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Dia da Aviação de Busca e Salvamento – Conheça a história do C- 47 FAB 2068

26 de Junho - Dia da Aviação de Busca e Salvamento
26 de Junho – Dia da Aviação de Busca e Salvamento

A origem da atividade de busca e salvamento na Força Aérea Brasileira remonta aos tempos da criação do ministério da aeronáutica, na década de 1940, sendo efetivamente estruturada nos anos 50. Desde então, incontáveis missões foram realizadas e inúmeras vidas foram salvas.

Uma missão, no entanto, marcou para sempre a história do SAR no Brasil: as buscas ao C-47 FAB 2068. Comemora-se hoje 54 anos da sua localização.

Sua triste saga teve início no dia 15 de junho de 1967, quando o destacamento de Cachimbo, ao sul do Pará, recebeu informes de que um ataque indígena era iminente e poderia tomar o campo. Reforços urgentes foram pedidos à primeira zona aérea.

O 2068, ainda que a meteorologia desaconselhasse o voo naquela noite, após decolar de Belém e pousar em Jacareacanga para reabastecimento, seguiu rumo ao seu destino. Entretanto, ao não encontrar o campo, mesmo tentando várias vezes o avistamento e com uma sequência dramática de mensagens, às 4 horas e 52 minutos da madrugada silenciou-se na imensidão da floresta amazônica.

Após 7 horas e 55 minutos, os possantes motores do C-47 começaram a falhar. Todos a bordo sabiam que aquilo poderia acontecer a qualquer momento: o combustível estava se esgotando.

Voando muito próximo ao topo da floresta, a aeronave começou a perder altura e a curvar-se lentamente. Em seguida, houve um leve roçar dos galhos na fuselagem, seguido do toque brusco sobre as grandes árvores e, por último, da inevitável colisão das asas contra os troncos maiores. Rapidamente a aeronave guinou e mergulhou na floresta.

Teve início, então, a maior operação de busca e salvamento da história da aviação brasileira e, no dia 26 de junho DE 1967, após serem voadas cerca de 1.100 horas por diversas aeronaves, o Albatroz 6539 decolou para aquela que seria a derradeira e marcante missão.

Investigando uma revoada de urubus, intencionalmente espantados com um tiro de pistola disparado pelo 2º Sgt. Botelho, sobrevivente do FAB 2068, o Albatroz avistou os destroços nas proximidades do município de Tefé e logo fez ecoar, vibrantemente, pela frequência do rádio de comunicação:

“Achamos o 2068!”

A euforia pelo sucesso da missão contagiou todos que estavam engajados naquela difícil tarefa.

No entanto, assim que o SH-1D FAB 8530 lançou por rapel a equipe de resgate no local do sinistro, a alegria se confundiu com a dor de um cenário desolador. Das vinte e cinco pessoas a bordo, apenas cinco conseguiram sobreviver até aquele momento.

Em meio às grandes dificuldades do acidente, destacou-se a abnegação do Cabo Barros que, com o corpo totalmente queimado, abastecia os sobreviventes com água, sem lamentar-se de absolutamente nada. Às vésperas da chegada do socorro, o Cb Barros, depois de cumprir mais uma vez o ritual de saciar a sede dos companheiros, deitou-se silenciosamente ao chão. O derradeiro suspiro do Cb Barros totalizou em vinte a quantidade de mortos.

No momento do socorro, o Ten Esp CTA Luiz Velly conseguiu traduzir em uma única frase todo o sentimento que expressa a certeza do resgate e que passou a permear a vocação e o espírito SAR daquele momento em diante:

“Eu sabia que vocês viriam!”

A tragédia do FAB 2068 escrevia, então, a história da maior operação de busca e salvamento da aviação brasileira até então. Participaram dessa missão trinta e três aeronaves. Foram voadas mil e cinquenta e três horas e cinquenta minutos.

Coube ao Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, dimensionar a tragédia e a vitória da aviação de busca e salvamento da Força Aérea Brasileira com as seguintes palavras: “o resgate dos sobreviventes do avião 2068 transcende a história e a atmosfera da força aérea brasileira, impregnada do espírito heroico de nossa juventude, para sugerir-nos um símbolo de bravura, da energia e da perseverança de todo povo brasileiro, no desbravamento da selva amazônica e na afirmação cada vez mais vigorosa, de nossa soberania, em uma das mais vastas e fabulosas regiões da terra. é um episódio que nos enche de emoção, como seres humanos, e de orgulho, como habitantes deste país”.

Passados 54 anos deste episódio, a busca e salvamento continua mostrando-se imprescindível. As missões humanitárias proporcionam a alegria do reencontro a tantas vítimas de catástrofes naturais no Brasil e no exterior, auxiliando irmãos compatriotas e de nações amigas em suas dificuldades.

Dessa forma, homens e mulheres da busca e salvamento, um novo e ainda mais promissor horizonte se aproxima! Para tanto, é imprescindível que:

A convicção do Ten Velly, expressa na frase: “eu sabia que vocês viriam!” continue viva nos corações e nas mentes de todos que, diuturnamente, labutam na nobre missão de salvar vidas!

Se olhe para o futuro confiando, a exemplo do memorável 26 de junho de 1967, que novos cenários estão sendo descortinados na incessante labuta pela excelência de nossas atividades.

Se honre nossos antecessores, pois, brava e heroicamente, conduziram a bandeira do SAR, não importando o destino, mas sim a constante força interior. O tempo, que avança ligeiro, traduzirá sempre a premência do compromisso que…

 “Por uma vida é preciso lutar!”
“lutar!”
“Para que outros possam viver”!

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Edição feita por Eduardo Alexandre Beni com o texto elaborando em comemoração ao DIA DA AVIAÇÃO DE BUSCA E SALVAMENTO. Palavras do então Comandante de COMGAR, Ten Brigadeiro Ar Nivaldo Luiz Rossato e do Ten Brigadeiro Ar, Gerson Nogueira Machado de Oliveirs, Comandante-Geral de Operações Aéreas.

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Homem é resgatado após acidente com parapente no costão da Praia do Santinho, em Florianópolis

Homem é resgatado após acidente com parapente no costão da praia do Santinho, SC

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (BOA/CBMSC), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU/SAMU), realizaram o resgate de um homem de 42 anos que se acidentou durante voo de parapente. Ele colidiu com o costão da praia do Santinho, em Florianópolis.

No local, a equipe do Arcanjo 01 acessou a vítima que estava sendo assistida pelos guarda-vidas, necessitando resgate e extração do local de difícil acesso. Durante o atendimento ocorreu rebaixamento de consciência, dificultando o atendimento. A vitima foi estabilizada pela equipe de saúde do GRAU/SAMU.

Depois de retirada do local com auxílio de técnicas de salvamento em altura, foi transportada de aeronave para o Hospital Celso Ramos, em Florianópolis.

Criança de 3 meses é transferida de helicóptero de Criciúma para hospital em Joinville, SC

Criança de 3 meses é transferida de helicóptero de Criciúma para hospital em Joinville

Santa Catarina – Na manhã de quinta-feira (24), equipe integrada do SAER da Polícia Civil e SARASUL foi acionada pela central do SAMU para remoção aeromédica de uma criança 3 meses do Hospital Materno Infantil Santa Catarina de Criciúma para o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria (HIJAF), em Joinville.

A criança realizou cirurgia cardíaca de coarctação de aorta em abril no HIJAF e depois de ter recebido alta, apresentou alteração de sons ao choro, além de vômitos frequentes e por isso precisou retornar ao hospital.

A criança apresentava-se estável, no entanto devido ao risco de obstrução de via aérea superior foi transferida por equipe médica para melhor assistência. Os pais da criança foram de carro particular para Joinville, enquanto ocorria a transferência aérea. No percurso não houve intercorrências e a criança está em acompanhamento e tratamento médico no HIJAF.

Criança de 3 meses é transferida de helicóptero de Criciúma para hospital em Joinville

SBMA realizará Ciclo de Palestras no dia 26 de junho sobre a saúde dos aeronautas pós COVID-19

A Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial (SBMA) realizará Ciclo de Palestras on-line no dia 26 de junho de 2021, das 9h00 às 11h00, horário de Brasília, sobre a saúde dos aeronautas pós COVID-19.

Será um evento aberto ao público e as inscrições são gratuitas. Para acessar o formulário CLIQUE AQUI. O evento será transmitido através do link: meet.google.com/srp-bzph-nzb e serão três palestras:

  • Manifestações psiquiátricas pós infecção de COVID-19 e implicações no aeronauta;
  • Alterações neurológicas pós COVID-19;
  • e Implicações na liberação de pilotos com alterações neurológicas e psiquiátricas pós COVID-19.

Os temas serão apresentados pelos médicos Eliezio Rodrigues Aguiar (psiquiatra), Augusto César Penalva de Oliveira (neurologista) e Albert Costa Rebello (oftalmologista), com moderação do médico Samuel Damin (neurocirurgião).

Bombeiros militares e SAMU resgatam homem ferido após queda no Costão da Ponta da Vigia, SC

Bombeiros e SAMU resgatam homem que sofreu queda no Costão da Ponta da Vigia, em Penha

Santa Catarina – O Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (BOA/CBMSC), em parceria com o Grupo de Resposta Aérea de Urgência (GRAU/SAMU), realizou o resgate de um homem que praticava escalada no Costão da Ponta da Vigia, em Penha. Ele sofreu queda e em seguida uma pedra caiu sobre ele, ocasionado fratura em uma de suas pernas.

No local, a equipe de saúde do Arcanjo 03 foi desembarcada a baixa altura e efetuou avaliação do paciente, que recebia atendimento de bombeiros militares de Navegantes. O homem recebeu suporte avançado de vida pelos operadores de suporte médico do SAMU, que tripulam o Arcanjo.

O paciente e a equipe de saúde foram embarcados a baixa altura, com a aeronave mantendo voo pairado próximo às pedras. Após o embarque, o paciente foi conduzido ao estacionamento da Havan, em Itajaí, onde um Auto Socorro de Urgência (ASU) do CBMSC complementou o transporte até o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

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Serviço italiano de resgate aéreo 118 completa 35 anos com 30 mil missões realizadas

Sistema de visão noturna. Foto: Michele Lapini.

Itália – O serviço de resgate aéreo 118 realizado por meio de helicóptero em Bolonha completou 35 anos. Bolonha é a capital histórica da região de Emília-Romanha, no norte da Itália. Desde junho de 1986, 30 mil missões foram realizadas, entre elas a tragédia Salvemini, o acidente de Ayrton Senna, em Imola, e a explosão do caminhão-tanque em Borgo Panigale, em 6 de agosto de 2018.

O primeiro atendimento aconteceu no dia 14 de junho de 1986, quando foram acionados para resgatar vítima de acidente de trânsito na Rodovia A1, km 194. O serviço de resgate por meio helicóptero foi o precursor de um modelo totalmente gerenciado e integrado ao Serviço Nacional de Saúde (SSN) e que, só mais tarde, seria replicado para todo o país.

O SSN é um sistema de estruturas e serviços que visa garantir a todos os cidadãos, em condições de igualdade, o acesso universal à prestação equitativa dos serviços de saúde na Itália.

Nesses 35 anos, o serviço cresceu. Nos últimos quatro anos, a utilização do helicóptero foi ampliada para 24 horas. Até agosto de 2019, as operações noturnas eram limitadas ao uso de 17 locais de pouso iluminados e agora passaram a ter 387 áreas.

Além disso, a partir de 1º de abril de 2021, graças à implantação da capacidade operacional da tripulação, concomitante à aquisição das tecnologias de OVN (Óculos de Visão Noturna), agora é possível pousar o helicóptero na escuridão absoluta e principalmente nas proximidades do acidente.

Outro marco importante para o serviço foi a implantação do “Projeto Blob” (“Sangue a Bordo”). Na prática, as transfusões de sangue para o paciente resgatado agora podem ser feitas diretamente no local da emergência, antes de serem transferidas para o hospital. De outubro de 2020 até hoje, 15 traumas graves foram tratados com esse método.

O helicóptero transporta 2 bolsas de sangue universal grupo 0 Rh negativo, fornecidas pelo Centro de Transfusão do Policlínico Riuniti, e 2 gr. de fibrinogênio, um medicamento usado para recuperar a capacidade de coagulação do sangue.

O sistema regional de resgate de helicópteros une o serviço de Pavullo nel Frignano (MO) às outras duas bases da região de Emília-Romanha (Ravenna e Parma), onde está em operação um helicóptero HEMS/HSR (Helicopter Emergency Medical Service e Helicopter Search and Rescue) equipado com guincho para resgates em ambientes montanhosos e hostis.

O serviço atua sob a coordenação do Centro Operacional 118 Emília Ist, Modena, configurando-se como o segundo helicóptero para as três províncias italianas, bem como toda a cordilheira dos Apeninos.

Equidade na distribuição das bases aeromédicas na Noruega é tema de estudo científico

Noruega realiza estudo para equilibrar número de bases do serviço aeromédico. Foto: Airbus

Noruega – Não é necessário dizer que cada território possui conformação geográfica própria, e esse pode ser um dos fatores que influencia no tempo-resposta das operações aeromédicas com emprego de helicópteros.

Para ajudar nas decisões dos gestores no momento de organizar seus serviços de resgate aéreo, um estudo norueguês apresentou trabalho com o título: “Apresentando equidade no planejamento de localização de bases de ambulâncias aéreas norueguesas.”

Como em outros serviços do mundo, a principal tarefa dos serviços aeromédicos da Noruega (Helicopter Emergency Medical Services-HEMS) realizado pelas 12 bases HEMS é fornecer cuidados médicos avançados aos feridos e doentes em estado crítico fora dos hospitais.

Mapa de calor de densidade populacional da Noruega. A cor indica a fração da população que vive naquele município em relação à população total da Noruega. As doze bases de ambulâncias aéreas existentes estão sobrepostas.

A localização das bases influencia diretamente quem na população poderá ser alcançado dentro de um determinado limite de tempo-resposta e quem não pode. Ao estudar as localizações das bases, muitas vezes o foco está na eficiência, ou seja, maximizar o número total de pessoas que podem ser alcançadas em um determinado tempo.

Esta abordagem é conhecida por beneficiar pessoas que vivem em áreas densamente povoadas, como cidades, em vez de pessoas que vivem em áreas remotas. A solução mais eficiente, portanto, normalmente não é necessariamente justa. Este estudo visou incorporar justiça na localização das bases de ambulâncias aéreas.

Com foco na eficiência, concentra-se o serviço nas grandes cidades da Noruega, deixando partes dela amplamente descobertas. Para o estudo, incluir equidade ao usar uma função de bem-estar social “isoelástica” na otimização evita deixar áreas inteiras descobertas e, em particular, aumenta os níveis de serviço no norte da Noruega.

Incluir justiça na determinação dos locais de base HEMS ideais tem grande impacto na cobertura da população, em particular quando o número de locais de base não é suficiente para dar uma cobertura total ao país.

Como os resultados diferem dependendo do objetivo matemático, o trabalho mostra a importância de não apenas buscar soluções ótimas, mas também levantar a questão essencial de “ótimo em relação a quê”.

O trabalho tentou mostrar como as opiniões clínicas e subjetivas podem ser implementadas em modelos matemáticos que determinam as localizações ideais das bases das ambulâncias. Isso demonstra que a escolha da função objetivo pode afetar gravemente os resultados do estudo e, portanto, nos desafia a questionar o que queremos dizer com a solução “melhor” ou “ótima”. O estudo aconselha reconsiderar a prática atual de otimizar localizações de bases apenas para eficiência.

“Óculos de visão noturna nas operações aeromédicas e policiais” será tema de live no dia 23 de junho

Na quarta-feira, dia 23 de junho, às 19h30, os pilotos Marcos Vander e Thiago Fatorelli serão protagonistas de live sobre “Óculos de visão noturna nas operações aeromédicas e policiais“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Marcos Vander é piloto de helicóptero, instrutor de voo e examinador credenciado de voo da ANAC. Coronel da Polícia Militar de Minas Gerais e Comandante do Comando de Aviação do Estado (COMAVE). Graduado em direito e pós-graduado em segurança pública e justiça criminal, e em gestão estratégica de segurança pública. Possui cerca de 2.500 horas de voo de helicóptero, sendo 400 horas em voo noturno e 23 em NVG.

Thiago Fatorelli é piloto experimental de ensaios em voo, Tenente Coronel do Exército Brasileiro e Chefe da Seção de Voo Técnico do Comando de Aviação do Exército. Thiago é instrutor de óculos de visão noturna (OVN) na Aviação do Exército, possui 3.200 horas de voo, sendo 990 horas em IFR, 610 em NVG, e 870 em testes e ensaios. É autor da trilogia de livros que aborda de forma inédita e didática o tema no Brasil. (Saiba sobre o livro)

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Pilotos e equipes de resgate de operadora austríaca passarão a treinar em simulador de voo do H135

Pilotos e equipes de resgate de operadora austríaca passarão a treinar em simulador de voo do H135

Áustria – A ÖAMTC Air Rescue, sediada na Áustria, firmou parceria com a escola de voo RotorSky para fornecer treinamento de rotina em simulador para seus pilotos e equipe de resgate (tripulação técnica), tendo em  vista a exigência legal de treinamento para todos os membros da tripulação técnica em toda a Europa, a partir de 2022.

“Embora tenhamos envolvido ativamente nossos membros da tripulação técnica em treinamento em simulador por vários anos, este novo regulamento resultará em um esforço maior de treinamento para nós”, afirmou Reinhard Kraxner, Diretor Administrativo da ÖAMTC Air Rescue.

Com 28 helicópteros H135, mais cinco que deverão chegar em 2022, a operadora ÖAMTC e a escola RotorSky desenvolverão um novo processo de treinamento baseado na orientação europeia, focando no trabalho em equipe do dia-a-dia e na sobreposição de competências.

Um simulador de voo baseado no Airbus H135 usado pelo ÖAMTC será estabelecido nas instalações da RotorSky em Linz, Áustria. Chamado de “Dispositivo Sintético de Treinamento”, o simulador permitirá que os pilotos e membros da tripulação técnica se familiarizem com as características do H135 e desenvolvam habilidades de trabalho em equipe em um ambiente seguro.

“A localização do simulador em Linz também tem uma vantagem econômica para nós”, acrescentou Marco Trefanitz, CFO da ÖAMTC Air Rescue. “Até agora, simuladores comparáveis ​​estavam disponíveis apenas na Alemanha. Esta solução austríaca agora nos dá a oportunidade de organizar o treinamento necessário de forma mais flexível, eficiente e econômica.”

Pilotos e equipes de resgate de operadora austríaca passarão a treinar em simulador de voo do H135

Grupo SAF encomenda mais três helicópteros H145 para operações aeromédicas na França

Grupo SAF da França encomenda mais três helicópteros H145s equipados com cinco pás. Foto: Airbus

França – O Grupo SAF (Secours Aérien Français) vai operar mais três H145 de cinco pás nas operações aeromédicas na França. Elas ficarão baseadas em Grenoble, Valence e Montpellier e irão complementar os três H145 já encomendados pela SAF em 2018 e 2020. O primeiro foi entregue recentemente e será utilizado na Bélgica.

O CEO da SAF, Tristan Serretta, afirmou que “o lançamento de seis novos H145 na França e na Bélgica em apenas doze meses está de acordo com a estratégia da empresa em aumentar sua capacidade devido ao número crescente de serviços aeromédicos.”

Esta empresa de resgate aéreo francesa opera 55 helicópteros Airbus. A frota da SAF inclui um Super Puma, H135 e H125.

Atualmente, a Airbus tem mais de 1.470 helicópteros da Família H145 em serviço em todo o mundo, registrando um total de mais de seis milhões de horas de voo. Somente para o serviço de resgate aéreo em todo o mundo, existem mais de 470 helicópteros da família H145.

Óculos de Visão Noturna

A SAF Helicopters foi a primeira operadora francesa a possuir a licença Night Vision Goggles (NVIS) para operar helicópteros em voos noturnos (VFR). Esta autorização foi dada em 2019 e é válida para voos homologados pelo SAMU da França.

Para obter esta autorização, o Ministério do Interior, a Prefeitura de Sabóia, a Aviação Civil, a Direção Geral de Alfândegas e Direitos Indiretos foram todos solicitados para as autorizações necessárias.

O helicóptero mostrou sua versatilidade salvando milhares de soldados durante a Guerra da Coreia

O primeiro resgate de helicóptero, saiba quando e onde aconteceu

Eduardo Alexandre Beni
Coronel PMESP e Editor

De fundamental importância, especialmente em situações de urgências e emergências médicas, atualmente a atividade de resgate aéreo por meio de helicóptero é um serviço consolidado em muitos lugares do mundo.

Essas aeronaves de asas rotativas foram desenvolvidos e construídos durante a primeira metade de século XX, com alguma produção e alcance limitado, mas foi só em 1942 que o Sikorsky R-4, um helicóptero projetado por Igor Sikorsky atingiu a produção em larga escala, com 131 aeronaves construídas. Na Guerra da Coreia o Sikorsky H-5/HO3S-1 ganhou sua maior fama.

Em 1946, foi lançada a produção do Bell 47B, que atingia uma velocidade de 140km/h, com duas pessoas a bordo e também foi empregado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na Guerra da Coreia como H-13 Sioux. Dai para frente os helicópteros iniciaram uma trajetória de especialização e desenvolvimento nas operações de resgate aéreo.

O emprego sistemático e decisivo de helicópteros em resgates começou exatamente durante Guerra da Coreia (1950-1953). Nesse conflito houve pela primeira vez o uso de helicópteros de forma organizada. O propósito do governo americano era, de fato, conseguir salvar o maior número possível de combatentes feridos no campo de batalha.

Segundo o historiador Lynn Montross, durante os primeiros 12 meses de operação em 1951, helicópteros do Exército transportaram 5.040 feridos. Em meados de 1953, apesar das deficiências dos primeiros helicópteros, foram evacuadas 1.273 vítimas em um único mês.

Na época, constataram que o principal problema clínico era a hemorragia por arma de fogo, evento que o sistema de saúde que estava em campo não era capaz de responder. Assim, os EUA entenderam que para evitar complicações e mortes, uma intervenção cirúrgica imediata era necessária.

As salas cirúrgicas das unidades do MASH (Mobile Army Surgical Hospital), com médicos e enfermeiros, tinham que ser alcançáveis ​​em um curto espaço de tempo, onde estavam os combatentes feridos. Já nesses tempos de guerra se sabia que o transporte de plasma sanguíneo também era muito importante para salvar soldados feridos. Isso só pôde acontecer graças ao uso dos helicópteros.

Assim, o primeiro resgate de helicóptero ocorreu durante o conflito coreano, onde as enfermeiras puderam cuidar da reposição volêmica por meio de gotejamento, e depois disso confiavam a vítima ao piloto e ao engenheiro de voo que realizavam o transporte para a unidade cirúrgica atrás das linhas de combate.

Primeiros testes, antes da Guerra da Coreia

Mas não foi na Coreia a primeira vez que aeronaves de asas rotativas foram usadas em combate. Os fuzileiros navais haviam testado e rejeitado o autogiro Pitcairn OP-1, uma aeronave híbrida com rotor de quatro pás, para missões de ligação e evacuação aeromédica em 1932, enquanto lutavam contra guerrilheiros na Nicarágua.

O Exército comprou seu primeiro helicóptero, um Vought-Sikorsky XR-4, em 10 de janeiro de 1941, e operou alguns modelos aprimorados dessa aeronave na Europa e na Ásia durante os estágios posteriores da Segunda Guerra Mundial.

O primeiro registro de uso de um helicóptero americano em combate ocorreu em maio de 1944, quando um helicóptero do Exército resgatou quatro aviadores abatidos atrás das linhas inimigas na Birmânia.

Um autogiro Pitcairn XOP-1 do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA foi enviado para a Nicarágua em junho de 1932. Embora tivesse um bom desempenho, seu alcance e pequena carga útil prejudicaram significativamente as aeronaves hybird. (História Naval e Comando de Patrimônio)

Evolução do emprego do helicóptero durante a Guerra

Conforme as funções dos helicópteros se diversificaram, suas tripulações implementaram uma variedade de modificações de campo durante a Guerra da Coreia. Quando solicitados a embarcar vítimas na retaguarda, os fuzileiros navais descobriram que uma maca não caberia dentro da pequena cabine do HO3S.

Então, eles removeram o vidro traseiro de um lado e colocaram a maca com o ferido, deixando seus pés expostos ao clima. Depois disso foram projetadas capsulas rígidas fixadas na parte externa do helicóptero, onde era colocada a vítima. Equipados apenas com os instrumentos mais básicos, os helicópteros não eram realmente certificados para voos noturnos. Mas com tantas vidas em jogo, os fuzileiros navais logo se viram evacuando as vítimas após o pôr-do-sol.

Os pilotos de outras forças também desafiaram a proibição de voos noturnos. No final, as tripulações de helicópteros conduziriam centenas de perigosas missões de evacuação aeromédica noturnas.

Durante os resgates no mar, os pilotos normalmente voavam com um tripulante que operava o guincho de resgate e frequentemente tinha que saltar na água gelada para ajudar os pilotos a se conectar no cabo.

Outro problema era o centro de gravidade dos helicópteros. Era tão sensível que os pilotos às vezes levavam barras de ferro, pedras pesadas ou botes salva-vidas para ajustar o equilíbrio quando não havia passageiros atrás.

No final de 1950, conforme o número de HO3Ss diminuía devido às perdas, o Esquadrão de Observação da Marinha (VMO-6) começou a transição para o Bell HTL-4s (H-13 Sioux). Os Bells podiam carregar duas vítimas em macas fixadas, uma em cada lado do helicóptero, o dobro do que poderia ser carregada por HO3Ss.

Depois da Guerra da Coreia

Após o conflito na Coreia, a ideia do resgate por meio de helicóptero evoluiu e a bordo, começou a ser empregada uma equipe de saúde especializada, com equipamentos médicos e insumos, tecnicamente mais avançados.

Por volta dos anos 60, os profissionais de saúde que voltavam da guerra pensaram em estender e estabelecer esse serviço para a população. Na Europa, a Holanda precisou do emprego de helicópteros após a grande tempestade de fevereiro de 1953, abrindo caminho para seu uso civil. A tempestade destruiu diques e centenas de vilas e cidades foram inundadas.

Nesse ínterim, a Suíça que permaneceu fora dos Conflitos Mundiais, desenvolveu o primeiro sistema de resgate aéreo eficiente, tanto que, em 21 de julho de 1931, o primeiro artigo importante sobre o tema apareceu no jornal “Neue Zurcher Zeitung”.

Em 27 de abril de 1952, a REGA (Swiss Air-Rescue Guard) foi fundada em Zurique, realizando inicialmente voos de resgate aéreo sobre geleiras, com lançamento de paraquedistas com seus cães.

Em 22 dezembro desse ano, o piloto Sepp Bauer realiza o primeiro resgate de helicóptero da REGA em Davos, usando um Hiller 360.

Em 1953 ela também participou dos resgates na Holanda. Uma aeronave especial da Swissair levou a equipe de resgate aéreo para a área do desastre. Com um helicóptero alugado, os pilotos e paraquedistas permanecem no Mar do Norte por três dias e três noites sem interrupção nas operações de resgate.

As primeiras experiências de resgate por helicóptero na Itália coincidem com situações de socorro em montanhas, com experiências pioneiras do Corpo de Bombeiros Provincial de Trento em 1957, de Sondrio em 1982 e de Aosta em 1983.

Desde então, o resgate por helicóptero, nascido no campo de batalha e depois desenvolvido no campo civil, tornou-se um meio fundamental para salvar inúmeras vidas no mundo.

Indígena Karajá é resgatado pelo CIOPAER após sofrer acidente e fraturar costelas na Ilha do Bananal

Indígena Karajá é resgatado pelo CIOPAER após sofrer acidente e fraturar costelas na Ilha do Bananal

Tocantins – Um indígena Karajá foi resgatado pelo helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) durante o trabalho de prevenção a incêndios florestais no Parque Estadual do Cantão, na região oeste do estado. Ele trabalhava como guia turístico e sofreu um acidente grave na Ilha do Bananal.

O helicóptero estava transportando brigadistas e sobrevoa o parque, quando teve que mudar a rota para socorrer o indígena. “Ele acabou quebrando duas costelas e não conseguia se movimentar de nenhuma forma da margem do rio”, comentou o major Gustavo Bolentini.

Geralmente os resgates de pessoas do CIOPAER são acompanhados de um médico e uma enfermeira. Para agilizar o transporte dessa segunda-feira (14), uma enfermeira de Pium foi de carro até o local onde o indígena estava, em um distrito na zona rural da cidade, e acompanhou a equipe até Palmas.

“As pessoas que estavam com ele foram até uma fazenda, conseguiram tirar ele da margem do rio e colocá-lo em um campo aberto, onde a gente fez o pouso. Colocamos ele dentro da aeronave, em uma maca que a gente sempre transporta, junto com uma enfermeira do município de Pium e fomos até o HGP”, contou o major.

Esse foi o terceiro resgate de indígenas feito pelas equipes do CIOPAER nos últimos meses. Após deixar o paciente na capital, os pilotos voltaram para o Parque Estadual do cantão para continuar os trabalhos de suporte para força-tarefa que atua preventivamente contra incêndios florestais.

Equipes do SAMU e bombeiros resgatam vítima de choque elétrico em Campo Bonito, PR

Aeromédico socorre vítima de choque elétrico em Campo Bonito, PR

Paraná – O serviço aeromédico da Unidade Aérea Pública da SESA/Consamu foi acionado na tarde desta quinta-feira (17) para atender uma vítima de queimadura por alta tensão no município de Campo Bonito.

O homem foi atendido por bombeiros comunitários de Guaraniaçu e bombeiros de Cascavel ainda no telhado de um estabelecimento comercial, onde sofreu o choque elétrico.

Os Operadores de Suporte Médico do aeromédico acompanharam o paciente que foi retirado pelos bombeiros do telhado. Estabilizado, o paciente foi embarcado e levado de helicóptero ao HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), em Cascavel.

O trabalho também contou com apoio do USB de Guaraniaçu. De acordo com dados da equipe médica que esteve no local, a área de superfície corporal queimada é estimada em 50%.

Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros de Rondônia tem novo comandante

Serviço aeromédico rondoniense ganha destaque nacional com maior quantidade de pacientes da covid-19 transportados

Rondônia – Na manhã de segunda-feira (14), o major BM Hugo Rios assumiu o Comando de Operações Aéreas (COA) do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia. O major BM Philipe Rodrigues Maia esteve à frente do comando por oito anos, e deixou o cargo para se dedicar a um novo projeto no Departamento de Estradas e Rodagens (DER).

Nesse período Maia esteve a frente de mais de duas mil horas de voos, mais de dois mil pousos realizados. Para ele a pandemia foi marcante. Transportaram mais de 100 pacientes. Em apenas três meses foram mais de 600 horas de voos. “Tivemos a alegria de voltar com pacientes recuperados, mas também sentimos a tristeza de voltar com corpos daqueles que estavam em outros estados em tratamento’’, complementou.

O novo comandante, major BM Hugo Rios, que exerceu durante 10 anos a função de coordenador financeiro da Corporação e há oito é aviador, conta com orgulho o esforço realizado pelo estado em salvar vidas na pandemia. ‘‘O Comando de Operações Aéreas de Rondônia foi o grupamento que mais transportou pessoas com COVID-19 do Brasil e também transportou materiais necessários para o enfrentamento à pandemia. Foi assim que conseguimos ajudar o Estado a aumentar os testes rápidos e ampliar leitos de UTI’’.

Ele conta ainda que o serviço aeromédico feito diretamente pelo Comando de Operações Aéreas representou uma grande economia ao Estado. Calcula-se que em um ano a economia foi de R$ 4 milhões aos cofres públicos. A unidade possui quatro aeronaves, três aviões aptos para transporte aeromédico e um helicóptero para missões de resgate e combate a incêndios florestais.

Novos equipamentos

Durante a cerimônia houve a entrega de 18 Equipamentos de Proteção Respiratóia (EPRs) doado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e que serão distribuídas às unidades operacionais.

Ainda houve o reforço de materiais de salvamento, incluindo maca, cadeira e prancha de resgate, assim como capacetes específicos para salvamento em altura. O investimento foi superior a R$ 35 mil.

COA recebe equipamentos para as atividades desenvolvidas. Foto: Ésio Mendes.

Bombeiros transportam motorista de ônibus que sofreu queimaduras em acidente de trânsito no Rio de Janeiro

Bombeiro 05 transporta motorista de ônibus que sofreu queimaduras em acidente no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Na tarde de terça-feira (15), um acidente de trânsito na RJ-186, Bom Jesus do Itabapoana, Noroeste Fluminense, envolvendo uma carreta e um ônibus, deixou nove feridos. Com o impacto, os veículos pegaram fogo.

As vítimas foram levadas de ambulância para o Hospital São Vicente de Paulo, entre elas, o motorista do coletivo, que está em estado grave, com cerca de 90% do corpo queimado.

O motorista de 40 anos foi internado, mas devido a gravidade dos ferimentos precisou de transferência para uma unidade especializada na capital. Na quarta-feira (16), após conseguir leito, a Central de Regulação do Estado acionou o Corpo de Bombeiros, através do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), para realizar o transporte inter-hospitalar.

A equipe aeromédica do helicóptero Bombeiro 05 embarcou o paciente em Bom Jesus do Itabapoana e fez sua remoção para o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia (HTO Baixada), em Nilópolis. Uma ambulância do Corpo de Bombeiros realizou o transporte terrestre da vítima.

Secretaria da Saúde do Paraná realiza curso para médicos e enfermeiros dos helicópteros de resgate do Estado

Secretaria de Saúde do Paraná realiza curso para médicos e enfermeiros dos helicópteros de resgate do Estado. Foto: UAP SESA/SAMU PR.

Paraná – Enfermeiros e médicos que compõem as tripulações aeromédicas da Unidade Aérea Pública da SESA/SAMU do Paraná realizaram no período de abril a junho, treinamentos teórico e prático para operadores de suporte médico, conforme o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 90 (RBAC 90) da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O curso compreendeu sete semanas de atividades teóricas on-line, mais atividades práticas, com carga horária total de 55 horas-aula. 100% dos operadores de suporte médico da Secretaria de Saúde/SAMU, pilotos e mecânicos realizaram os treinamentos. A iniciativa inédita teve o objetivo de aprimorar e capacitar as equipes de saúde para o atendimento pré-hospitalar e inter-hospitalar com emprego de helicóptero.

Treinamento teórico on-line 

Como requisito para o treinamento prático, os profissionais de saúde da UAP SESA/SAMU PR receberam instrução teórica por meio de ferramenta on-line, com carga horária de 42 horas-aula, permitindo que todos pudessem participar das aulas ao vivo, sem interromper suas rotinas de trabalho, além de abordar as melhores práticas de segurança.

O módulo teórico foi um projeto realizado e desenvolvido em parceria com a empresa Evoluigi Treinamento e Desenvolvimento, responsável pelo Portal Resgate Aeromédico, sem qualquer custo para o Estado do Paraná.

Os instrutores da UAP e da Evoluigi | Resgate Aeromédico ministraram todo o currículo de solo necessário, alcançando todos os resultados esperados. Além dos estudos de casos clínicos e operacionais, o curso abordou temas sobre direito aeronáutico; legislação especial dos profissionais de saúde; formação e capacitação das equipes aeromédicas; regulação da aviação civil; segurança nas operações aéreas; sobrevivência; fisiologia de voo; regulação médica e infraestrutura hospitalar; transporte aeromédico adulto, pediátrico e neonatal; biossegurança e EPI; POP e checklist; novas tecnologias para o serviço aeromédico e muito mais.

Os médicos Mauricio Lemos, Marcos Bitencourt e Michele Grippa; a enfermeira Mileni de Camargo, os professores Eduardo Beni e Marcelo Guerrante; o fisioterapeuta Paulo Segalla; e a consultora de RH Bettyna Beni, foram os instrutores do módulo teórico.

Treinamento Prático

Para a realização dos exercícios práticos, com carga horária de 13 horas-aula, a UAP SESA/SAMU PR realizou programação especial para permitir que o treinamento fosse feito sem interferir na operacionalidade das bases e com toda a segurança necessária. O treinamento foi realizado em Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Londrina.

Os operadores de suporte médico treinaram pré-voo da aeronave; embarque e desembarque de vítima; segurança da área de giro; embarque e desembarque em baixa altura; abertura de portas para auxílio de pouso em áreas não cadastradas; embarque de vítima com aeronave acionada; check de Portas; e noções de manutenção e abastecimento de helicópteros.

Os médicos Mauricio Lemos, Marcos Bitencourt e Etore Luziardi; e a enfermeira Mileni de Camargo, foram os instrutores do módulo prático.

Para o médico Vinicius Filipak, Diretor de Gestão em Saúde na SESA do Paraná, “o Governo do estado do Paraná está na vanguarda da qualificação dos seus profissionais de resgate para oferecer o melhor atendimento à população”.

Bombeiros e equipe do Arcanjo 01 resgatam pessoas em locais de difícil acesso em Florianópolis, SC

Santa Catarina – Um adolescente caiu de uma altura de aproximadamente seis metros na manhã de domingo (13), no Morro da Pedra Branca, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Ele foi resgatado pelos bombeiros com apoio do helicóptero Arcanjo 01.

A área era de difícil acesso e depois de realizar sobrevoo para avaliar o local do resgate, um operador aerotático do helicóptero realizou técnica de rapel para chegar até a vítima. Após avaliação inicial, não havendo indícios de trauma, foi realizada a extração do adolescente por meio da técnica de triângulo de resgate. Ele passou pela avaliação da equipe médica do GRAU/SAMU, que não constatou trauma ou lesões graves.

Logo em seguida, a equipe foi novamente acionada para resgatar uma mulher com crise de hipertensão em trilha na Pedra da Coroa, na Lagoinha do Leste. Foi realizado o desembarque da equipe médica do GRAU/SAMU e operador aerotático no local para avaliação e definição do procedimento de resgate.

Após avaliação médica, a vítima foi retirada através de técnica de triângulo de resgate. Em local seguro foi realizado o embarque na praia da Lagoinha e transporte da vítima para a UPA Sul para acompanhamento.

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GRAER e bombeiros realizam difícil salvamento de banhista na Praia do Buracão, em Salvador

GRAER e bombeiros realizam salvamento de banhista na Praia do Buracão, em Salvador

Bahia – O Grupamento Aéreo (GRAER) da Polícia Militar da Bahia possui uma Central de Operações onde acompanha diariamente as ocorrências da Capital e Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na tarde de sábado (12), o policial militar de serviço visualizou na tela do Sistema de Ocorrências (SIC) um registro de afogamento na Praia do Buracão, em Salvador.

Imediatamente acionou a equipe do Guardião 05 que decolou para atendimento do afogamento. No local identificou dois guarda-vidas do 13º Grupamento de Bombeiros Militar (13º GBM/Gmar) na água tentando retirar a vítima, porém se tratava de um indivíduo aparentemente perturbado mentalmente, apresentando indícios de estar tentando o suicídio.

Diante da dificuldade do salvamento, o tripulante operacional (operador aerotático) do Guardião saltou da aeronave a fim de realizar a extração através da técnica do sling. Entretanto, as tentativas de colocar o sling na vítima foram infrutíferas, pois ele se debatia e não aceitava ser retirado do mar pelo guarda-vidas.

O operador aerotático e os dois guarda-vidas do GMar conseguiram imobilizar o indivíduo e retiraram o homem da água, levando-o até a faixa de areia. Em seguida foi encaminhado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para uma unidade médica.

Força Aérea Brasileira e Marinha realizam treinamento conjunto de içamento em convés

Esquadrões da Força Aérea e Marinha realizam treinamento de içamento em convés. Foto: Cabo Simplício e Soldado Daniel Silva/BANT

Rio Grande do Norte – O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), sediado em Parnamirim (RN) e o 3º Distrito Naval, sediado em Natal (RN), realizaram o Exercício Técnico de Içamento em Convés, no Navio-Patrulha Graúna.

O treinamento foi realizado no período de 11 a 31 de maio e utilizou a aeronave H-36 Caracal. Durante o exercício foram realizadas técnicas de içamento com maca, quando há a necessidade de imobilização da vítima para sua retirada da embarcação; e içamento com alça, quando não há necessidade de imobilização, o que possibilita uma ação de resgate mais rápida.

O Comandante do Navio-Patrulha, Capitão-Tenente Rafael Gomes Morato, destacou a importância desse tipo de atividade. “Foi uma oportunidade de realizar exercícios operativos que contribuíram sobremaneira para elevar o nível do aprestamento do meio, no que tange às operações com aeronave, mais especificamente o exercício de evacuação médica aerotransportada”, disse.

Para o Comandante do 1º/8º GAV, Tenente-Coronel Aviador Wankley Lima de Oliveira, o resgate de vítimas a bordo de navios mercantes, na costa da região Nordeste do País, está ocorrendo com muita frequência nos últimos anos. “Os Exercícios de Içamento em Convés, realizados com o apoio de navios da Marinha do Brasil, têm sido uma oportunidade de treinar essa atividade em situação bem próxima da realidade”, afirma.

Desde a chegada do Esquadrão Falcão ao Nordeste, em 2018, a Unidade Aérea já realizou 14 resgates em alto-mar.

Esquadrões da Força Aérea e Marinha realizam treinamento de içamento em convés. Foto: Cabo Simplício e Soldado Daniel Silva/BANT.

Equipes do SAMU são mobilizadas para transportar vítima de queimadura de Toledo para Londrina, PR

Helicóptero Saúde 02 e ambulâncias do SAMU são mobilizadas para transportar vítima de queimadura de Toledo para Londrina, PR

Paraná – Na manhã de sábado (12), um homem de 52 anos com 36% de superfície corporal atingida por fogo foi transportado de Toledo para tratamento especializado no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina.

Para o transporte, foram acionadas pela Central de Regulação do SAMU Oeste, ambulâncias e o helicóptero Saúde 02 da Unidade Aérea Pública SESA/Consamu PR, Base Cascavel. A vítima, moradora de Marechal Cândido Rondon, foi levada em uma ambulância UTI até o embarque no helicóptero que aguardava no Aeroporto de Toledo.

Em Londrina outra UTI móvel aguardava para realizar o transporte terrestre até o hospital. O voo aeromédico teve duração de uma hora e trinta minutos, contra cerca de cinco horas, caso fosse percorrido por transporte terrestre.

Para o Dr. Rodrigo Nicácio, médico coordenador do serviço aeromédico, “o voo foi rápido, seguro e necessário para minimizar as complicações e o paciente receber tratamento especializado no hospital de referência para queimados em Londrina”.

“Óbito em voo durante operação aeromédica” será tema de live no dia 16 de junho, às 19h30

Na quarta-feira, dia 16 de junho, às 19h30, o Juiz Federal Marcelo Honorato e o Advogado Henrique Alves serão protagonistas de live no YouTube sobre “Óbito em voo durante operação aeromédica“. Será uma conversa com Eduardo Beni, editor do Portal Resgate Aeromédico.

Marcelo Honorato é Juiz Federal Titular, Mestrando em Direito, Especialista em Direito Constitucional, do Estado e Processual, Bacharel em Direito e Ciências Aeronáuticas. Foi piloto da Força Aérea Brasileira (FAB), inspetor de aviação civil, investigador de acidentes aeronáuticos pelo CENIPA. Autor de diversas obras de Direito Aeronáutico, dentre elas, sucesso editorial Crimes Aeronáuticos, atualmente na 4ª edição.

Henrique Alves é Advogado Especialista em Direito Médico e da Saúde. Conselheiro Titular do COREN/SC. Presidente e Criador da Comissão da Saúde pela OAB 15ª, Subseção – Balneário Camboriú/SC, Membro do Grupo de Pesquisa de Direito da Saúde e Empresas Médicas da Universidade Unicuritiba/PR, com o eixo medicina de emergência, sob o a tutela do Desembargador e Professor Miguel Kfouri Neto.

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Força Aérea dos EUA realiza o primeiro exercício de evacuação aeromédica com eVTOL

AFWERX Agility Prime faz parceria com Kitty Hawk no primeiro exercício de evacuação médica com aeronave elétrica. Foto: Divulgação

Estados Unidos – AFWERX Agility Prime (programa da Força Aérea dos Estados Unidos com o objetivo de promover uma cultura de inovação dentro do serviço) e o novo parceiro Kitty Hawk alcançaram um marco em maio com seu primeiro exercício operacional utilizando o eVTOL Heaviside.

No primeiro exercício do programa com emprego de um eVTOL, um grupo diversificado de operadores da indústria e do governo, engenheiros e profissionais de teste avaliaram a capacidade de fazer evacuação aeromédica e recuperação de pessoal utilizando a aeronave.

A equipe multidisciplinar reuniu dados para informar a utilidade de uso duplo no estágio de protótipo para subsidiar futuras decisões de desenvolvimento e de campo. Além de avaliar diferentes cenários, a equipe também observou demonstrações de voos pilotados remotamente e totalmente autônomos com o eVTOL Heaviside.

AFWERX Agility Prime faz parceria com Kitty Hawk no primeiro exercício de evacuação aeromédica com aeronave elétrica. Foto: Divulgação

“O mundo vai precisar de novos meios de transporte e o Heaviside é um caminho para nos levar até lá”, disse Sebastian Thrun, CEO da Kitty Hawk. “Estamos entusiasmados em trabalhar com o Agility Prime e esperamos nossa colaboração contínua à medida que levamos eVTOLs para mais pessoas”.

Fundado em 2010, com sede na Califórnia, a Kitty Hawk desenvolveu o eVTOL Heaviside em homenagem ao engenheiro inglês Oliver Heaviside. Projetada para ser rápida, pequena, silenciosa e ecológica, a aeronave voa até 180 mph com um alcance potencial de 100 milhas com uma única carga.

Decola e pousa em um espaço de 30×30 pés, atinge níveis sonoros de 38 dBA a 1.000 pés, é 100x mais silencioso que um helicóptero e requer menos da metade da energia por quilômetro de um carro elétrico convencional.

AFWERX Agility Prime faz parceria com Kitty Hawk no primeiro exercício de evacuação aeromédica com aeronave elétrica. Foto: Divulgação.

O coronel Don Haley, comandante do Destacamento 62 do Comando de Educação e Treinamento Aéreo, que lidera uma equipe no desenvolvimento de programas de treinamento para essas novas aeronaves elétricas, observou: “esta exploração colaborativa de casos de uso comercial / DoD revelou atributos comuns que atendem à mobilidade aérea urbana e operações de busca e resgate: alta confiabilidade, lançamento e recuperação responsivos, pegada logística mínima, acessibilidade para deficientes físicos, baixa assinatura acústica e altos níveis de autonomia.”

O Laboratório de Pesquisa da Força Aérea é o principal centro de pesquisa científica e desenvolvimento do Departamento da Força Aérea. O AFRL desempenha um papel integral na liderança da descoberta, desenvolvimento e integração de tecnologias de combate a preços acessíveis para a força aérea, espacial e ciberespacial.

Com uma força de trabalho de mais de 11.000 pessoas em nove áreas de tecnologia e 40 outras operações em todo o mundo, o AFRL oferece um portfólio diversificado de ciência e tecnologia que varia de pesquisa fundamental a avançada e desenvolvimento de tecnologia.

AFWERX Agility Prime faz parceria com Kitty Hawk no primeiro exercício de evacuação aeromédica com aeronave elétrica. Foto: Divulgação.

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