. EC135 Copyright Air Methods.

Airbus entrega o 1.400º helicóptero H135 para a operadora aeromédica francesa Mont Blanc

França – No final de setembro, o helicóptero bimotor H135 atingiu um marco importante: o 1.400º helicóptero foi entregue à operadora aeromédica francesa Mont Blanc, somando-se a uma frota de mais de 20 helicópteros H135 e H145 em serviço com a empresa.

Atualmente o helicóptero H135 detém 25% da participação de mercado global para serviços de emergência médica com helicópteros (HEMS) e ostentando mais de 650 unidades em serviço.

Operação aeromédica

Transferir pacientes de um centro de saúde para outro é uma operação complexa, mesmo nos melhores momentos. Com a pandemia de COVID-19, a capacidade de transferir pacientes tornou-se uma habilidade crucial para equilibrar os sistemas de saúde, liberando recursos para àqueles sob estresse.

Desde que entrou em serviço HEMS pela primeira vez em 1996, a família de helicópteros H135 passou por melhorias regulares em desempenho e capacidades, graças à interação constante da indústria com os operadores aeromédicos.

Enquanto os operadores buscam aprimorar o atendimento a bordo, agregando equipamentos médicos mais especializados, o que se traduz em aumento de carga, a equipe do H135 foi trabalhar. Os resultados? A última versão do H135 tem um peso máximo de decolagem aumentado para 90 kg e um aumento de carga útil de até 225 kg, permitindo que os operadores HEMS explorem novas possibilidades.

Foco na segurança e desempenho em missões críticas

Do ponto de vista operacional, a introdução do conjunto de aviônicos Helionix – que foi projetado exclusivamente para helicópteros e inclui um piloto automático de 4 eixos – reduz a carga de trabalho do piloto, aumenta a consciência situacional e melhora a segurança geral de voo.

O Helionix também está pronto para visão noturna, aumentando ainda mais as capacidades de missão e a segurança quando o H135 é operado no escuro ou em condições de baixa visibilidade. Por ser um helicóptero ecologicamente correto, o H135 é o mais eficiente em termos de emissões de CO² , bem como o mais silencioso em sua categoria de helicópteros.

Força Aérea Espanhola recebe o primeiro helicóptero NH90 para missões de busca e salvamento

Espanha – A NHIndustries e suas empresas parceiras (Airbus Helicopters, Leonardo e Fokker) entregaram o primeiro helicóptero NH90 para a Força Aérea Espanhola que aumentará sua capacidade nas missões de busca e salvamento (SAR – search and rescue) e busca e resgate em combate (CSAR – combat search and rescue).

A Força Aérea Espanhola receberá 12 NH90 que substituirão a frota de AS332 Super Pumas. A base será em Cuatro Vientos, perto de Madrid. A Espanha encomendou um total de 45 helicópteros NH90 na versão de transporte tático, a serem operados pelas três Forças Armadas. 13 helicópteros já foram entregues para a aviação do Exército Espanhol (FAMET – Fuerzas Aeromóviles del Ejército de Tierra), operados pelo Batalhão de Manobra III, em Agoncillo.

Javier Salto, General da Força Aérea destacou que: “Para a Força Aérea Espanhola, o NH90 oferece um recurso essencial capaz de realizar uma ampla gama de missões, incluindo transporte tático de tropas e apoio logístico em missões de paz ou reconstrução e, claro , as principais missões de busca e salvamento em condições hostis que é uma das missões mais exigentes e complexas para unidades de helicópteros.”

A variante espanhola do NH90 apresenta motores General Electric CT7 8F5, um sistema de comunicação personalizado e um sofisticado sistema de guerra eletrônica desenvolvido pela Indra. Também será apoiado por dispositivos de treinamento (incluindo simuladores de voo completos), equipamento de manutenção automática (SAMe) e sistema automático de planejamento de missão (AMPS) também desenvolvido pela Indra.

A Airbus Helicopters na Espanha está envolvida na fabricação da fuselagem e no desenvolvimento e integração do software de aviônicos.

Serviço de ambulância aérea da Noruega recebe o primeiro helicóptero Airbus H145 de cinco pás

Noruega – A Airbus Helicopters entregou o primeiro H145 de cinco pás para a Norwegian Air Ambulance Foundation. Esta nova versão do helicóptero bimotor aumenta a carga útil em 150 kg, enquanto oferece novos níveis de conforto, simplicidade e conectividade. A aeronave recebeu a certificação da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) em junho.

A Norwegian Air Ambulance Foundation, fundada pelo médico norueguês Jens Moe em 1978, é a proprietária da Norwegian Air Ambulance. Ele trouxe o serviço aeromédico para a Noruega, abrindo uma primeira base perto de Oslo, usando um helicóptero BO105 alugado na Alemanha.

Hoje, a Norwegian Air Ambulance opera 13 bases na Noruega e 4 bases na Dinamarca, usando uma frota 100% equipada com Helionix de H135 e H145. A certificação pela Federal Aviation Administration (FAA) está em revisão e é esperada em breve. A certificação para a versão militar do H145 de cinco pás será concedida em 2021. O H145 é desenvolvido em conjunto com a Kawasaki Heavy Industries. A primeira entrega do parceiro de cooperação japonês está prevista para o início do próximo ano.

Utilizando dois motores Safran Arriel 2E, o H145 está equipado com full authority digital engine control (FADEC) e o conjunto de aviônicos digitais Helionix. Inclui um piloto automático de 4 eixos de alto desempenho, aumentando a segurança e reduzindo a carga de trabalho do piloto. Sua capacidade acústica particularmente baixa torna o H145 o helicóptero mais silencioso de sua classe.

Transportando esperança, operadores fornecem serviços vitais para combater o COVID-19 na América Latina

América do Sul – Como resultado da atual crise da saúde, muitos operadores governamentais e privados de helicópteros na América Latina se viram na linha de frente da pandemia e estão desempenhando um papel essencial no apoio aos esforços de seus países no combate ao vírus.

Muitos operadores estão fornecendo transporte médico de emergência para pacientes gravemente enfermos, enquanto outros estão apoiando as autoridades de saúde no transporte de exames e pessoal médico. Também há quem tenha sido fundamental na distribuição de alimentos e medicamentos para comunidades vulneráveis ​​e isoladas. O que todos eles têm em comum é o compromisso infalível de apoiar os concidadãos durante um período difícil e desafiador.

Adaptação às demandas da crise

O cotidiano da Coordenação de Operações Aéreas (COA) no Rio de Janeiro foi enormemente impactado pela crise. Antes do surto, as operações de COA geralmente envolviam o transporte do governador e de seus colaboradores próximos. Com a chegada da pandemia, a equipe agora apóia o Corpo de Bombeiros Militares do Estado para realizar o transporte inter-hospitalar de pacientes Covid-19 com seu helicóptero H135.

O cotidiano da Coordenação de Operações Aéreas (COA) no Rio de Janeiro foi enormemente impactado pela crise. Antes do surto, as operações de COA geralmente envolviam o transporte do governador e de seus colaboradores próximos. Com a chegada da pandemia, a equipe agora apóia o Corpo de Bombeiros Militares do Estado para realizar o transporte inter-hospitalar de pacientes Covid-19 com seu helicóptero H135.

“Os procedimentos antes e depois do voo mudaram drasticamente com a crise”, explica o tenente-coronel Marcelo de Carvalho Mendes. “Um briefing com as equipes médicas se tornou essencial para preparar o voo e também precisamos dar muita atenção à remoção cuidadosa de nossos equipamentos de proteção depois que o voo terminar. Também desenvolvemos novos protocolos para desinfetar a aeronave, a fim de eliminar o risco de contaminação. ”

“Os procedimentos antes e depois do voo mudaram drasticamente com a crise”, explica o tenente-coronel Marcelo de Carvalho Mendes.

Para proteger o paciente, a equipe médica e os pilotos dentro da cabine do H135, o COA usa uma capsula de isolamento. O dispositivo também reduz o tempo necessário para desinfetar a aeronave entre as missões.

“O maior desafio para a equipe é manter-se emocionalmente forte, pois essa é uma nova doença com muitas incógnitas”, acrescenta Carvalho. “No entanto, nos adaptamos rapidamente ao uso de equipamentos de segurança pessoal, que incluem roupas impermeáveis, luvas, máscaras e óculos – e com esse equipamento de proteção, as operações são conduzidas sem problemas.”

Cerca de 1.200 km ao sul de Rio de Janeiro, no Estado brasileiro do Paraná, o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas do Paraná (BPMOA) também adotou novos protocolos para proteger as tripulações a bordo de sua frota de H130, conhecida localmente como Falcões.

As operações diárias do BPMOA incluem uma grande variedade de missões, como evacuação aeromédica, busca e salvamento, aplicação da lei e combate a incêndios. No entanto, nos últimos meses, toda a sua frota de helicópteros foi designada para apoiar a Secretaria Estadual de Saúde com os testes de transporte Covid-19 e vacinas H1N1 para os 399 municípios do estado, que cobrem 199.299 km2.

Cobrir um território tão grande com a urgência imposta pela crise foi um desafio para a tripulação, que também precisou adaptar a cabine da aeronave para lidar com as novas missões.

“Antes de cada missão, precisamos remover todos os assentos, exceto os pertencentes aos dois pilotos, e reorganizar rapidamente a cabine para caber nas grandes caixas contendo os testes, etc.”, diz Julio Cesar Pucci dos Santos, comandante-chefe da BPMOA. “A espaçosa cabine do helicóptero e a possibilidade de mudar rapidamente sua configuração de transporte de passageiros para carga são uma grande vantagem”.

No Chile, a Aviação Naval está participando dos esforços do país para combater o COVID-19 com suas frotas Super Puma AS332L, Dauphin AS365 e BO105. Após a crise da saúde, eles expandiram suas operações, dedicadas principalmente a missões de busca e resgate e evacuação aeromédica, para incluir também vôos de patrulha e transporte de pessoal e equipamentos médicos.

“O objetivo dos vôos de patrulha é verificar a conformidade da quarentena e garantir que o cordão sanitário seja respeitado”, diz o capitão Francisco Uribe, chefe de comunicação da aviação naval. “Também estamos apoiando as autoridades de saúde com o transporte de médicos especialistas para algumas das áreas mais remotas do país”.

No início de abril, a equipe de helicópteros do AS365 transportou dois médicos da região sul de Magallanes para Puerto Edén, uma das aldeias mais isoladas e habitadas do Chile na Ilha Wellington, perto da Antártida, para testar a população e isolar possíveis casos.

No início de julho, foi a vez do Marinha BO105 voar para a cidade mais austral do mundo, Puerto Williams, na região antártica do Chile, para fornecer à população local exames médicos e orientações para se proteger contra o COVID-19.

Operadores de helicóptero fornecem serviços vitais para combater o COVID-19 na América latina. Foto: Divulgação. Foto: Divulgação

Transferência de pacientes inter-hospitalares (IHT)

Como em muitos outros países, as autoridades de saúde chilenas se esforçam para evitar a super saturação de hospitais em áreas metropolitanas de alta densidade, como Santiago. Como resultado, a divisão de suporte aéreo de Carabineros do Chile, a polícia chilena, vem realizando ativamente transferências inter-hospitalares com seus helicópteros EC135.

“O uso de um helicóptero para tais transferências reduz o tempo de transporte em mais da metade, e o tempo é crucial no transporte de pacientes graves para o hospital”, diz o coronel Belisario Vega Hermosilla, chefe da Prefectura Aérea.

A primeira dessas missões ocorreu em maio, quando Carabineros foi chamado para transferir um paciente do hospital Luis Tisné, na capital Santiago, para um hospital na cidade de Talca, na região de Maule. “Existem cerca de 256 km entre esses dois hospitais e o transporte rodoviário levaria quase três horas. Com o helicóptero, conseguimos levar o paciente a Talca em apenas uma hora ”, acrescenta Vega Hermosilla.

Para realizar essas operações delicadas, a Carabineros treinou suas equipes de helicópteros para integrar dispositivos de isolamento do paciente (PID), que são uma maneira eficaz de conter o ambiente do paciente e, assim, reduzir o risco de contaminação. Protocolos muito rigorosos também foram introduzidos para preservar a saúde da tripulação e dos passageiros, como equipamento de proteção individual completo (EPI) e descontaminação reforçada da cabine.

Operadores de helicóptero fornecem serviços vitais para combater o COVID-19 na América latina. Foto: Divulgação. Foto: Divulgação

Operadores de helicópteros comerciais juntam esforços humanitários

A crise da saúde também afetou seriamente os negócios de muitos operadores de helicópteros comerciais. Alguns deles, como Ecocopter Equador e Rent A ‘Kopter no Panamá, se adaptaram à situação e reorientaram sua atividade no apoio a projetos de solidariedade em seus respectivos países.

A Ecocopter Equador colaborou com a Fundação Cecilia Rivadeneira, sediada em Quito, para transportar alimentos, termômetros, máscaras e outros equipamentos de proteção individual para comunidades vulneráveis ​​nas cidades isoladas da Anedéia de Ambato e outras cidades do norte do país.

“Após um ano de operações no Equador, é importante que nossa empresa participe de ações humanitárias em apoio às comunidades locais”, diz Gustavo Junovich, CEO da Ecocopter Equador. “Estes são tempos difíceis para todos nós e iremos apenas superar essa crise ajudando uns aos outros ”, acrescenta.

Sediada na Cidade do Panamá, a principal operação da Rent A ‘Kopter é o transporte de passageiros, mas as medidas restritivas adotadas pelas autoridades para impedir a propagação do vírus colocaram em risco suas atividades. À luz das condições atuais, a empresa colocou seus helicópteros H125 e H130 à disposição do governo panamenho e participou ativamente do “Plano Panamá Solidário”, em apoio às comunidades mais desfavorecidas do país.

“Voamos para áreas de difícil acesso nas províncias de Chiriquí, Colón e Darién para distribuir alimentos e bens essenciais à população”, diz o chefe de operações, Jack Betesh.

“Voamos mais de 80 horas e atravessamos o país para chegar a aldeias a 400 km de nossa base. Nossa equipe está extremamente comprometida em ajudar os mais vulneráveis ​​nesses tempos difíceis e, apesar da distância, sentimos que estamos ‘transportando esperança’ para os necessitados. ”

Operadores de helicóptero fornecem serviços vitais para combater o COVID-19 na América latina. Foto: Divulgação. Foto: Divulgação.

Bombeiros do Distrito Federal estudam detalhes sobre a operação do helicóptero EC130 B4

Paraná – O Grupamento de Aviação Operacional (GAvOp) do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal está prestes a iniciar a operação com o helicóptero EC130 B4, apreendido em abril de 2019 pela Polícia Federal, quando era utilizado pelo crime organizado no transporte de drogas.

Para ajudar, uma equipe do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) do Paraná está em Brasilia essa semana (22 a 26 de junho), treinando 22 pilotos e 40 operadores aerotáticos do GAvOp, sobre como é a operação com o helicóptero EC130 B4. O helicóptero Resgate 04 atuará nas missões do Corpo de Bombeiros, bem como no resgate e transporte aeromédico.

O Treinamento é ministrado pelo Cap Marcio Valim de Souza, Cap Andrey Müller Lark e o 1° Sgt Jeferson Panzarini Rosa, todos do BPMOA PR.

A atividade conjunta entre o BPMOA e GAVOP tem por objetivo transmitir o conhecimento teórico de solo (Ground School) e prático, com especificações técnicas completas, estudos de casos, além de compartilhar experiências de como essa aeronave se comporta nas missões de resgate e salvamento no Paraná. O Estado opera dois helicópteros desse modelo desde 2010.

“Integrar as forças de Segurança e Saúde do País é algo essencial no desenvolvimento e emprego das Unidades Aéreas Públicas, o que contribui para a Segurança de Voo e torna eficiente o emprego de recursos tão especializados, que ajudam a salvar vidas”, disse o  Ten Cel Júlio Cesar Pucci dos Santos, Comandante do BPMOA.

O Treinamento é ministrado pelo Cap Marcio Valim de Souza, Cap Andrey Müller Lark e o 1° Sgt Jeferson Panzarini Rosa, todos do BPMOA PR.

Quênia recebe ajuda humanitária da Fundação Airbus durante enchentes que atingiram o país

África Oriental – As chuvas intensas de março a maio de 2020 resultaram em inundações e deslizamentos de terra em muitas partes do Quênia, deixando milhares de famílias desabrigadas. A Fundação Airbus, a Airbus Helicopters e a Airbus Defense and Space ofereceram apoio à Cruz Vermelha do Quênia (KRCS).

Até o momento, aproximadamente 170.000 pessoas de 43 municípios foram afetadas. A maioria das comunidades estão no oeste do Quênia, costa, fenda norte e sul e região central, especialmente quem vive em áreas remotas, limitando o acesso da Cruz Vermelha.

As chuvas também causaram danos às rodovias e nas comunicações dos municípios de Garissa, Tana e Kajiado, limitando severamente o apoio humanitário realizado por terra. Para identificar as áreas afetadas que precisavam de ajuda, a equipe solicitou acesso às imagens de satélite e apoio aéreo de helicóptero.

Fundação Airbus apoia Quênia com imagens de satélite e transporte de materiais durante fortes inundações. Foto: Airbus.

A Airbus Defense and Space realizou uma avaliação das áreas afetadas, usando imagens dos satélites ESA Sentinel-1 e 2 e satélites Airbus Pléiades. As imagens resultantes ofereceram uma avaliação detalhada do impacto total das inundações em áreas isoladas.

Como resultado, o KRCS pôde considerar rotas de acesso e áreas prioritárias, desenvolver ações imediatas, bem como determinar o nível do desastre. Além disso, duas missões realizadas pela Airbus Helicopters forneceram suporte adicional.

Um helicóptero H125 da Tropic Air Kenya, transportando o pessoal da KRCS, conduziu uma missão de avaliação aérea em Garissa e Tana River County e também realizaram entrega de aproximadamente duas toneladas de itens de sobrevivência à comunidade de Pakase, no condado de Kajiado. Lá, mais de 200 famílias ficaram isoladas por quase duas semanas.

“A ajuda humanitária fornecida pela Airbus Helicopters e pela Airbus Defense and Space atendeu à necessidade imediata de sobrevivência”, explica Laurie Ceccan, da Fundação Airbus. “Essa colaboração demonstra efetivamente como uma abordagem unificada pode fornecer ajuda humanitária de maneira eficiente e eficaz”, complementou.

Como a operadora aeromédica HALO Aviation adaptou-se para enfrentar a atual pandemia na África do Sul

África do Sul – Com a pandemia de COVID-19, a África do Sul entrou em confinamento no dia 26 de março e a HALO Aviation, uma operadora aeromédica, com sede no país, foi a única a oferecer aeronaves configuradas para acomodar um módulo completo de isolamento de paciente (Patient Isolation Device – PID).

A HALO Aviation é uma operadora HEMS (Helicopter Emergency Medical Services), com sede em Joanesburgo, que fornece serviços aeromédicos aos sul-africanos por meio de vários departamentos de saúde do governo. Possui sete bases operacionais em todo o país com uma frota composta por helicópteros Bell 222SP, Bell 407, Bell LongRanger e quatro helicópteros BK117, da família do H145, além de um LearJet 55.

Suas missões diárias compreendem uma mistura de atendimentos de vítimas de trauma, especialmente em acidentes de trânsito; e transporte de pacientes, desde casos neonatais que requerem incubadoras e ventiladores até uma transferência completa de ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea).

Após mais de 10 anos de operações e mais de 5.000 missões aeromédicas, a pandemia chegou ao país e mudou a vida diária. Mas enquanto muitos operadores decidiram que o risco era alto demais para transportar possíveis pacientes com COVID-19, a HALO adaptou seus procedimentos, equipamentos e comportamentos para garantir a proteção de suas equipes e, ao mesmo tempo, garantir a mesma qualidade do serviço aeromédico ao público.

Em primeiro lugar, a HALO incorporou um “procedimento de triagem e lista de verificação COVID-19” usado em todos os voos, que facilitou a análise e verificação de qual ação a ser tomada para cada transporte.

Uma “cortina” foi inserida na aeronave para proteger os pilotos da cabine, e todos os membros da tripulação começaram a usar equipamentos de proteção individual para o caso de terem que transportar um possível paciente com COVID-19. Além disso, a aeronave e todo o equipamento serem esterilizados após cada missão.

Desde o início do confinamento até hoje, já realizaram 60 missões, o que representa uma redução acentuada em relação aos casos normais. Segundo a operadora, o motivo dessa diminuição refere-se basicamente à restrição de vendas de bebida alcoólica, limitando o número de casos de acidentes relacionados à direção sob a influência de álcool, além da diminuição de pessoas e veículos nas estradas.

Inicialmente, vários hospitais relutavam ou não podiam encaminhar casos do COVID-19. No entanto, o fato de a HALO estar usando a capsula de isolamento IsoArk (equipada com seu próprio sistema de filtragem por pressão negativa) proporcionou um maior nível de conforto.

A capsula de isolamento IsoArk, que tem um desempenho do filtro de 99,9995%, fornece sete aberturas de acesso e é adaptada para uso nos helicópteros H145, H155 e família Super Puma.

Mas além da intensidade das missões durante esse período de pandemia, Ryan Horsman, CEO da HALO Aviation, reconhece que, como muitos outros operadores de helicóptero, esses meses fizeram as coisas parecerem diferentes para ele e sua equipe:

“A crise do COVID-19 exigiu que toda a população mundial revise a maneira como fazemos as coisas. Com cada indivíduo tendo que se aplicar completamente à missão, a crise do COVID-19 traz consigo uma série de questões que incluem preocupações financeiras, continuidade do emprego e dificuldades pessoais. Portanto, mais do que nunca, embora reconheçamos a importância do distanciamento social, a coesão da equipe também é fundamental! Tenho uma firme convicção e posso afirmar com orgulho que a equipe da HALO é composta de super-heróis absolutos que se esforçam para garantir um resultado positivo para o paciente. Do pessoal administrativo, aos despachantes, pilotos, paramédicos e médicos – o único objetivo é fazer a diferença.”

Como a Airbus está ajudando os operadores de helicópteros da linha de frente no combate a COVID-19

França – O vice-presidente executivo de Suporte ao Cliente e Serviços da Airbus Helicopters, Christoph Zammert, falou como a empresa está ajudando os operadores de helicóptero que estão na linha de frente do combate à pandemia de COVID-19. Confira!

Christoph Zammert

Christoph Zammert.

Desde o início fiquei impressionado com o modo em que nossos operadores de helicóptero enfrentaram o desafio de combater a mais ampla crise de saúde que atingiu o planeta nos tempos modernos. Sejam Serviços de Emergência Médicas (EMS), Polícia, Busca e Salvamento (SAR) ou organizações militares, eles têm um único objetivo em mente: salvar vidas, todos os dias.

Como fabricante, é nossa responsabilidade fornecer os serviço necessários para manter suas operações em funcionamento, como suporte técnico e logístico, além de ajudá-los a encontrar novas soluções para proteger a saúde de seus pilotos e tripulações.

Protegendo pilotos e tripulações de helicópteros

Desde o início, colaboramos com a EASA e com a Associação Europeia de Helicópteros (EHA), fornecendo apoio e recomendações. Mais recentemente, criamos uma equipe dedicada de especialistas em serviços aeromédicos para fornecer consultoria eficiente aos clientes que trabalham na linha de frente.

Também encontramos oportunidades de fazer parcerias com operadores, fornecedores e reguladores para disponibilizar soluções que protegem pilotos e equipes da contaminação, permitindo a eliminação ou redução do tempo-resposta para a desinfecção do helicóptero após o transporte de um paciente COVID-19. Os dispositivos de isolamento de paciente (PID), coberturas transparentes (B.R.A.V.E) e capas protetoras surgiram como soluções de separação de cabine/cockpit, além das diretrizes para desinfecção, entre outros.

A Helibras ajudou a adaptar um PID fabricado por um fornecedor local para a pequena cabine do H125.

Um bom exemplo disso, foi nossa subsidiária no Brasil (Helibras), que recentemente ajudou a adaptar um PID fabricado por um fornecedor local para a pequena cabine do H125. O PID é o tipo mais sofisticado de unidade de proteção disponível, pois mantém o paciente isolado e elimina a necessidade de desinfecção.

A instalação foi testada por operadores com vasta experiência em missões EMS e com o acompanhamento de profissionais da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do Brasil, foi autorizado o seu uso em todos os tipos de helicópteros. O dispositivo é produzido de acordo com as normas internacionais por um fornecedor local, responsável por sua aprovação junto às autoridades de saúde.

Além disso, a DRF Luftrettung já equipou seis de seus helicópteros H145 com o Epishuttle, com outros cinco em breve. No total, o operador transportou mais de 100 pacientes COVID-19, principalmente transportes inter-hospitalares.

Na mesma linha, firmamos parceria com a Airbus Foundation, a Fundação Francesa de Medicina (FAM) e a operadora Babcock para apoiar a certificação das unidades de proteção B.R.A.V.E COVID-19 lideradas pelo CHU Dijon Bourgogne e uma empresa francesa local, Bache 21, para uso em helicópteros H135.

YouTube player

Essa cobertura transparente pode ser instalada na metade superior de uma maca para proteger os pilotos e a tripulação e reduzir o tempo de desinfecção, o que significa mais transportes por dia. Vinte e quatro delas já estão em uso pelo SAMU francês, com mais cinco encomendadas. E estamos trabalhando ativamente com autoridades de outros países na esperança de tornar essa solução mais amplamente disponível.

Da mesma forma, vimos um número maior de clientes instalando capa para separação da cabine/cockpit a fim de proteger os pilotos. Em abril, já tínhamos identificado e comunicado opções disponíveis nos mercados locais para o H135 e H145 e para a frota AS332/H225. Desde então, novas soluções foram apresentadas para os AS365, H155, H175, H125, BO105 e BK117. Os clientes que estão voando com essas capas de separação incluem a Heli Áustria e a Lotnicze Pogotowie Ratunkowe (Serviço Aeromédico da Polônia).

O poder da análise de dados para operadores de helicópteros

Com as operações sendo realizadas até o limite, ajudar os clientes a gerenciar melhor suas frotas por meio da análise de dados já é uma realidade. Durante a crise do COVID-19, ajudamos nossos operadores de EMS a transferir seus dados sem problemas do local de operações para a plataforma de dados da Airbus Helicopters.

Acompanhando essa transferência de dados, está o aplicativo Fleet Monitoring, disponível no portal de clientes colaborativos da AirbusWorld. Este serviço de análise de dados fornece visões gerais do voo e seus parâmetros.

Para clientes aeromédicos como a Hungarian Air Ambulance e HTM Helicopters, nossos especialistas analisaram seus dados diariamente nas primeiras semanas da crise, aliviando a carga de trabalho de análise de dados em 70%, permitindo que se concentrassem inteiramente em salvar vidas.

Nosso aplicativo Flight Analyzer está no centro dessas análises, processando automaticamente dados de voo e detectando possíveis incidentes antes que eles levem a possíveis acidentes. Todos esses dados estavam disponíveis para nossas equipes de suporte técnico, garantindo que, quando recebessem uma consulta do cliente, tivessem os dados mais recentes na ponta dos dedos.

Ainda há muito a ser feito, mas, graças às iniciativas ágeis e à colaboração entre operadores, reguladores e fabricantes, conseguimos tomar medidas rápidas para responder às necessidades de nossos clientes e, ao mesmo tempo, garantir a segurança de nossos funcionários e pacientes. Esperamos continuar com esse suporte.

Helicópteros provam ser grandes aliados no combate à pandemia de COVID-19

EDUARDO ALEXANDRE BENI

Flexibilização de algumas regras, sem afetar a segurança, viabilizaram operações de socorro.

Os helicópteros estão provando ser um trunfo importante na pandemia do novo coronavírus. Para voos de curta distância (20 a 30 minutos), operações em áreas remotas, lugares que não possuem infraestrutura, apresentam-se como os mais versáteis para o transporte seguro de equipes médicas e pacientes com COVID-19.

O espaço se torna um fator-chave para os helicópteros, pois nem todos possuem essa capacidade. Os que oferecem cabines menores passam por dificuldades ao embarcar um paciente com a doença, pois além dos equipamentos rotineiros, terão que enfrentar o uso de uma capsula de isolamento e de equipamentos de proteção individual em espaços apertados, que podem afetar a segurança da operação.

Por isso, algumas aeronaves com mais espaço de cabine estão sendo muito utilizadas nessa atividade, por operadores militares e civis. A Leonardo com os AW139, AW169, AW159 Wildcat e AW101 Merlin; a Airbus com os H135, H145, AS332 e H225; a Sikorsky com os S-76, Black Hawk; a Bell com os 429, 412, UH-1H; Boeing CH-47 Chinook, oferecem mais espaço e por isso são mais utilizados no mundo.

Esses helicópteros tem mais capacidade para limitar o risco de contágio às tripulações e equipes médicas e possibilitam soluções específicas de biocontenção, além de facilitar procedimentos de higienização e limpeza da aeronave e equipamentos.

Outra preocupação dos operadores é não inviabilizar as operações cotidianas em razão do transporte desses pacientes, pois precisam continuar desempenhando suas missões rotineiras de salvamento, resgate e transporte aeromédico.

Em razão da pandemia, a indústria, operadores, agências de aviação civil, órgãos de defesa de todo o mundo estão trabalhando para encontrar soluções de biocontenção suportadas pelos helicópteros utilizados por operadores militares e civis, especialmente as ambulâncias aéreas.

As aeronaves de asa rotativa que possibilitam a separação dos pilotos e passageiros, oferecem melhor funcionalidade e aeronavegabilidade e podem usar componentes mais versáteis, adaptados para equipamentos que salvam vidas, como sistemas de fornecimento de energia, capsulas de isolamento e ventilação aos pacientes, utilizados em unidades de terapia intensiva hospitalares.

Além disso, nessas aeronaves, as macas e as capsulas de isolamento podem ser embarcadas e transferidas diretamente para ambulâncias, sem que haja contato muito próximo do paciente com as equipes, melhorando a velocidade e a eficácia das operações de assistência médica.

Com a busca frenética de soluções nesse momento de crise, todos os envolvidos realizam esforço contínuo no compartilhamento de informações e melhores práticas sobre procedimentos de higienização, antes e depois do transporte do paciente, medidas específicas a serem adotadas durante o voo e procedimentos de embarque e desembarque que devam ser seguidos para limitar o risco de contágio do COVID-19.

Outra preocupação é o impedimento temporário dos cursos tradicionais de treinamento em sala de aula, incomodando os operadores com necessidades urgentes de treinamento. Muitos estão utilizando e recomendando o ensino a distância para cursos de treinamento teórico e até mesmo prático, como por exemplo procedimentos de paramentação e desparamentação de equipamentos de proteção individual.

Nessa crise, muitos ensinamentos estão sendo apresentados. A necessidade em se ter helicópteros capazes de realizar essas missões com segurança, possuir equipamentos adequados, ter equipes preparadas e treinadas, maior integração e cooperação entre operadores civis e militares, possuir estruturas de serviços aeromédicos adequadas e disponíveis, são alguns ensinamentos que podem trazer no futuro um serviço mais estruturado.

Mas há um fator que se apresentou fundamental que é a agilidade nos processos burocráticos com as agências de aviação. Todas elas, rapidamente apresentaram soluções para viabilizar o transporte desses pacientes.

A EASA, Agências dos países da Europa, da América do Norte, Órgãos de Defesa, ANAC Brasil, e outras, criaram sistemas para flexibilizar algumas regras, sem contudo, afetar a segurança. Está dando certo e se continuar assim esses processos precisarão ser repensados, pois saberemos que isso também é possível fazer em “tempos de paz”.

Com todo esse cenário, mesmo com tudo que existe no mundo, nenhum sistema de saúde com ou sem um serviço aeromédico estava adequadamente preparado. Todos, de alguma forma, tiverem que encontrar soluções e vencer burocracias para tentar minimizar a crise. Não fosse a agilidade das agências e dos operadores, esses processos poderiam ter sido muito mais penosos.

Assim, pode parecer clichê, mas é sempre bom reforçar que os ensinamentos do passado e do presente podem fazer nosso futuro muito melhor. Basta planejar e agir.

Bons voos, com segurança e salvando vidas!

Guarda Costeira do Japão compra mais dois helicópteros H225 – Super Puma

Japão – A Guarda Costeira do Japão (JCG) fez um novo pedido para mais dois helicópteros H225 da Airbus Helicopters. Esse pedido eleva a frota de Super Puma da JCG para 15, incluindo dois AS332s e 13 H225s. Os novos helicópteros serão utilizados para atividades costeiras, busca e salvamento, segurança e missões de ajuda humanitária no Japão.

Três novos H225 foram entregues à JCG nos últimos meses. Os helicópteros serão atendidos pelo programa de suporte HCare Smart da Airbus, que oferece disponibilidade de frota e permite que o operador se concentre em suas missões, enquanto a Airbus gerencia seus ativos.

O H225 de 11 toneladas é equipado com instrumentos eletrônicos de última geração, piloto automático preciso e multimissão. Somente no Japão, atualmente 28 helicópteros da família Super Puma são pilotados por operadores civis, segurança pública e pelo Ministério da Defesa do Japão para missões de busca e salvamento, operações offshore, VIP, combate a incêndio e transporte de passageiros e mercadorias.

Guarda Costeira do Japão compra mais dois helicópteros H225 – Super Puma. Foto: Anthony Pecchi

Em apenas nove dias Super Puma é equipado para transportar pacientes com COVID-19 no norte da Noruega

Noruega – A empresa aérea Lufttransport da Noruega reagiu rapidamente a uma solicitação urgente da Norwegian Air Ambulance Services (Luftambulansetjenesten) para fornecer uma solução e possibilitar o transporte de vítimas do COVID-19 para um hospital no norte do país.

A Luftambulansetjenesten, como outros serviços aeromédicos, recorreu à capsula de isolamento EpiShuttle da EpiGuard para transportar pacientes ao hospital sem risco de contaminação. O sistema é grande demais para ser usado nas aeronaves de asa fixa KingAir B200 operadas em voos aeromédicos a partir de pistas curtas no norte da Noruega e por isso foi solicitado o Super Puma.

A Lufttransport disponibilizou o helicóptero Super Puma AS332 L1 para o transporte. A aeronave estava em serviço mais recentemente com a Guarda Costeira da Islândia e um interior aeromédico da Air Ambulance Technology da Áustria teve que ser rapidamente instalado, testado e certificado com o Epishuttle.

Apenas nove dias após o pedido inicial, o Super Puma estava sendo utilizado na cidade norueguesa de Tromsø para transportar pacientes de áreas remotas para o Hospital Universitário do Norte da Noruega (UNN). Dois pilotos da Lufttransport e um técnico operam a aeronave com um médico e dois paramédicos da UNN, cuidando do paciente na cápsula de isolamento EpiShuttle.

Os helicópteros de resgate H145T2 e o AW139 do serviço aeromédico também são montadas capsulas de isolamento e podem acomodar equipes médicas. Os aviões KingAir B200 e helicópteros H135P2 + continuam como ambulância aérea, porém não possuem espaço suficiente para receber a capsula.

EpiShuttle instalado no Super Puma. Foto: Lufttransport.

Airbus A400M transporta máscaras para a Espanha em apoio aos esforços de contenção do COVID-19

Espanha – Um avião Airbus A400M realizou um transporte de lote de máscaras necessárias para o sistema de saúde espanhol de Toulouse a Madri. A aeronave, conhecida como MSN56 e operada por uma tripulação da Airbus, decolou no dia 23 de março de 2020 da sede da Airbus em Toulouse, pousando na Base Aérea Getafe (Madri) para descarregar e entregar o lote de máscaras ao Ministério da Defesa Espanhol.

A carga faz parte dos aproximadamente 2 milhões de máscaras transportadas no fim de semana por um avião de teste Airbus A330-800 de Tianjin, China, para a Europa. Esse transporte permitirá a entrega de um suprimento significativo de máscaras à rede de saúde pública espanhola, em apoio aos atuais esforços de crise do COVID-19.

Isso vem além das doações da Airbus nos últimos dias para fornecer milhares de máscaras a hospitais e serviços públicos em toda a Europa. A Companhia continuará a apoiar voos adicionais planejados para os próximos dias, em coordenação com as autoridades nacionais.

Pandemia de COVID-19 exige medidas complexas para que o transporte aeromédico seja possível

Eduardo Alexandre Beni

Recentemente a AirMed&Rescue publicou o artigo Patient air transport during the Covid-19 pandemic, onde o Dr. Terry Martin discute sobre as avalizações necessárias que os operadores civis devem realizar de forma cuidadosa antes que façam voos aeromédicos de pacientes do COVID-19.

Também sobre o tema a Vertigal Mag publicou uma matéria com o título: “Coronavirus forces helicopter EMS safety strictures“, onde aborda a avaliação realizada por operadores aeromédicos civis quanto aos riscos de transportar pacientes com resultado positivo ou com alto risco de portar o novo coronavírus.

Segundo a matéria da Vertical Mag, a maioria dos serviços aeromédicos civis está transportando pacientes em ambulâncias terrestres, com equipamentos específicos e separação física entre motoristas e equipes médicas, o que não é possível com muitas aeronaves, pois não possuem essa separação entre a cabine e cockpit, além de não possuírem ou não terem a capacidade de instalação de sistemas de contenção biológica.

Atualmente, a empresa Phoenix Air possui capacidade de transportar pacientes com uma doença altamente infecciosa em um ambiente de UTI. Em cooperação com o Departamento de Defesa dos EUA desenvolveram um Sistema Aerotransportado de Contenção Biológica para um único paciente.

Apenas como ilustração da relevância do tema, foi usada com sucesso durante o surto de Ebola de 2014 a 2015, onde transportou 41 pacientes sem incidentes para hospitais nos EUA e na Europa.

Sistema de contenção biológica da Phoenix Air com sua plataforma para o avião Gulfstream III. Foto: Phoenix Air.

Caso Ebola (DVE) no Brasil

No Brasil, durante o surto do Ebola (DVE), o ministério da saúde divulgou um guia de orientação sobre atendimento e remoções de pacientes. No capítulo sobre transporte aeromédico exigiu, além das orientações para o transporte de ambulância, que o transporte de pacientes com DVE deveria ser feito em aeronave exclusiva e dedicada para remoção aeromédica; o piloto e co-piloto sempre que houvesse a possibilidade de contato com a vítima ou fluídos, deveriam utilizar os EPIs e após o término do transporte, efetuar a limpeza utilizando os mesmos padrões da limpeza das ambulâncias.

Nessa operação, a Força Aérea Brasileira (FAB), através do Esquadrão Pelicano (2°/10° Grupo de Aviação), realizou evacuações aeromédicas utilizando a aeronave SC-105 Amazonas que possui configurações especiais para esse tipo de transporte. O Esquadrão é preparado para operações de busca e salvamento e evacuações aeromédicas. Também opera helicópteros H-60L Black Hawk.

Veja no vídeo abaixo como foi a preparação da aeronave em Brasília:

YouTube player

A aeronave da FAB que transportou pacientes suspeitos de ebola foi dividida internamente em três zonas: quente, morna e fria, por meio de cortinas específicas. A zona quente, ou crítica, é onde o paciente é transportado. Todos os profissionais que ficam nessa área devem usar os devidos equipamentos de proteção e o paciente é acomodado em uma maca de isolamento portátil.

Na zona morna serve para armazenar equipamentos e materiais utilizados no atendimento. Além disso, serve de área de preparação para os profissionais que necessitem ter algum tipo de contato com quem está na zona quente. A zona fria é considerada livre de contaminação e abriga os pilotos, mecânicos e demais especialistas que necessitem estar no voo, de acordo com a necessidade de cada caso.

Exceto operadores militares, como o Esquadrão Pelicano da FAB e operadores civis, como empresas de táxi aéreo certificadas pela ANAC e que possuem capacidade operacional e técnica para realizar esse tipo de missão, existem fatores que precisam ser considerados pelos outros operadores civis que pretendem realizar esse tipo de missão, como operadores da Aviação Pública (RBAC 90).

Requisitos

Muitas aeronaves não possuem essas especificações ou não estão alocadas exclusivamente para esse tipo de serviço, além do fato da necessidade de treinamento das equipes e equipamentos de proteção individual, como máscara adequada, protetor facial, óculos de proteção, avental ou traje de operações para proteção contra respingos, adequados inclusive ao uso do capacete de voo e óculos de visão noturna.

Operadores civis americanos, europeus e também do Brasil, decidiram que o risco para as tripulações é muito grande e declararam que não transportarão nenhum paciente com teste positivo para COVID-19 (coronavírus), além do fato de serem necessários equipamentos específicos e uma complexa logística. O transporte de ambulância terrestre se apresenta para muitos como a melhor solução.

Nesse sentido, a Secretaria de Saúde do Paraná publicou no dia 20 de março a Resolução SESA Nº 338/2020 que implementa medidas de enfrentamento da emergência em saúde pública decorrente do COVID-2019.

O parágrafo único do Art. 23 da resolução definiu que “o transporte emergencial de pacientes, caracterizados como caso suspeito para COVID-19 deverá ser prioritariamente realizado na modalidade terrestre, sendo vedado o transporte aéreo até deliberação ulterior.

O fato é que devem ser seguidos protocolos rígidos para o transporte aeromédico de pacientes nesses casos. De forma análoga, para o transporte de substâncias infecciosas e amostras biológicas em aeronaves civis existem regras específicas. No Brasil há normas que tratam do assunto (operações civis), como o RBAC 175 e o RBAC 90 (Aviação Pública) para o transporte aéreo, legislação de segurança e medicina do trabalho, requisitos de embalagem, etc.

Maca EpiShuttle adquirida pela DRF Luftrettung para transportar pacientes com COVID-9. Foto: DRF.

Assim, para aqueles operadores civis que decidirem transportar pacientes de alto risco, segundo especialistas, é necessário um conjunto de medidas de prevenção para as tripulações e para todos os profissionais envolvidos direta e indiretamente no transporte.

Essa ação pode demandar uma logística muito mais complexa do que um transporte terrestre, além é claro da avaliação da real necessidade do transporte ser feito via aérea. A leitura dos artigos científicos abaixo também podem ajudar na tomada de decisão dos gestores sobre a necessidade ou não de um transporte e quais protocolos devem ser seguidos. Lembramos que existem muitos trabalhos publicados a esse respeito.

Além disso, ações destinadas a prevenir, controlar, mitigar ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam interferir ou comprometer a qualidade de vida, a saúde humana e o meio ambiente também foram tratadas pelo Ministério da Saúde na publicação Biossegurança em saúde: prioridades e estratégias de ação.

Limpeza e desinfecção de helicópteros

Um dos assuntos relacionados ao tema, mas com viés voltado à segurança em geral nos transportes rotineiros, está a desinfecção da aeronave depois do voo. A Helicopter Association International (HAI) divulgou dicas sobre descontaminação de helicópteros.

Clique aqui e acesse Information Notice Nº 3476-I-12 da Airbus Helicopters.

Basicamente, inclui lavar as mãos e qualquer parte do corpo exposta; esterilizar componentes de aeronaves, como maçanetas, fivelas de cinto de segurança, controles de voo e tecidos absorventes; e esterilizar equipamentos de voo, como fones de ouvido, capacetes, barras de microfone e abafadores de microfone.

A European Union Aviation Safety Agency (EASA) também divulgou recomendações operacionais, bem como a Airbus Helicopters publicou um Information Notice Nº 3476-I-12 apresentando recomendações e orientações relacionadas à limpeza e desinfecção de helicópteros.

Sendo um operador militar ou civil, o transporte aeromédico nesse cenário demanda aeronave adequada, equipamentos específicos e treinamento das equipes, além de planejamento de toda a logística que envolve esse tipo de operação.

Bons voos com segurança, gestão e EPI!

Receba notícias por e-mail

Receba por e-mail novidades do

RESGATE AEROMÉDICO

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Não compartilhamos seus dados com terceiros.

OBRIGADO

por se inscrever !

 

Você recerá um e-mail para confirmar sua inscrição.

Logotipo Resgate Aeromédico
Resumo das Políticas

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.